Nosso Natal é a gente que faz

dez 26

Nosso Natal é a gente que faz

Desde que eu me lembro, passamos a véspera de Natal com a família da minha mãe, os Alberto Jorge. Tem Papai Noel, amigo secreto, peru, farofa, cereja, pimentão recheado da tia Lucia, cuzcuz da tia Wanda e pudim de claras da tia Marialice (sim, somos uma família estranha). O dia 25 de dezembro é com a família do meu pai, os Camargo. Um almoço tão longo, que só termina depois do jantar que, tradicionalmente, é capelete in brodo (nem sei porque, na verdade). Mas já faz alguns anos que, durante as férias coletivas, troco essa festa toda pelo Natal ao lado da minha afilhada, a Julia, que tem seis anos e é americana. Passar o Natal fora do Brasil não é uma decisão tão simples quanto parece, mas estar ao lado da Julia e vê-la crescer, mesmo que uma vez ao ano, é uma escolha da qual não me arrependo. E o Natal americano inclui tradições diferentes das nossas, mas bastante mágicas. Na véspera, não tão comemorada quanto no Brasil, prepara-se a gingerbread house e se cozinha cookies para deixar na lareira. Assim, quando o Papai Noel chegar, ele terá algo para comer e repor as energias para continuar entregando os presentes, certos? Depois de todos vestirmos os pijamas de motivos natalinos, as crianças vão dormir e esperar o bom velhinho, enquanto os adultos fazem as vezes dos duendes e colocam todos os presentes ao redor da árvore. A manhã de Natal é uma típica cena de filme, com as meias presas na lareira recheadas de presentes e os olhos das crianças brilhando ao verem que o Papai Noel não esqueceu delas e nem de ninguém. Participar desse momento valeu cada quilômetro viajado. Passamos o resto do dia de pijamas, curtindo o verdadeiro inverno (faltou neve, mas quem sabe num próximo ano) e aproveitando os presentes. Foi uma delícia! São tradições diferentes, mas especiais. No fim, o foco é manter a magia do Natal e a união da família e amigos. Afinal, o nosso Natal é a gente que faz. Acho que, para mim, Natal é sobre renovação dos nossos valores e sentimentos. Então, deixo meus votos em forma de um conselho: aproveitem esse momento para escolherem o que...

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2013 + 1

dez 20

2013 + 1

Vai embora não 2013….tô te amando tanto <3. Sempre quando um ano é bom, fico nessa deprezinha de que não queria que o ano acabasse. E em especial 2013….ah, e como foi especial. Foi o ano em que cheguei ao fundo do poço só para pegar impulso e sair do limbo, linda, não tão leve e nada loira. Não conquistei um apê, um intercâmbio, não casei e nem tive filhos. Meus pais estão morando longe e passando por alguns perrengues, assim como minha irmã. Minhas vózinhas estão dodóis, logo, vocês devem imaginar que sou LOUCA em achar que esse foi um bom ano. Sim…sou loucaaaaaaaaaaaah! Comecei o ano em um novo trabalho (promissor) e duas semanas depois estava internada, com úlceras internas, e sem saber ao certo o que tinha. Cogitaram até câncer.  Graças ao CARA (sempre ele, minha família e o MEU cara), o médico certo apareceu na minha vida e me curei. Só que tive que sair do emprego, mas não perdi a fé. Fiquei morando com meus pais (que cuidaram do bebê) e não é que pouco tempo depois eu já estava trabalhando num lugar melhor ainda, me realizando plenamente e (re)conhecendo novos amigos??? Sim, isso é a vida: dar valor a qualquer momento bom, mesmo que precedido por momentos ruins. Além disso, agradeço a Deus por eu ter ficado doentinha na hora certa….na hora em que EU precisava estar ao lado da minha amiga-irmã de alma (e não o contrário). Não pude viver as dores dela ao ter seu bebezinho Lolô internado na UTI por ser prematuro, mas pude ouvir seu choro e chorar junto. E isso me bastou. E isso me fez ter mais fé. E o Lolô saiu dessa e é o bebê dono do meu coração. Também passei por situações semelhantes com duas outras grandes amigas (Jac e Malina) e agradeço a cada uma delas por me permitir viver isso. Amo o Heitor e Fabricio do fundo da alma.  Fora os outros babies que chegaram pra deixar o mundo mais evoluído. Obrigada Ben e Henrique por virem para a Terra. E ainda tem o PH, que nem conheci L E aqui vai um agradecimento especial ao cara que não saiu do meu...

