Fui bloqueada no Facebook…e isso foi libertador

jul 30

Fui bloqueada no Facebook…e isso foi libertador

Não sei você, mas eu fui criada pra ser aceita por todos e não magoar ninguém. Pelo menos foi essa a interpretação que dei à minha criação, cheia de amor e respeito. E não é que há uns meses uma pessoa próxima me bloqueou no Facebook e eu sobrevivi? Na verdade, foi libertador. Gente, não é fácil viver tendo que agradar a tudo e a todos. E é tão bom você se reconhecer imperfeita às vezes. Eu ainda não sei o motivo pelo qual fui bloqueada, mas uma das minhas certezas é a de que essa pessoa não me queria mais na vida dela….e tudo bem. Somos humanos, erramos, tentamos acertar, agradamos, irritamos e não somos insubstituíveis. E essa é a tal da vida (e digo que não é nada fácil uma leonina admitir isso). Fato é que só comecei a dar conta disso agora que estou mais madura (velha). Os 35 anos trazem peitos mais flácidos, mangas para cobrir os braços não torneados, uns buraquinhos no bumbum, mas, principalmente, tanta coisa boa que essas pequenezas nada mais são do que ensinamentos sobre o desapego.     Of course my horse que fico chateada cada vez que vejo um antigo amigo virando um mero conhecido, mas uma coisa que jamais podemos obrigar é alguém a nos manter no coração. Tem gente que tem o coração grande e consegue enfiar todo mundo lá dentro, mas tem quem precise tirar alguns para colocar outros.  E, muitas vezes, eu não estou fazendo minha parte, seja por falta de tempo, de afinidade ou até mesmo de vontade. Deixo os que amo livres para me amarem…se quiserem, apenas se quiserem. Adriana Santos, 35, é jornalista de formação e fofoqueira de coração. Leonina com muito orgulho e cheia de clichês óbvios, acredita no amor, não só o de homem e mulher, mas o amor que faz o mundo continuar...

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Encontrar a paz para ser feliz

jul 25

Encontrar a paz para ser feliz

Hoje de manhã eu acordei e ao ligar a TV no ‘Bom Dia Brasil’, me deparei com as terríveis imagens do bombardeio contra uma escola da ONU na Palestina. Junto àquelas cenas deprimentes, uma série de outras visões tristes: bombas, mortes, guerra. Acreditem ou não, eram apenas sete horas da manhã e meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Acho que foi um choque de realidade muito grande para mim. Não porque eu já não estava acompanhando a guerra ao longo dos últimos dias e acabei sendo pega de surpresa. Mas porque, de repente, eu me deparei com a minha pequenez diante dessa realidade trágica em que a humanidade vive. Tenho passado os dias, semanas e meses – para não dizer o ano inteiro – lamentando a vida: ‘ah, como é difícil fazer regime’, ‘nossa, preciso fazer alguma coisa em relação à minha vida profissional’, ‘ai, como gostaria de sair de casa’, ‘hum, como faz para ser rica e dar um update de classe média para milionária?’, ‘Será que um dia vou cicatrizar a ferida no meu coração e me apaixonar novamente?’. E daí, olhando os prédios explodirem na Palestina, percebi que sou mesmo uma grande ridícula. Não estou querendo dizer que os pequenos problemas individuais do dia a dia não são problemas. São. E é claro que incomodam, preocupam e tiram o sono de quem está vivendo cada um deles. Mas são problemas resolvíveis dentro da nossa dimensão. Essa é a diferença. A guerra no Oriente Médio; o avião civil abatido na Ucrânia, que matou 298 passageiros; ou qualquer coisa desse gênero; não são coisas que eu, você ou as pessoas de nosso convívio social podem resolver efetivamente. Nenhum de nós pode gritar ‘PARA’ e simplesmente fazer tudo isso desaparecer. Por isso, depois de assistir àquelas cenas chocantes (e depois de uma boa sessão de terapia, é claro), refleti e entendi que devo transformar todos esses meus problemas individuais, em boas energias para mim mesma. Quem sabe, dessa maneira, eu consigo fazer a diferença na minha vida, na vida dos que vivem ao meu redor, e na vida da humanidade. Parece pretensioso, eu sei. Mas é um exercício. Ficou claro para mim que os nossos pequenos problemas do dia-dia...

