Autoestima em alta

abr 28

Autoestima em alta

Num guento mais essa história de “tenho baixa autoestima” ou “preciso aumentar minha autoestima”. Sério, vamos parar com essa putaria e cair na real? Com os padrões de beleza criados pela sociedade, com as cobranças da vida profissional e da pessoal, tirando a Fernanda Lima, nenhuma mulher estará satisfeita com quem ela realmente é, pois ela nunca será aquela mulher estereotipada pelas revistas, academias, canal OFF e Farm Rio.  Autoestima virou um mercado lucrativo… e é isso. Academias, fabricantes de Whey, clínicas de estética, cintas modeladoras, pós-graduações, cirurgiões plásticos, psicólogos e tantos outros estão lucrando com a autoestima alheia (e não há nada de errado nisso, afinal todos precisamos de $$$ para viver). Mas será que não está na hora de pararmos de ser tristes sem motivo e olhar pra dentro para valorizarmos o que realmente é a tal da autoestima? De acordo com a nossa querida Wikipedia autoestima é: “Em psicologia, autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003). A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo, “Eu sou competente/incompetente”, “Eu sou benquisto/malquisto”) e emoções autossignificantes associadas (por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo, assertividade/temeridade, confiança/cautela). Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular (por exemplo, “Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso”) ou de extensão global (por exemplo, “Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral”)”. Mas para as mulheres atualmente autoestima é: – Sou feia – Estou acima do peso – Essa gordura na minha lateral faz de mim uma pessoa odiável – Não tenho namorado porque sou pior do que as outras mulheres – Estou acima do peso – Estou acima do peso Ou seja, a autoestima só está associada a coisas negativas. E não tem que ser assim. Não pode ser assim. Em geral, não precisamos comprar nossa autoestima e como brinde levar um alisamento de cabelo. Nossa autoestima está carente de olharmos para dentro com carinho e para fora...

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Que todas as mortes sejam felizes

abr 25

Que todas as mortes sejam felizes

Nós não estamos preparados para a morte. Por mais espiritualizados ou racionais que sejamos, nós – seres humanos feitos de carne, osso e coração – não estamos preparados para a morte. Sim, entendemos que alguém que já viveu 95 anos já mais que cumpriu sua missão em vida. Sim, sabemos que quando o câncer está consumindo alguém, é melhor que esse alguém descanse em paz e pare de sofrer.   Compreendemos tudo isso, mas ainda assim, não estamos preparados para a morte. Não importa a crença ou religião: respeitamos, oramos, aceitamos o fim. Continuamos a viver e conseguimos, até, ser felizes. Mas nós estamos preparados para acordar, estudar, trabalhar, transar, casar, sorrir, sentir prazer, chorar e, até mesmo, sofrer. Mas não, definitivamente, não estamos preparados para a morte. Nós sabemos lidar é com a vida, isso sim! É mais fácil, é suave e sabemos que sempre podemos fazer algo de diferente para melhorá-la. Afinal, temos a certeza de que sempre haverá um amanhã. Por mais desprendidos que sejamos, somos materialistas. Ah sim, somos! Queremos guardar todo aquele amor com a gente, para sempre. E por o amor ser abstrato, precisamos da prova físico para provar que ele é real, que existe e nos faz vivos. Guardamos, aliás, essa prova em forma de corpo em uma caixa, debaixo da terra, só para termos a certeza de que aquele amor estará sempre ali para nós. Porque saber apenas em nossos corações já não nos é suficiente. Como mensurar e apaziguar a dor de ter que enterrar um pai, uma mãe, um marido, uma esposa, um filho, um irmão, um amigo? Como é que fica, quem fica? Somos egoístas. Queremos aquele abraço quente, o beijo doce e o sorriso carinhoso todos os dias, sem exceções. Acreditamos que podemos acabar com as doenças, ultrapassar as barreiras da idade e vencer as grandes tragédias. Somos otimistas incansáveis de que viveremos, juntos, para sempre. Só que o ‘para sempre’, sempre acaba. E então ficam as lembranças, os sentimentos, as histórias. Mas a verdade é que não sabemos viver com a presença da ausência. Não, nós não estamos preparados para a morte. Porque é ela quem nos lembra de que esquecemos de viver. E é seu gosto...