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Sou solteira, mas sou feliz!

dez 18

Sou solteira, mas sou feliz!

Sim, eu entendo os solteiros felizes. Aliás, acho que me enquadro nesse quesito. Não namoro há quase um ano e meio e apesar dos percalços da vida, que não são poucos, estou firme e forte: sorrindo quase sempre, chorando de vez em quando, batendo pernas pela vida e aproveitando a liberdade de ser como eu quiser, quando eu quiser. O que eu não entendo – na verdade, o que eu não aceito -, é a necessidade dos solteiros de reafirmar o tempo todo o quanto estão felizes e como são autossuficientes. Da maneira que eles falam os relacionamentos passaram a ser algo absolutamente abominável. E se eu acreditasse que eles dizem isso de coração, que acreditam plenamente nessa vantagem em estar sozinhos, ok, ia mais incentivar a população mundial a adotar a solteirice. Mas, não, o que fica cada vez mais claro pra mim é que tudo isso não passa de uma grande, de uma enorme, de uma GIGANTESCA dor de cotovelo. Gente, todo mundo passa por desilusões amorosas. É difícil alguém acertar de cara e encontrar a alma gêmea naquele namoradinho da 4ª série (posso mudar o difícil para impossível?). Estar solteiro é mais do que divertido, é fundamental. É nesse período que a pessoa se conhece na plenitude, porque, afinal de contas, ela é a companheira dela sempre. E outra, conheço muitas pessoas que escolheram não ter ninguém, porque sim, elas passaram por muitas experiências e descobriram que sozinhas são mais felizes. Acho isso o máximo! Pessoas evoluídas que conseguem ir contra tudo que aprendemos desde crianças: que nascemos, crescemos, casamos, temos filhos e morremos. Dá pra ser mais do que isso, né? Mas, a questão é que dá também pra encontrar um cara legal (dois, três, quatro, cinco…) e construir uma história de amor (duas, três, quatro, cinco…). E não é porque AGORA eu estou solteira que vou banalizar os relacionamentos. Estar junto é legal, é importante e, sim, é o desejo da maioria das pessoas. Então, assuma sua solteirice de cabeça erguida e aproveite esse momento. Mas, não finja ser o que você não é. Sentir carência de vez em quando é normal. Querer encontrar o amor da sua vida (desde que com os pés...

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Quando só amar já não é suficiente

dez 16

Quando só amar já não é suficiente

Às vezes acontece de nos perdermos no nosso próprio sentimento, por mais bonito e verdadeiro que ele seja. A confusão é tão grande, que já não é possível mais entender se o que sentimos é amor ou é medo de descobrir que não é amor. A certeza de que aquilo tudo é ‘sempre nosso’ nos prende em uma história que não tem futuro, mas também não tem fim. Chega uma hora, que não dá mais para entender o que nos prende a uma relação de amor e ódio, mas também já não sabemos mais como fugir desse amor pega-pega e de esconde-esconde. Compreendemos que o que sentimos é medo de deixar isso acabar. É assustador pensar na  ideia de que nunca mais vamos nos procurar para confessar as saudades que sentimos e o quanto é bom estarmos juntos, muitas vezes sem nem estarmos perto. Mas chega uma hora em que não importa se isso nos faz bem ou se nos faz mal, desde que saibamos que sempre estaremos ali, presos nessa dependência quase doentia. O amor, em si, vira coadjuvante. O respeito, o carinho, o desejo: nada disso tem tanta importância perante ao fato de que não podemos ficar longe um do outro, nunca mais. Somos quase o nosso castigo, nosso destino traçado por nossas escolhas certas e também erradas. O apego pela nossa história é tanto, que não conseguimos abrir mão disso e vivermos em paz. Estamos presos ao passado e não sabemos caminhar para o futuro. Estamos perdidos na nossa história, que se perdeu em nós. Mas uma hora precisamos aceitar que amar nem sempre significa ficar juntos. É importante reconhecer a hora de aceitar que só amar já não é suficiente. É preciso respirar fundo e entender de uma vez por todas que, como já dizia o poeta, se não lhe der sossego, não é amor, é apego. E eu… Bom, eu tenho medo do desapego.   Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas....

