Problema adiado, sofrimento prolongado!

jun 18

Problema adiado, sofrimento prolongado!

Quando anunciaram a última temporada de House, fiquei tão triste com o fim da série, que assisti anos depois só. Na minha cabeça, enquanto eu não assistisse, ainda não teria acabado. Simples assim. Vivo de auto-engano, fazer o que? Sou dessas, que acha que enquanto não acaba, não termina. Sabe?     Mas a verdade é que, quando assisti, já tinha lido tanto spolier e ouvido tantos comentários, que já sabia o fim da história e tudo isso só serviu para eu sofrer de novo quando finalmente assisti às cenas finais. Adiei o problema, não encarei o conflito e… sofri em dobro! Fiz isso com House, faço isso com a minha vida inteira. Não aprendo! Me apego à ideia de que se eu não terminar, então não vai acabar. Mas a verdade mesmo é que já acabou e todo mundo já sabe do fim. Inclusive eu, que fico fingindo que posso mudar alguma coisa. Mas tudo o que faço é prorrogar o sofrimento (muitas vezes não só o meu, mas das partes envolvidas); que é inevitável e necessário. O problema é que não gosto de sofrer e nem de encarar o conflito. Gosto de que as coisas fiquem bem, de que as pessoas todas fiquem bem e que todo mundo seja feliz. Sou meio Poliana, confesso. Mas encarar a verdade escancara um sofrimento real que não acredito que os seres humanos estejam prontos para enfrentar. Não nascemos para sofrer, entende? Nascemos para viver – e viver muito! – e ser feliz, aproveitar, sorrir, se amar… Não nasci pronta para enfrentar a dor e passar pelo processo de perda, luto, sofrência, renascimento. O mais curioso é que sei que é um processo necessário. E que quanto mais adio, mais sofro. Mas simplesmente não consigo colocar um fim. Porque no momento em que decido que aquilo acabou para mim, então, não tem volta. E sempre sinto uma tristeza imensa em saber que algo ou alguém chegou ao fim. Acho todo fim triste, mesmo aqueles que fazem bem. São tristes demais, então, luto para que ele não chegue. Mas a verdade é que, muitas vezes, ele já chegou há tempos. E quanto mais adio, mais sofro. E assim segue esse ciclo sem...

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Foca no que pode dar certo

set 25

Foca no que pode dar certo

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Eu crio expectativas sim. E você também!

maio 09

Eu crio expectativas sim. E você também!

Outro dia, durante uma conversa com um amigo, recebi o seguinte conselho: “Não crie expectativas”. Tenho escutado muito isso ultimamente. Lido em vários lugares. Pessoas que vendem a teoria como mantra de vida. “Expectativa é a mãe da merda”, dizem uns. “Não crie expectativas, crie porcos. Ao menos, no fim, você terá bacon”, brincam outros. Mas, dessa vez, quando ele soltou a fatídica frase, a única coisa que consegui pensar foi: impossível. E que hipocrisia essa a nossa de dizer que não criamos expectativas. Ou seria ilusão? Pior, é muita audácia sequer supor que podemos controlar assim nossos instintos. Sou chamada para uma entrevista de emprego. Na mesma hora já me imagino trabalhando lá, os novos desafios profissionais, colegas, um salário maior. Marquei um encontro com um cara. Como não idealizar que aquele poderá ser o futuro grande amor da minha vida? Ou um assassino vendedor de órgãos que comercializará meu rim no mercado negro? Porque sim, expectativas podem ser terríveis também. Mas, não se vive sem elas. Não dá. A questão é como lidamos com as expectativas. Melhor. Como lidamos com as expectativas frustradas. Porque aquelas que são superadas positivamente ninguém tem do que reclamar, convenhamos. A gente pode (e deve) tentar não sofrer por antecedência. E lembrar sempre que tudo, por enquanto, pertence apenas à nossa imaginação. Agora, projeções, perspectivas, idealizações fazem parte do que somos, do que queremos, e não é simples, nem possível viver sem. Também não dá para esperar que tudo e todos supram nossos desejos. A forma como eu lido com determinada situação ou com que resolvo um problema, por exemplo, é única. Outra pessoa exatamente no mesmo lugar vai se expressar de maneira diferente pelo simples fato dela ser uma pessoa diferente. Então, se eu puder, assim como o meu amigo, dar um conselho, é esse: crie expectativas sim, mas não espere dos outros as atitudes que você teria. E, em caso de decepção, pense que qualquer emoção é melhor que nenhuma.   Fernanda Barreira, 31 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É...

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A última das solteiras

jul 24

A última das solteiras

Aos 30 anos, eu oficializo: fiquei para titia. É triste, mas é real. Relacionamentos amorosos não são para mim. Aceitei. Vou resumir minha vida amorosa aqui para vocês: não namoro sério desde o meu primeiro namorado (o que faz uns 12 anos; fiquei presa num não relacionamento doentio por quase 10 anos da minha vida; me forcei a gostar de alguém só porque ele tinha gostado sempre de mim e magoei a ele e a mim, um desastre completo; morei na Itália e me interessei justamente por um brasileiro que só queria se divertir (e foi divertido, mas só); tive uma paixonite aguda por outro alguém que me considera uma boa amiga; e… Bom, é basicamente isso. Agora que todo mundo já está familiarizado com essa comédia pronta, tenho que confessar uma coisa: nunca pensei como seria quando eu fosse a última solteira das amigas. E quer saber? Não está sendo nada legal. Não me levem a mal: eu devo ser a pessoa que mais vibra e torce para os relacionamentos delas darem certo e que elas sejam felizes para sempre. Sou parceira, ouço as histórias, encorajo os encontros, não deixo desistirem nas pequenas adversidades, consolo, abraço, sorrio… Vivo os amores delas como se fossem meus, porque amo elas de verdade e quero a felicidade plena, sem dor de cotovelo. Mas os amores delas não são meus. E, ao mesmo tempo que me faz feliz ver o sorriso no rosto de cada uma ao estarem com alguém, me dá uma perto no coração ter que se compreensiva quando não tenho a companhia delas no sábado à noite. Elas eram minhas parceiras, sabe? Fosse para a balada, pro cinema, pro bar, pro restaurante…. fosse para onde fosse, elas não vão mais comigo. E isso parte o meu coração. Porque é natural, eu sei. É a vida, eu sei. Mas é triste. Não, não acho que elas tenham que trocar a companhia deles para ficar comigo. Mas me sinto excluída do clube dos dates. Estou sozinha no clube dos solteiros. Estar sozinha me obriga a pensar em várias coisas que sempre ficaram lá, guardadas e escondidas por anos, e que agora vem à tona e não são legais. Na boa? É...

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É isso!!

jun 13

É isso!!

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