Linda, eu?

nov 29

Linda, eu?

Alguém diz: “Você está linda”. Possível resposta nº 1: ”Obrigada!” Possível resposta nº 2: “Cortei o cabelo e emagreci três quilos. Gostou?”. Possível resposta nº 3: “Que querido! Você também está ótimo!” Minha resposta: “Nossa, tá louco? Você viu o meu cabelo que desgrenhado? E a pança marcando nessa blusa de 1997 toda esgarçada?”. Sim, essa é minha reação ao receber elogios. Não, não foi assim que meus pais me ensinaram a responder. E essa também não é uma estratégia para receber novos confetes. Então, se não é falta de educação ou vaidade, qual é o meu problema? As pessoas tendem a se sentir felizes quando alguma característica positiva sua é destacada. Nada mais compreensível, certo? Não para mim. Além de não reagir como os outros, eu ainda exponho meus principais defeitos (aqueles que mais me incomodam e que, teoricamente, são os que eu mais tento esconder). Neste momento chegamos a duas possibilidades. A primeira, mais simplória e compreensível, é de que realmente não gosto de mim. A segunda teoria, aquela que minha psicóloga insiste em dizer que é a correta, é de que reajo dessa maneira como proteção. Pode parecer estúpido, e talvez até seja mesmo, você querer se proteger se autoatacando. Mas vamos ser sinceros: é muito melhor você destacar um defeito seu do que ouvir do outro, né não? Lembra aquela história de que você pode acabar com o seu irmão em uma rodinha de amigos, mas basta alguém falar um “a” dele e você vira bicho? É tipo isso. Quando você mesmo se deprecia, tende a acreditar que o outro não repetirá tal maldade. E de fato essa teoria não costuma desapontar quando colocada em prática. Esse tal de subconsciente é esperto mesmo, hein? A questão é que nesse mundo doido de meu Deus ainda existem (sim, pode acreditar) pessoas de bom coração. E algumas delas elogiam de graça. Olham, gostam da sua roupa, e dizem isso pra você. E algumas, apesar da sua baixa autoestima não deixar perceber, te acham gata. Afinal, o que seria do vermelho se todos curtissem o azul? E recentemente estou aprendendo o quanto é bacana ser elogiada, que não é pecado, não existem segundas ou terceiras intenções por trás...

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O que eu nunca mais serei

nov 28

O que eu nunca mais serei

É desafiador falar sobre aquilo que nunca (mais) serei, uma vez que minha bola de cristal está sem bateria. No entanto, algumas coisas óbvias eu posso dizer com certeza que não serei mais nessa vida: malabarista do Cirque du Soleil, engolidora de espada em chamas, parteira, garota de programa (espero, né), alta, egoísta, triatleta, morena jambo, e por aí afora. Menos desafiador, porém mais desanimador, é falar das coisas que não mais serei porque falhei  – em algum momento – em ir atrás delas. Uma é a de ser repórter de televisão, principalmente em zonas de conflito.  Sempre foi meu sonho. Mas sonho não é realidade e eu acordei num momento decisivo para a minha carreira: o de desistir. Lembro que logo que me alfabetizei, já gostava de escrever histórias heroicas, de inventar personagens em conflitos com finais felizes. Logo depois veio a obsessão por gravar entrevistas em áudio (k7) com familiares e na sequência a TV…aii iii como eu amava (amo). No meu aniversário de 8 anos, ganhei de presente uma filmagem da festinha, com o diferencial de que podia ser a repórter.  Me realizei!  Fiz piadinhas com os convidados, falei coisas sérias para outros e fiz perguntas, muitas perguntas.  Pena que a gravação foi por água abaixo anos depois (literalmente, pois a casa em que moro sofreu uma enchente e adeus).  Bom, depois de testar texto, áudio e vídeo, aos 8 anos confirmei minha vocação: jornalista. Nove anos depois eu já estava cursando a sonhada faculdade. Lembro que meu vô dizia “A Didica ainda vai trabalhar na Globo”. Realmente quase trabalhei lá, mas como assessora de imprensa. Fato é que na universidade conheci pessoas incríveis que me deixaram estagiar na TV e durante 3 anos fui a repórter mais feliz do mundo e ainda ganhei bolsa de estudos.  Meu sonho era correr o mundo para mostrar as injustiças e a realidade, principalmente das mulheres, em ambientes de guerra. Nunca fui atrás disso. Logo que me formei, percebi (na verdade sempre soube) que seria impossível competir com a Patrícia Poeta, pois eu tenho paralisia facial. Então, fui para a área de assessoria de imprensa e também me realizei em muitos momentos, principalmente ao trabalhar com a Associação Brasileira...