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Amar é de graça

abr 23

Amar é de graça

Eu tive um ídolo. Pode parecer pouco. Talvez seja. Acho que é mesmo. Mas, sim, eu tive um ídolo. Eu não o conheci pessoalmente. Mas, eu me sentia tão próxima, tão íntima, que semana passada, ao ler sobre seu falecimento, fui tomada por um vazio como se minha vida, a partir daquele momento, fosse mudar completamente. Na prática, tudo continua igual. Afinal, ele morava em outro país, estava idoso e doente. Mal fazia aparições públicas, sua obra já estava completa. Mas, e daí? Onde fica a razão quando mexemos com a emoção? “Ah, mas o Gabriel García Márquez nem sabia da sua existência, Fernanda”, vocês podem dizer. Não, ele realmente nem imaginava que aqui no Brasil uma jovem escolheu se aventurar pelas letras, palavras e textos por pura influência dele. E isso muda meus sentimentos? Jamais. Sabe quando seu time perde uma final de campeonato e você está puto da vida, com vontade de bater a cabeça na parede e chorar? Então, sua mãe aparece querendo te consolar e solta a célebre frase: “Mas, o que vai mudar na sua vida essa derrota do Corinthians?”. Absolutamente nada. Mas, quem se importa? Eu amo aquele clube e quero que ele vença sempre, mesmo que eu não leve vantagem nenhuma nisso. O que eu estou querendo dizer é que quando gente gosta de verdade de alguém ou de algo a gente só deseja o melhor. Isso independente se o sentimento é recíproco ou se estamos ganhando alguma coisa em troca. A gente ama de graça. A gente ama pelo que aquela pessoa representa. A gente ama pelas emoções que ela nos desperta. E não tem lógica nenhuma nisso. Neste momento, eu me sinto órfã. Perdi meu ídolo. Sim, eu tive um ídolo. E ele foi o maior de todos. “É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.” Gabriel García Márquez   Fernanda Barreira, 28 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante,...

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Comer, estudar, trabalhar

abr 18

Comer, estudar, trabalhar

Conhecem a história do livro “Comer, Rezar, Amar”, de Elizabeth Gilbert, que virou filme estrelado por Julia Roberts e Javier Barden? É uma das minhas tramas preferidas, porque além de a protagonista encarar de frente o medo de mudar e correr atrás dos seus sonhos, é baseado em uma história real, o que torna tudo muito mais legal. Mas esse post é para contar que, embora eu admire muito isso tudo, minha vida anda justamente no sentido oposto. Se comecei o ano dizendo, entre muitas outras coisas, que em 2014 eu não iria colocar o trabalho como prioridade na minha vida, esse primeiro trimestre já veio como um tapa na cara muito bem dado para dizer: “Sabe de nada, inocente!” Tenho trabalhado como nunca! E embora pareça meio #mimimi ficar falando isso em posts no blog, é a mais pura verdade. De certa foram, é uma escolha minha: sempre soube o que me esperava e mergulhei de corpo, alma e coração. Mas de outras formas, tem um pouco a ver como eu não saber impor limites, ser boazinha demais e nunca dizer não. Absorvo demandas em excesso, corro para cumprir prazos, entro mais cedo para ajudar aqui, saio mais tarde para quebrar um galho ali. E acabo simplesmente cansada. Mas calma que a minha vida não é feita só de trabalho. E como tudo acontece junto e misturado, estou terminando minha pós-graduação neste mesmo semestre, o que significa que, além de dar conta das duas últimas disciplinas, preciso entregar aquela coisa bacana chamada TCC. Acho também importante ressaltar que minha casa está numa reforma infinita. E que todos os meus prazos – T-O-D-O-S – são para meados de maio. É, tipo maio, o mês que vem, sabe? Então… Resumindo, os fins de semana e feriados que não trabalho, estudo. Se não estudo, escrevo (vocês estão lendo, entendem? =p), ou surge um frila aqui outro ali. Mas o mais curioso é quando finalmente estou de folga; quando posso dormir, assistir TV, colocar todas as séries e livros em dia; quando posso curtir a natureza do sítio, comer chocolate e curtir o colinho de mãe; quando posso fazer NADA; eu simplesmente me sinto culpada. Afinal, quantas coisas úteis eu poderia estar fazendo ou...