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Acabou a Copa, começou a dieta

jul 14

Acabou a Copa, começou a dieta

A Copa foi embora, mas ela deixou o mínimo de vergonha na minha cara: tá mais do que na hora de voltar a ter uma alimentação de gente grande, que não é baseada em fritura e cerveja todos os dias. A verdade mesmo é que a Copa foi só [mais] uma desculpa. De fevereiro até aqui, engordei 10kg. Isso mesmo: mais de 1kg por mês.   Ano passado, sofri pra caramba, mas perdi 7kg em 5 meses. E daí agora, não só pego esses quilos todos de volta, como acrescento mais três para arredondar. Pra cima, é claro. E ficar redondinho, assim como eu. Mas a verdade é que só consegui focar na perda de peso porque minha saúde estava comprometida: eu estava toda errada, aos 27 anos. Seria patético, se não fosse preocupante. Eu me tratei, melhorei e…. engordei! As calças estão apertadas ou não estão mais servindo. Meu braço parece uma paçoca, daquelas de rolhas, sabe? Coxas, bunda, culotes… Um festival de celulite que não acaba mais! E a barriga… bom, nem tive coragem de medir a circunferência abdominal porque sou dessas que tem medo, mas não tem vergonha [na cara]. E o sedentarismo, então? Eu não faço uma atividade física desde… o começo de fevereiro. Coincidência? Sabemos que não, né caro leitor. Eu nadava. Aliás, adorava nadar, mas a logística da natação começou a me cansar: sair da piscina correndo, tomar banho, lavar cabeça, cuidar do corpo, se arrumar e voar pro trabalho. Tronou-se mais exaustivo do que prazeroso. Daí, comecei a caminhar todos os dias na esteira. Adoro, sempre assistindo um episódio de Glee! E foi então que começam as séries infinitas de desculpas: excesso de trabalho que me faz acordar mais cedo e dormir mais tarde, vida social (que é sempre na mesa do restaurante, do bar ou da casa de amigos), cansaço, férias, Copa… Bom, o resultado disso foram 10kg a mais, roupas que não servem e vergonha do meu próprio corpo. Eu adoro comer. Um dia, vou escrever sobre minha relação de prazer com a comida. Mas hoje quero dizer que minha relação com a comida é mais emocional do que deveria: estou nervosa, como. Estou ansiosa, como. Estou feliz, como. Estou...

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Existe vida após a Copa?

jul 13

Existe vida após a Copa?

Teve Copa sim. Ah, e como teve! E que Copa, minha gente, que Copa! Aliás, a Copa 2014 mal acabou  e eu já estou sofrendo em depressão! Não vamos mais programar nossos dias em função dos horários dos jogos. Nem vamos precisar mais buscar restaurantes com TVs. A Copa acabou e, com ela, a micareta fora de época na Vila Madalena, o mar de turistas na praia de Copacabana e os feriados que não estavam no cronograma. Acabou o excesso de frituras de boteco, cerveja como se fosse água e festa de segunda a segunda! A Copa…! A Copa dos goleiros. A Copa das traves. A Copa dos graves erros de arbitragem. A Copa de um artilheiro que ninguém conhecia até… essa Copa. A Copa dos times pequenos que viraram grandes e dos jogos que não eram para ser interessantes mas ninguém conseguia desgrudar o olho da TV. A Copa das zebras nos bolões. A Copa das divas: Claudia Leitte, Jennife Lopes, Shakira, Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, holandesas, alemãs, brasileiras, francesas, croatas, argentinas, uruguaias, chilenas, americanas, italianas, inglesas… A Copa dos gringos. E que gringos!! A Copa de Poldoski, tão brasileiro que a Alemanha foi campeã. Tetra-campeã, aliás! A Copa em que o Brasil foi invadido por argentinos! A Copa da cordialidade, da festa, da alegria! A Copa da zueira… MUITA zueira! A Copa da maior goleada em cima da Seleção Brasileira em seus 100 anos de história. A Copa da vergonha dentro de campo, mas do show de bola fora dos gramados. A Copa que mostrou a cara do Brasil pro mundo e que fez o mundo inteiro ter um coração verde e amarelo. A Copa que fez o Brasil (quase) inteiro torcer para o adversário que o tirou da competição por 7 a 1, só para não ver a Argentina vencer na nossa casa. A Copa que, com certeza, vai fazer o mundo inteiro entrar em contagem regressiva Rússia 2018! A Copa que faz com que eu me sinta privilegiada de ter vivido esse momento da história do nosso país e do futebol mundial. Afinal, essa foi a Copa das Copas; foi a Copa no Brasil e do Brasil. Desculpem o clichê, mas essa Copa foi abençoada...