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Papai Noel, o 1º homem a nos decepcionar na vida

dez 13

Papai Noel, o 1º homem a nos decepcionar na vida

São Paulo, 13 de dezembro de 2013 Prezado Papai Noel, Daqui a duas semanas é Natal, dia em que deveríamos comemorar o nascimento de Jesus, mas que quem mais aparece é você. Bom velhinho, só te digo uma coisa: bons velhinhos não me enganam. Não mais! Você foi o primeiro homem a me decepcionar na vida, sabia? Claro que sim. Aposto que 99% das mulheres citam esse assunto com seus terapeutas. Anos após anos te esperei, com brilho nos olhos, tremor nas mãos e ansiedade.  Você aparecia uma vez ao ano, às vezes de relance, às vezes só tocando o sininho, e outras vezes muito jovem para a ocasião. Fato é que acreditei em você….e nos presentes que me traria. Sim, era (e sou) interesseira. E você me decepcionou! Mas foi aí que comecei a entender a vida. Afinal, porque você tinha trazido a casa da Barbie para minhas amigas e eu ganhava apenas o sofá? E no ano seguinte, porque todas ganharam um mini-bugue e eu ganhei um chinelo? No começo eu achava que era por elas serem bonitas. Logo, meninas bonitas tinham melhores recompensas. Mas você me provou que não era isso. Na verdade é porque elas eram bonitas e RICASSSSSSSSS. E o que o senhor, bom velhinho, tem a me dizer sobre o único namorado que minha Barbie teve, o Cabeça de Batata? Isso mesmo, eu te pedia o Ken, mas ele nunca vinha. Você acha saudável uma criança fazer desses dois brinquedos um casal? Compare: Eu   Minhas Amigas Não preciso dizer mais nada, né? Bom, pra finalizar, na última cartinha que escrevi, NÃO te pedi um namorado, porque sabia que você ia me trollar. E o que eu ganhei? LÓGICO QUE UM NAMORADO!  Rá…só que vc se ferrou, porque ele é o melhor presente que já ganhei na vida. E esquece, não vou sentar no seu colinho nem fudendo!   Adriana Santos, 34, é jornalista de formação e fofoqueira de coração. Leonina com muito orgulho e cheia de clichês óbvios, acredita no amor, não só o de homem e mulher, mas o amor que faz o mundo continuar...

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Gentileza gera gente folgada

dez 11

Gentileza gera gente folgada

Se tem uma coisa com a qual eu não sei lidar é a sensação de ter sido feita de idiota. Eu acredito muito que as pessoas devem fazer o bem sem olhar a quem, e jamais esperar que o outro retribua toda sua atenção, carinho e generosidade. Mas tem como não esperar nunca? Sério! Ainda não consegui atingir esse grau elevado de espiritualidade, porque uma hora cansa sempre ser boazinha e ajudar todo mundo, sendo que nunca ninguém para e pensa naquilo que você quer e que te fará melhor e mais feliz. Muito pelo contrário: as pessoas nem se quer têm a delicadeza de agradecer seu esforço ou reconhecer seu trabalho. Fazer uma gentileza não significa transformá-la em obrigação. Talvez seja por isso que, cada dia mais, é quase impossível de encontrar uma boa alma na humanidade. No ambiente corporativo então, o festival de braços curtos chega a ser uma grande piada. Ninguém pode, ninguém quer, ninguém sabe, exceto os bonzinhos otários que sempre absorvem todas as demandas: as suas e as dos outros. Afinal, alguém tem que trabalhar, né? As pessoas se acomodam com a bondade alheia. Elas partem do princípio que para o tal do bonzinho tudo está bem, afinal, “ela é um amor de pessoa, vai entender, vai aceitar, não vai se importar, vai…” Vai pra pqp, baby! Porque assim: todo ser humano tem um limite. E ser bonzinho não é – ou ao menos não deveria – ser um defeito. Os outros não deveriam tirar vantagem disso e testar sua paciência até o limite. O mais engraçado é que quando você resolve dizer não (ai, que difícil!) ou dizer que não gostou de alguma coisa, ninguém – absolutamente ninguém! – é capaz de entender, aceitar, respeitar. De repente, seus status de bonzinho passou a ser de um louca, que surtou do nada. Do nada? Vocês têm certeza disso? Ou será que uma hora os bons samaritanos da folga alheia, simplesmente cansaram? Pior: ainda julgam essas boas almas de hipócritas, falsos, duas caras e coisas do gênero. O respeito ao próximo está em falta no mercado e é com isso que os bonzinhos não estão conseguindo mais lidar. Do jeito que a coisa anda, não vai...