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Desapeguei…. e foi bom

abr 11

Desapeguei…. e foi bom

Sempre tive vontade de mudar o cabelo, mas nunca tive coragem…..até o último dia 08 de abril, Dia Mundial do Combate ao Câncer. Pelas redes sociais fiquei sabendo que estava acontecendo uma campanha de doação de cabelo para a confecção de perucas para crianças com câncer. E aí cortei o cabelo curto e doei. Essa história poderia ter apenas esse parágrafo, só que não.   Eu sempre tive cabelo comprido, liso e virgem (aham…virgem com quase 35 anos). Sempre fui “contra” químicas e mudanças radicais. Era extremamente apegada à minha cabeleira porque, modéstia à parte, era bonita. E quando a gente não acha que tem muita coisa bonita para mostrar, acabamos exibindo aquilo que vale a pena. É o meu caso. Lembro que uma vez, quando era adolescente, cortei meu cabelo chanel e escutei de uns meninos que eu tinha acabado com a única coisa bonita que eu tinha. Levei isso à ferro e fogo e mantive o cabelo marrom, liso e longo por muito tempo. Ainda bem que a vida é bela, que o tempo ensina e que as pessoas que hoje fazem parte da minha vida não acham que tenho apenas um cabelo bonito para exibir, pois elas me conhecem por dentro.  E é por isso que nesse momento escrevo esse texto com o cabelo curto, desfiadinho e loiro. E é por isso também que 20cm do meu cabelo já foram encaminhados para a ONG Cabelegria e em breve farão parte de uma linda peruca que ajudará uma menininha com câncer a se sentir MAIS linda ainda. Não foi fácil sentar na cadeira da cabelereira e mandar ver no corte. Na verdade, os próprios funcionários do salão ficaram me questionando como eu ia ter a coragem de cortar o cabelo, sendo que demora tanto para crescer e bla bla bla. Eu apenas disse: “faça um rabinho de cavalo e corte”. Quando a tesoura começou a fazer seu trabalho, eu juro que senti uma pontada no coração, seguida de uma paz que não sei como explicar. Enquanto a navalha fazia a festa nas minhas madeixas, eu estava num relaxamento profundo, sentindo uma energia maravilhosa percorrendo minha alma…e foi nessa hora, e apenas nessa hora, que chorei um choro...

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É meu jeito moleque de ser

abr 09

É meu jeito moleque de ser

Eu nunca fui uma pessoa considerada “normal”. Sempre fugi dos padrões, não gosto de modinhas e já fui muito rotulada por ser do contra e antissocial. Mas, talvez uma das características fortes que geram mais repercussão nas minhas rodinhas de amigas é meu lado moleque. Eu não entendo (e não gosto) de moda. Eu amo futebol. De assistir. Só não curto jogar porque não sei mesmo. Aliás, eu sou fanática por esportes em geral. Não sei me maquiar, não faço as unhas semanalmente, no meu cabelo só passo shampoo. Nunca fiz um tratamento de estética. Não faço joguinhos amorosos. Eu sou simples, direta, grosseira, talvez. Charminho? Não é comigo. Muitas vezes sou o homem da relação. Tenho medo de me envolver, de me entregar, por isso, de vez em quando fujo. Tão covarde como muitos machões por aí. Isso não é um orgulho. Algo para bater no peito e sair bradando por aí. Mas, é meu jeito. Gosto de andar com os pés no chão. Salto alto nunca foi o meu forte. Calça jeans, regata, moletom, havaianas…. to feita! Troco a vaidade pelo conforto. A beleza pela praticidade. Mas, como tudo na vida, ser assim tem seu lado bom e o ruim. Eu nunca sou a gatchenha da balada. Eu danço pra me divertir. E, convenhamos, raramente diversão e beleza estão no mesmo pacote. Se eu desço até o chão é pra rir com as minhas amigas, jamais para sensualizar. Eu pulo, rodo, rebolo até ficar suada, descabelada e feliz, assim como um moleque que acabou de jogar uma pelada no terrão. Ou seja, quem gosta de mim sabe e aceita o jeito que eu tenho. É muito mais fácil se atrair pela menina gostosa de vestidinho e saltão, com chapinha no cabelo e batom vermelho do que por mim, a louca de sapatilha que faz rabo de cavalo e dança como se não houvesse amanhã. Se me convidar para passar um dia no shopping vendo vitrines e experimentando roupas saiba que se eu aceitar será pela companhia, porque este é um dos programas que mais detesto na face da Terra. Sim, alguns dias eu acordo com vontade de me arrumar, de olhar no espelho e me sentir bela....