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Moral da história

jul 08

Moral da história

Todo bom torcedor brasileiro deixa de ser ateu por 90 minutos, reza para todos os santos, apela para todas as simpatias e nasceu tão supersticioso que não descruza os dedos nem para fazer xixi. Aliás, torcedor que é torcedor, não faz xixi durante o jogo. Tem suas mandingas, rezas, crenças. Sou dessas. Torcedora de carteirinha. Uso até o mesmo brinco e os anéis na mesma ordem. Melhor não arriscar, afinal, com a sorte não se brinca, né? Mas na noite passada, não dormi bem. Acordei várias vezes de um sono inquieto, com uma angústia incessante. Quando acordei, mau sinal: o céu não estava azul. Era a primeira vez, desde o início da Copa (essa que é a Copa das Copas!), que chovia em São Paulo em dia do jogo do Brasil. A manhã de trabalho, outrora monótona nesta mesma ocasião, foi mais conturbada que o planejado e não permitiu aquela concentração pré-jogo. O trânsito, que não ainda não havia me aparecido, atrasou o almoçou. Meu pai, companheiro fiel de todos os jogos, estava longe, lá em Recife. Minhas primas, com quem fiz torcida unida em todos os jogos, estavam espalhadas. E os tradicionais comerciais da Coca-cola e do Itaú que, justo hoje, escaparam da minha audiência? A Seleção não tinha Neymar e nem Thiago Silva e, como se isso já não bastasse, devido a essas mudanças na escalação, entraram em campo em ordem diferente. Estava tudo errado e, no fundo, eu já sabia que não podia dar certo. (Quer dizer, quem ia imaginar que daria tão errado assim, né? Mas…) A Seleção, a minha Seleção, a sua Seleção, a nossa Seleção, não jogou. Não entrou em campo. Não jogou nem por mim, nem por você, nem pelo Neymar, nem pelo Brasil e nem por eles mesmos. Perdemos a semi-final naquela que, sem dúvida, foi a partida mais vergonhosa de todas: 7 a 1 para Alemanha, que agora está classificada para a final. A maior derrota em 100 anos de história de Seleção Brasileira fez com que as agências publicitárias corressem para tirar seus comerciais motivacionais do ar enquanto era tempo. E o professor Felipão assumiu sozinho, muito dignamente, toda a culpa do vexame. Mas na real… Tem mesmo um culpado? Somos...

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Essas mães de cachorro me dão preguiça…brinks

jul 07

Essas mães de cachorro me dão preguiça…brinks

Uma das coisas legais em ficar mais velha é ver o quanto a gente paga a língua. Sempre me cansou….e muito…as mulheres que viravam mães e não sabiam mais falar de outra coisa. Eu pensava “como elas conseguem se anular tanto???”. Pois bem, virei mãe (de cachorro) e estou IGUALZINHA, só falo do Rudá. Hahaha…obrigada VIDA por me mostrar a importância da empatia.   E percebi que eu só falo dele porque meu coração está transbordando e, se eu não falar, vou me afogar nesse amor. Cada novo truque aprendido é um orgulho pra mamis aqui, cada lambeijo de boa-noite é celebrado com meu agradecimento a papai do céu por ter me mandado um anjo em forma de bicho. E descobri que é por isso que nos anulamos…por puro amor. Que delicia ser chatona!!! Mas como nem tudo são flores cheirosas, incensos queimando e mantras relaxadores,  junto com tudo isso veio a responsabilidade, o reconhecimento de que minha mãe tinha razão quando dizia que “ter cachorro não é tarefa fácil”. Cada cocô fora do lugar,  xixi no meio do caminho bem quando estou descalça,  almofada rasgada, parede destruída, mordidas fora de hora e lugar, pêlos pela casa toda, entre outras coisitas, reafirmam que tudo na vida tem seu lado bom e ruim…tudo! E com isso estou treinando minha paciência e ansiedade. Mas uma vez, obrigada VIDA. Só que não pára por aí. Como é interessante ver nosso instinto de proteção em ação. Eu sou a humana do Rudá…ele é meu cão…mas somos mais do que isso, muito mais. E eu sofro um pouquinho por dia tentando descobrir se eu estou criando um au au feliz. Me questiono se sou a melhor opção pra ele, se tenho capacidade para dar tudo o que ele merece e por aí vai. Coisa maluca isso de se auto-cobrar, se auto-culpar, se auto-punir. Onde será que aprendemos isso ? (óbvio que sei a resposta). E como nada na vida é por acaso, toda essa jornada que só está começando me confirma que (pelo menos por enquanto) não tenho a mínima estrutura de ser mãe de humano. E sei que logo as críticas virão. E FODA-SE ( a não ser que alguém queira pagar minha contas). Falando...

