Foca no que pode dar certo

set 25

Foca no que pode dar certo

...

Read More

Eu crio expectativas sim. E você também!

maio 09

Eu crio expectativas sim. E você também!

Outro dia, durante uma conversa com um amigo, recebi o seguinte conselho: “Não crie expectativas”. Tenho escutado muito isso ultimamente. Lido em vários lugares. Pessoas que vendem a teoria como mantra de vida. “Expectativa é a mãe da merda”, dizem uns. “Não crie expectativas, crie porcos. Ao menos, no fim, você terá bacon”, brincam outros. Mas, dessa vez, quando ele soltou a fatídica frase, a única coisa que consegui pensar foi: impossível. E que hipocrisia essa a nossa de dizer que não criamos expectativas. Ou seria ilusão? Pior, é muita audácia sequer supor que podemos controlar assim nossos instintos. Sou chamada para uma entrevista de emprego. Na mesma hora já me imagino trabalhando lá, os novos desafios profissionais, colegas, um salário maior. Marquei um encontro com um cara. Como não idealizar que aquele poderá ser o futuro grande amor da minha vida? Ou um assassino vendedor de órgãos que comercializará meu rim no mercado negro? Porque sim, expectativas podem ser terríveis também. Mas, não se vive sem elas. Não dá. A questão é como lidamos com as expectativas. Melhor. Como lidamos com as expectativas frustradas. Porque aquelas que são superadas positivamente ninguém tem do que reclamar, convenhamos. A gente pode (e deve) tentar não sofrer por antecedência. E lembrar sempre que tudo, por enquanto, pertence apenas à nossa imaginação. Agora, projeções, perspectivas, idealizações fazem parte do que somos, do que queremos, e não é simples, nem possível viver sem. Também não dá para esperar que tudo e todos supram nossos desejos. A forma como eu lido com determinada situação ou com que resolvo um problema, por exemplo, é única. Outra pessoa exatamente no mesmo lugar vai se expressar de maneira diferente pelo simples fato dela ser uma pessoa diferente. Então, se eu puder, assim como o meu amigo, dar um conselho, é esse: crie expectativas sim, mas não espere dos outros as atitudes que você teria. E, em caso de decepção, pense que qualquer emoção é melhor que nenhuma.   Fernanda Barreira, 31 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É...

Read More

A última das solteiras

jul 24

A última das solteiras

Aos 30 anos, eu oficializo: fiquei para titia. É triste, mas é real. Relacionamentos amorosos não são para mim. Aceitei. Vou resumir minha vida amorosa aqui para vocês: não namoro sério desde o meu primeiro namorado (o que faz uns 12 anos; fiquei presa num não relacionamento doentio por quase 10 anos da minha vida; me forcei a gostar de alguém só porque ele tinha gostado sempre de mim e magoei a ele e a mim, um desastre completo; morei na Itália e me interessei justamente por um brasileiro que só queria se divertir (e foi divertido, mas só); tive uma paixonite aguda por outro alguém que me considera uma boa amiga; e… Bom, é basicamente isso. Agora que todo mundo já está familiarizado com essa comédia pronta, tenho que confessar uma coisa: nunca pensei como seria quando eu fosse a última solteira das amigas. E quer saber? Não está sendo nada legal. Não me levem a mal: eu devo ser a pessoa que mais vibra e torce para os relacionamentos delas darem certo e que elas sejam felizes para sempre. Sou parceira, ouço as histórias, encorajo os encontros, não deixo desistirem nas pequenas adversidades, consolo, abraço, sorrio… Vivo os amores delas como se fossem meus, porque amo elas de verdade e quero a felicidade plena, sem dor de cotovelo. Mas os amores delas não são meus. E, ao mesmo tempo que me faz feliz ver o sorriso no rosto de cada uma ao estarem com alguém, me dá uma perto no coração ter que se compreensiva quando não tenho a companhia delas no sábado à noite. Elas eram minhas parceiras, sabe? Fosse para a balada, pro cinema, pro bar, pro restaurante…. fosse para onde fosse, elas não vão mais comigo. E isso parte o meu coração. Porque é natural, eu sei. É a vida, eu sei. Mas é triste. Não, não acho que elas tenham que trocar a companhia deles para ficar comigo. Mas me sinto excluída do clube dos dates. Estou sozinha no clube dos solteiros. Estar sozinha me obriga a pensar em várias coisas que sempre ficaram lá, guardadas e escondidas por anos, e que agora vem à tona e não são legais. Na boa? É...

Read More

É isso!!

jun 13

É isso!!

……………………………………………………………………………………………………………….. ……………………………………………………………………………………………………………….. ……………………………………………………………………………………………………………….. ……………………………………………………………………………………………………………….. ……………………………………………………………………………………………………………….. ……………………………………………………………………………………………………………….. ……………………………………………………………………………………………………………….. . . . . . . . . ....

Read More

Amores platônicos

jun 06

Amores platônicos

Nunca fui o tipo de mulher que coleciona ídolos. Quando criança, eu gostava do antigo grupo Polegar e o Rafael Ilha era, na minha visão de sete anos de idade, o homem mais bonito que eu já tinha visto em toda a minha vida (o que já demonstrava desde cedo a minha habilidade de escolher os homens errados, mas não vamos focar nisso).   Depois tive um crush pelo Zequinha, do Castelo Ra-Tim-Bum e lembro de ter ficado muito feliz ao conhecê-lo pessoalmente em um evento do lançamento do livro da série, pela Companhia das Letrinhas, realizado no Museu da Casa Brasileira. Eram centenas de crianças histéricas e eu tive o privilégio de conseguir a foto e o autógrafo. Mas só. Nem mesmo na adolescência… Lembro de que minhas amigas tinham adoração pelos Backstreet Boys e companhia e, embora curtisse as boy bands do momento e achasse que o Kevin fosse de longe o mais incrível de todos eles, eu não fazia o estilo ‘poster na parede do quarto e capas de fichários com fotos da Capricho’. Quando todas as minhas amigas amavam o Leonardo Di Caprio e choravam sua morte trágica em Titanic, eu pouco me importava com aquele mocinho magrelo e loiro-sem-graça. Nunca quis casar com nenhum jogador de futebol; nunca quis abandonar minha vida para fugir em turnê com nenhum cantor ou banda famosa (muito embora o Bon Jovi pudesse me fazer passar alguns meses na estrada); e nunca achei que deveria viver em Hollywood para o Tom Cruise me salvar, quem sabe, de um atropelamento acidental que pudesse ocorrer justo quando ele estivesse passando ao meu lado. Veja bem, caro leitor, longe de mim fingir que não agarraria o Brad Pitt caso tivesse a oportunidade. É claro que o faria. Só quero dizer que nunca soube ser fã de ninguém. Bom, não sabia. Porque foi só crescer e virar mulher, adulta, gente grande, pessoa que não deveria ter mais tempo ou idade para se apaixonar por famosos para… acontecer! Eu e a Fernanda Barreira, minha amiga e co-autora deste blog,  vivemos de uma paixão platônica pelos intelectuais de quem devoramos o conteúdo semanalmente (ou diariamente se contarmos a nossa habilidade de stlakear que nem sabíamos que...

Read More