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Eu não mereço ser estuprada

abr 04

Eu não mereço ser estuprada

Outro dia eu estava chegando em casa e estava rolando um funk na vizinhança. Meninas de 11,12 e 13 anos estavam cantando em alto e bom som umas belas pornografias e dançando loucamente até o chão como se não houvesse amanhã. Minha primeira reação, como boa cristã e preconceituosa, foi julgar as mães dessas meninas. Como elas deixavam as filhas escutarem e dançarem esse tipo de música? Depois, refleti melhor e me desculpei em silêncio. Afinal, porque os meninos podem bater uma bronha com essa mesma idade vendo um pornozinho ou uma revista de putaria e, enquanto isso, as meninas estão lendo historinhas sobre príncipes encantados? Sexo é sexo para meninos e meninas e nossa sociedade tem que deixar de ser machista e ensinar para ambos os gêneros o mesmo tipo de conteúdo. Então, pela minha linha de raciocínio, ao dançar funk as meninas estão aprendendo sobre sexo. E mais: nos bailes funk elas transam por livre e espontânea vontade, não são molestadas. Não estou aqui fazendo nenhum julgamento sobre a idade certa para transar, sobre religião, sobre amor, sobre métodos anticonceptivos nem nada disso. Estou apenas pensando cá com os meus botões que quanto mais se fala em sexo com naturalidade, mais consciência se tem sobre estupro. E é aqui que chego ao título desse post. Nas últimas semanas temos visto muitas mulheres (e homens…uhuuu) apoiando a campanha “Eu não mereço ser estuprada”, que foi lançada após a divulgação de uma pesquisa que mostra que mais de 60% dos entrevistados acreditam que uma mulher que se veste de maneira vulgar está “em busca” de um abuso sexual. E pasmem, a maioria que respondeu a pesquisa é composta por mulheres….aham, esses seres que têm vagina e correm o risco de serem estupradas, mas que não se incomodam em incentivar essa violência com esse tipo de julgamento. Uma sociedade com mais informação e menos machismo é o primeiro passo para mudarmos essa realidade. Falei muito disso no texto que publiquei sobre o Dia Mundial das Mulheres, aliás, a maior hipocrisia. E você, o que acha disso tudo? O Brasil é machista? As próprias mulheres são influenciadas pelo machismo? Conta pra gente, sem critérios.               Adriana...

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Existe vida sem celular?

abr 01

Existe vida sem celular?

Esqueci meu smartphone no carro ontem. Isso significa que eu poderia ter ido até o estacionamento buscá-lo, eu sei. Mas esse trajeto não é tão curto e me tomaria um tempo que a segunda-feira não me disponibilizou. Resolvi aceitar o fato de que eu ficaria um dia inteiro longe do meu telefone. Mas sejamos realistas: o telefone em si, é o de menos, né? Em pleno 2014, ficar sem celular significa estar ausente do mundo que, apesar de virtual, é o que temos de muito próximo do real. Embora eu trabalhe com internet e graças aos bons anjos dos comunicadores tenha acesso a todos os sites que me são de interesse, incluindo as redes sociais; o PC do escritório não me disponibiliza o WhatsApp, Instagram e nem minha câmera para tirar fotos inúteis do almoço, unhas e afins. E, como conheço em meu eleitorado, fui logo postando no mural do Facebook que estava longe de tão estimada tecnologia, a fim não criar mal-estar. Ainda assim, fui cobrada: “Te mandei WA, não viu?”; “Cadê você que não me responde?”; “Segundona muito cheia, amiga? Não tá nem lendo minhas msgs…”. Foi nesse dia de semi-abistinência que percebi o quanto as pequenas coisas tecnológicas do dia a dia, que ao mesmo tempo ajudam, facilitam e divertem; incomodam e causam dependência e irritação. Só para começar, o barulho. Há tempos – tempos MESMO – que meu celular vive no modo silencioso, apenas com as notificações de LED (luzinhas coloridas que piscam de acordo com as respectivas notificações: cada uma tem sua própria cor, é lindo!) e, quando muito, no modo vibratório. Como ligação é o que menos recebo neste aparelho, corro pouco risco de perder alguma. E, quando acontece, geralmente é só retornar porque o identificador de chamadas tá aí pra isso. Mas, aparentemente, devo ser uma das poucas pessoas que pensam assim. Outro dia eu estava na manicure e, embora muitas pessoas gostem de transformar este espaço público em um momento de desabafo de suas intimidades, eu curto ficar na minha e, pasmem: LER um bom livro. Mas a mocinha fofa só que ao contrário do meu lado não permitiu que eu conseguisse apenas relaxar e focar na minha prazerosa leitura porque,...

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