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Por um fim de ano sem amigo secreto

dez 09

Por um fim de ano sem amigo secreto

Dezembro chegou e, com ele, todas as tradições de fim de ano. Ruas enfeitadas para o Natal, shoppings lotados por pessoas desesperadas em busca de presentes, aquele clima de festa e esperança pelo ano novo que estar por vir, além, é claro, do temido e insuportável AMIGO SECRETO. Por que, meu Deus? Quem inventou essa história de sortear pessoas para distribuir presentes? Desde pequenos somos obrigados a participar dessa brincadeira, que pelo menos no meu caso, nunca foi divertida. Os inúmeros motivos por ser sempre taxada de chata e antissocial todo fim de ano eu descrevo a seguir: 1) Sou tímida. Nasci assim. Esses eventos que te expõem na frente de diversas pessoas, que na sua maioria você mal conhece, não servem para interagir, e sim para constranger. 2) Dando continuidade ao item anterior. Nada pior do que você ter que descrever (de forma divertida e simpática) a pessoa que você tirou sem poder dizer quem é. Porque, repetindo, isso só é bacana se você tem intimidade com a pessoa. Mas, suponhamos que você tirou o seu chefe. E ele não é lá aquela pessoa mais sociável do mundo. Pior, ele, durante seus dez anos de empresa, trocou duas palavras e meia com você. E aí? 3) Aí chegamos no item número três, o da falsidade. Nessas horas é esse sentimento belo que se ressalta. Ou vai dizer que você já ouviu alguém falar: “A pessoa que tirei é um mala. Fiquei pê da vida na hora do sorteio. Tentei trocar com três pessoas, mas ninguém queria comprar presente pra esse babaca”. Não né? Então, você inventa mil e uma qualidades para descrever aquela pessoa que você odeia. 4) Mas nenhum dos itens anteriores se compara com o dilema dos presentes. Primeiro, na hora de comprar. Eu já tenho dificuldade naturalmente para escolher coisas para mim. Imagina para os outros? Imagina para pessoas que são meras conhecidas? Imagina para quem eu não gosto? Pois é, você terá que rebolar para comprar um presente sensacional para o seu amigo secreto seguindo as seguintes regras: – Tem que estar dentro do valor estipulado. Que geralmente vai de R$ 5 a R$ 500 (parece previsão do tempo da televisão, prepare-se para TUDO)....

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Julgo sim, e daí?

dez 06

Julgo sim, e daí?

Doida, periguete, burro, irritante, insuportável, infiel, safada… todas as pessoas têm alguma característica marcante, geralmente defeitos, identificados por mim em cinco minutos de conversa, ou apenas após um rápido olhar. Mais do que dizer dessas inúmeras criaturas, esses predicados falam de mim. Pqp, como eu julgo o outro! Deu uma resposta atravessada? É grosso. Flertou? Xavequeiro, é claro. Está dormindo na aula? VA-GA-BUN-DO! Eu até poderia me envergonhar por ser assim, mas, aqui é um espaço para a sinceridade e falta de bom-senso, então, eu digo e repito: julgo sim, e daí? Alguém pode retrucar e dizer que sou preconceituosa. Até poderia levar essa acusação em consideração, afinal, eu crio personagens, com os atributos mais abomináveis, sem ao menos ter conhecimento de quem são as pessoas em questão. Mas, o fato é que, exatamente por ser superficial, meu julgamento cai por terra ou se confirma (nem sempre estou errada, bebê) em segundos. Um olhar próximo, uma troca de palavras, uma nova interpretação… e muda tudo! E exatamente por estar aberta a conhecer melhor aquelas pessoas a quem acabei de atribuir os piores defeitos possíveis (e melhores qualidades também, por que não?) é que não me incomodo nenhum pouco com meu jeito “julgativo” de ser. Até porque tenho plena certeza que aquela moça com olhos atentos que lê esse texto exatamente agora está fazendo uma péssima imagem a meu respeito sem nem ao mesmo me conhecer. Mal amada e injusta. Odeio ser julgada assim…   Fernanda Barreira, 27 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa.  É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É pagar pra...

