Tartarugas ao mar

jan 31

Tartarugas ao mar

Há alguns meses minha terapeuta me propôs uma tarefa simples e simbólica: eu deveria, mentalmente, fazer um barquinho de papel e escrever nele a única coisa que eu mais queria desapegar da minha vida. Eu deveria fechar os olhos e imaginar a maré levando isso para bem longe de mim, desejando as melhores coisas, com muitas energias. O desafio maior era não sair nadando atrás do barquinho, mas assistir sua partida, chorar o quanto sentisse vontade e simplesmente deixá-lo ir embora. Para sempre. Pouco depois dessa sessão, embarquei para um paraíso chamado Cancun. A viagem tinha um único propósito: comemorar a despedida de solteira de uma grande amiga. Uma viagem só de meninas, para tomar sol, beber bons drinks e curtir aquele paraíso natural. Para ser bem sincera, Cancun não seria meu primeiro destino de escolha para uma viagem, mas a oportunidade bateu à porta e eu não ia ficar de fora dessa. Afinal, mal não ia fazer, né? Acho que justamente por eu não saber o que eu ia encontrar, a Riviera Maia me surpreendeu a cada amanhecer. Roubou meus sorrisos nos resorts de frente para o mar e, aliás, que mar!! Mas, num outro post, volto a falar disso. Em breve, prometo. Hoje resolvi contar que logo na primeira noite, depois de várias horas de viagem, de derreter no calor (era outono lá e primavera aqui, mas juro que saí numa São Paulo fria e cheguei numa Cancun 40 graus!), depois de fazer check-in e jantar, eu e parte das meninas (nem todas haviam chegado ainda) fomos explorar o hotel, que era enorme e cheio de coisas incríveis. Eis que fomos abordadas por um dos monitores das atividades, um tal de  ‘Jonny Macarroni’: – ¡Hola, chicas! – ¡Hooola! – ¿Ya tienes programa para esta noche? – Programa? Não, acabamos de chegar e estamos apenas… – ¿Quieres ayudarnos a regresar a las tortuguitas al mar? [Sorriso coletivo] – Podemos ajudar com as tartarugas? É sério? – ¡Por supuesto! [Histeria coletiva] E então fomos nos reunir com os outros turistas dispostos a viver essa experiência rara, especialmente para nós, meninas da cidade grande. Depois de uma breve aula, os filhotes de tartarugas foram devidamente distribuídos. A tarefa era simples:...

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Pessoas que gostam de malhar: mito ou verdade?

jan 23

Pessoas que gostam de malhar: mito ou verdade?

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O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

jan 20

O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

A gente (eu) tem mania de ficar na janela, comparando a nossa grama com a do vizinho. Fazemos isso em todas as janelas da vida: da família, do coração, do trabalho, da saúde e (sem dúvida) a da aparência. E o pior é que no “celular nosso de cada dia” essas janelas praticamente se jogam nas nossas caras dezenas ou até centenas de vezes ao dia. A família do fulano sempre está mais unida, o corpo da beltrana deixa qualquer mulher de pau duro, a viagem do cicrano é a dos NOSSOS sonhos. Tudo e todos parecem melhores e mais felizes do que nós mesmos na vida real e, sem dúvida, na virtual. Então é o seguinte: antes de começar a cortar os pulsos com as facas Ginsu 2000, verifique se a grama do vizinho não é mais verde simplesmente porque é artificial. Sim, as gramas sintéticas enganam bem, mas não nascem e morrem, não vivem suas diferentes estações, não são aparadas pelos seus donos…são simplesmente pedaços de plástico cumprindo uma função estética (e quantas pessoas não se resumem a isso hoje???). Logo, se a grama do seu vizinho for desse tipo, sua leitura acaba aqui. Feche a janela e seja feliz. Mas, se você confirmar que a grama do vizinho é REALMENTE MAIS VERDE, escancare ainda mais a sua janela e encare a única realidade da vida: nenhuma grama é igual a outra. E que graça teria se todas tivessem a mesma cor? Aprenda mais sobre os 50 tons de verde e cuide para que a sua própria grama fique exatamente na cor que agrada a sua alma. E lembre-se: gramas naturais vivem intensamente as 4 estações do ano. Em momentos estão secas, amareladas e sem vida, para em pouco tempo tornarem-se absurdamente verdes. Óhhhh, isso é a vida. Altos e baixos; ganhos e perdas; ossos e gorduras; risos e lágrimas. Enfim, compare menos e viva mais, aprecie mais a sua grama (porque ela nasceu para ser só sua e de mais ninguém), passe mais tempo em contato com ela e descubra o porquê ela é tão especial e, provavelmente, mata os vizinhos de inveja, mesmo que você não veja muita graça nela. E para finalizar, só mais...

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Quando o homem quer, ele corre atrás