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A crise dos quase 30 anos

nov 27

A crise dos quase 30 anos

Um dia desses eu estava presa numa dessas reuniões infinitas, que perdem a razão de existir na primeira meia hora e que não acabam nunca mais; e comecei a ficar tão agoniada que, de repente, percebi que minha cabeça estava questionando: ‘o que raios estou fazendo aqui?’ Mas não era um ‘aqui’ na reunião, não. Era um ‘aqui’ em São Paulo, no Brasil, no mundo. Comecei a pensar que minha vida estava sendo vivida em vão. Será? Aos 28 anos, o que foi que eu fiz? Não sou casada e nem namoro (nem vou entrar neste mérito, porque o solteirismo será tratado num post exclusivo, com muito amor e carinho, só que não!), não tenho filhos, não comprei imóveis, não morei no exterior, não escrevi um livro, não liderei uma revolução, não sou ativista política, não fiquei milionária… O que eu estou fazendo com a minha vida? Essa reflexão me fez pensar que nós vivemos nos moldes prontos de uma sociedade e que, por não ter realizado nenhuma das coisas citadas acima, eu sou menor do que as outras pessoas. E talvez eu seja mesmo. Mas, ao mesmo tempo, se eu colocar na balança o que realmente fiz e conquistei na minha vida até o momento, a lista é grande. E eu tenho essa mania de sempre enxergar o lado bom das coisas. Então, pensei que eu seria uma grande má agradecida se não percebesse que minha vida tem sido uma série de sucessos. O problema é que a gente tem essa obrigação de se apegar aos problemas e dar a eles tanta força, que as outras – boas – coisas ficam minimizadas e, muitas vezes, esquecidas. E esse é o nosso maior erro. Os problemas existem na vida de todo mundo, mas a grande questão é: você vai deixá-los guiar a sua vida, ou vai aceitar que eles existem e que você pode superá-los? A escolha é sempre nossa. Quando completei 28 anos, no mês passado, muitas pessoas me disseram que esta idade é o início de um novo ciclo e é quando acontecem grandes mudanças em nossas vidas. Nunca tinha ouvido falar disso e nem sei se e verdade, mas gostei! Porque se aos 28 existem coisas...

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A partir de hoje, a vida é sem critérios

nov 26

A partir de hoje, a vida é sem critérios

Poucas coisas são tão poderosas como quando o destino resolve se encontrar com a vontade. Pelo menos por aqui foi assim. Conversas corporativas nos corredores da empresa e bate-papos terapêuticos na hora do almoço reuniram três meninas-moças-mulheres que têm, entre diversas outras, duas principais características em comum: o amor por escrever e o ódio por coisas mundanas. Aos trinta (ou quase) poucos anos, percebemos que muitos dos nossos sentimentos são compartilhados. Não só por nós, mas por todas as meninas-moças-mulheres que querem um amor verdadeiro, sucesso profissional, estabilidade financeira, viajar o mundo, curtir a vida, aproveitar a família e… Ah, ser feliz e mais nada! Entre desabafos, dúvidas, lágrimas e risadas, descobrimos que a terapia é indispensável, mas que escrever sobre nossos dilemas pode ser mais curador ainda. Foi assim que surgiu o ‘Sem Critérios’, um espaço para falarmos com o coração e partilharmos os momentos bons e ruins que nos faz crescer e nos torna cada dia mais humanas. Dietas, homens cafajestes, viagens, homens bonzinhos, amizades, homens príncipes, relacionamentos, homens reais, autoestima, homens cretinos, carreira, homens ideais, sexo, homens sapo e… já citamos homens? (rs!) são os principais assuntos que vamos discutir por aqui. ‘Sem Critérios’ porque aqui é um lugar reservado para falarmos qualquer coisa, sem espaço para vergonha, sem medo e, até mesmo, sem bom senso. Aqui, tudo é válido e possível. E ai de quem disser o contrário…! Pelo menos por aqui, nossa vida é sem regras e está longe das normas que fazem com que a vida não saia do mais do mesmo de todos os dias. Você é muito bem-vindo para partilhar opiniões, criticar (desde que com carinho) ou simplesmente conhecer o que temos pra contar. A partir de hoje, nossa vida é sem critérios!...

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