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Peitos são perfeitos

dez 04

Peitos são perfeitos

Pequenas, médias ou grandes. Duras ou moles. Empinadas ou caídas. Cada uma do seu jeitinho, sempre achei que as mamas femininas tivessem a única função de amamentar a possível prole e, por isso mesmo, são lindas de qualquer maneira. Mas os homens não acham isso. Para eles (sem generalizar) as mamas são seios que integram um objeto sexual maior chamado de mulher.  E isso ficou muito mais explícito após assistir à palestra da filósofa e feminista Márcia Tiburi, do blog www.filosofiacinza.com De acordo com a Márcia, o Brasil é o 2º país que mais realiza intervenção de próteses nos seios. Isso mesmo, um país no qual 118 milhões de cidadãos ainda não têm acesso a esgoto tratado, a mulherada está preocupada com os peitos. E não estamos falando em cirurgias reconstrutivas pós-câncer de mama (nesse caso, mais do que digno). Estamos falando de ter peitão pra pegar gatão. Eu acho que cada mulher tem todo o direito de se sentir bela, mas para ela mesma. E isso não significa que todas devem ter os cabelos alisados, pintados de loiro, os pelos descoloridos e os peitos bombando. Cada uma é bela ao seu modo. Esse modo anterior citado é aquele que agrada aos homens, e que nós, do sexo feminino e heterossexuais, estamos adotando desde que “ficamos sabendo” que mulher boa é aquela desejada pelos homens (sim, os mesmos homens que trocam de mulheres boas quando um outra melhor esteticamente aparece).     Deixamos de comer o que nos dá prazer, malhamos sem vontade, transamos mesmo cansadas, gastamos o que não temos, vivemos nos depreciando. Tudo isso para eles, os machos-alfas que durante a história da humanidade criaram um mundo machista no qual a mulher serve para reproduzir.  Mais uma vez não quero generalizar, porque eu mesma tenho um namorado extremamente alinhado ao pensamento feminista e que é o primeiro a concordar que a mulher tem beleza interior. E ponto. Você pode ser saudável,pode usar a roupa que bem entender, pode pintar as unhas cabelo e bigode. Mas, faça isso para se olhar no espelho e dizer:  nossa, esse conteúdo externo realça ainda mais a minha alma. Para finalizar, só quero aqui manifestar o meu apoio e solidariedade às mulheres...

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Tinder não é para mim, mas eu uso mesmo assim

dez 02

Tinder não é para mim, mas eu uso mesmo assim

Acho que eu era a única mulher solteira no mundo (ou pelo menos em São Paulo) que não usava o Tinder. Paquera virtual? Comigo não! Mas a pressão social e, para ser bem sincera, a falta de boas opções de paquera na vida real, me fizeram vencer o preconceito e aderir à micareta virtual. E foi então que se iniciou uma sucessão de erros. Primeiro eu não sabia que ao arrastar o mocinho para o lado direita significava ‘curtir’ e acabei distribuindo coraçõezinhos gratuitos para um monte de caras que não tinham absolutamente nada a ver comigo. Depois, passei algum (bom) tempo fazendo cara feia para aquele monte de gente estranha pipocando na minha tela e só então descobri – com ajuda dos universitários – que é possível fazer umas restrição de idade e… ufa! Porque muitos senhores de 50, 60 e muitos anos estavam surgindo sorridentes para mim e, embora não tenha nada contra quem tem relacionamentos com caras muito mais velhos, realmente não é esse o meu foco no momento. Bem como os gatinhos de 18, que são realmente bonitos, mas… Não dá, né? (Aliás, o que essa molecada faz no Tinder? Sério. Não existe mais a velha e boa balada para essa juventude?) Aí, então, resolvi dar uma chance ao destino (?) e escolher alguns gatinhos para dar ‘match’. E não demorou nem dez minutos para eu me arrepender. “Oi, de onde você é? O que você faz? Você tem namorado? Vamos sair?” – NÃO!? Como assim tenho namorado, amigo? Eu tô no T-I-N-D-E-R! O que estaria fazendo aqui, falando com você, se tivesse um namorado? Além do mais, como sair com um cara que troquei três palavras e que acha normal eu estar paquerando (gosto dessa palavra, me julguem!) mesmo que eu tenha um namorado? Affe! PREGUIÇA! E os amigos reais que nos encontram no Tinder e vice-versa? Ahh quanto constrangimento quando alguém conhecido surge ali. Por mais ‘confidencial’ que a brincadeira seja, dá vontade de se esconder embaixo da mesa! Aliás, nada mais agradável (#sóquenão) do que seu colega de trabalho comentar que deu um coração no Tinder. Risinho amarelo e constrangimento para todos os lados. Além do mais, é muito complexo decidir se devo dar...

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