jan 14

Quando o homem quer, ele corre atrás

Quero compartilhar a história de um amigo muito querido. Bonito, bem sucedido, inteligente. Daqueles caras que você pode conversar horas sobre diversos assuntos que não cansa, sabe? Engraçado, companheiro e… solteiro! Dá para acreditar? Pois é! Ele é desses que você nunca acha que vai namorar porque, embora seja um partidão (alguém mais usa essa palavra?), está sempre na balada e curtindo a vida louca. Certo ele, aliás. Mas, certa vez, o príncipe encantado em questão se apaixonou por uma garota em um Carnaval, no Rio de Janeiro. Ela era carioca e morava na Cidade Maravilhosa, enquanto ele vivia em São Paulo. Eles se conheceram em um bloquinho e não se trocaram nem um telefone. Mas ele se encantou com a garota. Ao voltar para a triste realidade da quarta-feira de cinzas, percebeu que queria ficar com ela, conhecê-la melhor. Mas e aí? Bom, ele não resistiu: começou a buscar na internet todas as maneiras de encontrá-la. E adivinhem? Encontrou. Buscou a sortuda no Facebook e, a partir de então, começaram a conversar diariamente. Ele voltou ao Rio de Janeiro para vê-la, mas sinto decepcioná-los: essa história não tem um final feliz. Pelo menos não ainda, já que ela é do tipo que não se interessa pelo cara que corre atrás. (Cá entre nós, azar o dela: ele é incrível!) Mas o fato é que quando homem quer, não há nada e nem ninguém que o impeça de tentar conquistar uma garota: arranjar o telefone, adicionar no Facebook, enviar flores, cruzar ‘sem querer’ pelas ruas… Quando eles querem de verdade, eles vão atrás. Um dos meus filmes favoritos é “Ele não está tão afim de você” (ainda não li o livro e pretendo corrigir esse erro em breve). E muito embora eu não aplique absolutamente nenhuma dessas regras para minha vida (shame on me!), o filme é mesmo um tapa na cara de todas nós, mulheres. Quem nunca ficou ali, vendo o gatinho online no whatsapp, literalmente IGNORANDO as mensagens e não respondendo, e ainda assim insistiu: “Viu minha msg?”, “Oi, tudo bem, tá muito ocupado?” – sim, queridinha: ele está extremamente ocupado falando com outras garotas que não ficam no pé dele querendo saber o porquê ele está fingindo...

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O ano do sim

jan 09

O ano do sim

Em 2014 eu quero dizer mais sim. Não igual ao filme em que a resposta tem que sempre ser afirmativa, independentemente da vontade ou das consequências que aquilo pode causar. Meu objetivo é bem mais simples (lembrando que simples não é sinônimo de fácil). O que eu desejo de verdade nesse ano que acabou de começar é complicar menos, aceitar mais e, principalmente, não ser tão do contra. Tenho percebido recentemente que nossas atitudes estão diretamente relacionadas com os acontecimentos a nossa volta. Não, eu não sou aquele tipo de pessoa que acredita em energias, inferno astral e etc. Mas, uma coisa é certa: quando você se predispõe para que determinada coisa aconteça, a probabilidade disso se realizar é bem maior, afinal, grande parte dos sucessos dependem justamente de nós mesmos. Por isso, na virada de 2013 para 2014 resolvi fazer diferente. Pela primeira vez nesses meus 27 aninhos de vida comemorei um réveillon na companhia de uma amiga em uma festa de arromba (eis a gíria que entrega minha idade) em Búzios. Nada daqueles programas família dos meus 26 anos anteriores. Foi melhor? Pior? Não. Diferente. Porque é isso que quero para agora. Novas atitudes e comportamentos, que, obviamente, gerem novas realizações e vitórias. Dancei, comi, bebi, beijei, cantei, pulei ondas, vi os fogos da meia noite e o nascer do sol do dia 1º. O que eu pedi? Fartura. Fartura de oportunidades bacanas para eu responder sempre SIM. E como não dá para deixar de ser quem eu sou e me transformar em outra pessoa (não que eu queira isso… só talvez) minha meta para 2014 é deixar a vida fluir mais leve e naturalmente (aí sim como diz a música) e sem muitas expectativas. Afinal, elas existem por algum outro motivo que não seja nos frustrar? E as frustrações, que fiquem todas em 2013!   Fernanda Barreira, 27 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É pagar pra...

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O que você não quer em 2014?

jan 01

O que você não quer em 2014?

Ontem, no último dia do ano, fui fazer o que todos estavam fazendo: minha retrospectiva 2013 no Instagram. E, embora seja um modismo do qual eu não sobreviveria sem fazer parte – sou dessas -, serviu mesmo para jogar na minha cara como o ano que passou foi incrivelmente especial, do começo ao fim. Mesmo os momentos de tristeza e as lágrimas de decepção, no fim, tornaram-se grandes aprendizados e me fortaleceram muito. Sim, isso é clichê. Não, não é demagogia. É verdade. Foi um ano de grandes conquistas e realizações profissionais e pessoais (se você está lendo este blog, agradeça a dois-mil-e-treze). Neste ano, comecei a aprender a resgatar o amor por mim mesma, pelas coisas que eu gosto, pelos meus livros favoritos, pelas músicas que eu aprecio, pelos amigos que não vivo sem e pela família que me suporta. Acho que, acima de tudo, foi em 2013 que comecei a pensar em mim mesma como mulher e como um ser humano individual. Abrir mão do coletivo não é tarefa fácil, mas tenho aprendido que é possível me amar mais, sem ser egoísta com o mundo. Foi este ano, também, que me ensinou a não me julgar tanto. Foi esse 2013 querido que me lembrou, de maneira carinhosa, que as pessoas erram, mas a vida continua e temos que seguir em frente. Eu me sinto tão abençoada por 2013, que confesso ter medo do Ano Novo. E se ele não for bom? E se, pelo fato de eu não estar no Brasil neste Reveillon e não cumprir com todas as tradições que manda o protocolo, 2014 falhe comigo? Aliás, tenho traumas de anos de Copa do Mundo: geralmente não me são muito gentis. Será que este ano será diferente? É por tudo isso (e porque gosto de seguir os conselhos da minha psicóloga, essalinda) que, ao invés de uma lista de resoluções sobre o que quero no novo ano que se inicia hoje, decidi fazer uma lista do que eu NÃO quero em 2014. E em 2014 eu não quero sentir a obrigação de agradar a todos o tempo todo. Não quero esconder meus sentimentos e me fingir de forte e nem engolir minhas lágrimas. Não quero deixar de...

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