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Neymar, a força que faltava

jul 05

Neymar, a força que faltava

O Brasil jogou bonito. Thiago Silva, nosso capitão tão criticado pelo choro no dramático jogo anterior, respondeu em forma de gol. E batendo no peito, gritou para quem quisesse ouvir e de forma tão clara, que nem foi preciso a ajudinha do leitor labial do Fantástico para entender: “Aqui é Brasil, porra!”. David Luiz não só brilhou num lindo gol de falta, mas conquistou de vez a torcida e o mundo todo ao consolar o camisa 10 da equipe adversária, que ao final do jogo, estava desclassificada. Ele trocou camisas com James Rodriguez e pediu que a arquibancada inteira o aplaudisse, afinal, o menino é mesmo um craque e nossos jogadores tiverem a humildade de reconhecer isso, parabenizá-lo e dar suporte a ele. A Seleção Brasileira jogou com garra. Acreditou. Ganhou. E está classificada para as semi-finais da Copa do Mundo no Brasil. Mas ainda assim, o Brasil inteiro acordou triste. Porque embora estejamos fazendo as pazes, aos poucos, com a atuação da Seleção em campo; estejamos satisfeitos com a classificação; e estejamos completamente encantados com a Copa em nossa casa; todos nós sabemos que não estamos mais completos. A Colômbia foi embora da Copa e levou com ela, Neymar. Nosso camisa 10 está fora da Copa do Mundo. O jogador sofreu uma fratura na região da coluna, na terceira vértebra lombar, depois de tomar uma pancada nas costas de Zuñiga, no jogo contra da Colômbia, nesta sexta-feira (04/07), no estádio Castelão, em Fortaleza. O Brasil ficou com a classificação e, quase que como uma criança mimada, a Colômbia tirou do Mundial o nosso melhor craque, a nossa estrela que brilha com a bola no pé e aquele sorriso no rosto. Eu sei que não podemos depender um único craque, especialmente numa Copa do Mundo. E, sinceramente, acho que não dependemos. O jogo de sexta-feira contra a Colômbia, em que antes da lesão, Neymar não conseguiu ser Neymar, provou que podemos ir além menos sem ele. Mas o ponto é que nós queríamos dar cada passo COM Neymar. Porque assim como reconhecemos, na humildade, o craque que James Rodriguez é para a Colômbia e amamos David Luiz por ter nos representado ao dizer isso a ele; reconhecemos o craque que o...

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A arte do garimpo

jul 02

A arte do garimpo

Muito tem se falado sobre a dificuldade das pessoas de encontrarem um grande amor. Uns dizem que os homens não estão preparados para as novas mulheres independentes. Outros garantem que é a chatice delas a responsável por tanta solidão. Eu sou contra esses estereótipos todos: caras que pararam no tempo, moças revolucionárias, rapazes covardes, donzelas reclamonas. Sério que as pessoas ainda hoje acreditam em fórmulas mágicas? Ou num mundo onde as regras e a razão falam mais alto que os sentimentos e o coração? Chega de extremos. Um homem pode sim se apaixonar por uma mulher que trabalha fora, vai à academia, come miojo, deixa roupas espalhadas pelo chão, é dona do seu nariz e corre atrás dos seus sonhos. Por outro lado, não me venham com esse papinho de que homens e mulheres são iguais. Existe muito preconceito sim. E grande parte deles se intimida com a força delas. Mas, ainda bem, as exceções estão aí pra quebrar a nossa cara desde que o mundo é mundo. O que eu acho é que as pessoas estão mais egoístas (bad) e exigentes (good). “Não é qualquer Zé Mané que aparece e eu dou trela”. “Eu gosto dela, mas não quero abrir mão das minhas vontades por ninguém”. E, na boa, cada um sabe o que te faz feliz. E, apesar de eu adorar um julgamento, pô, é direito, pra não dizer dever, de todo mundo correr atrás da felicidade. Então é isso? Acabou o romance? O amor? Os relacionamentos? Nãooooo, nada disso seus dramáticos.Agora a questão é saber e ter paciência no garimpo.   Sabe quando uma loja entra naquela super liquidação e você precisa mergulhar por horas no meio de verdadeiras tralhas, peças horrorosas, sem qualidade, até achar uma, uminha que preste e valha a pena levar por aquela pechincha? Resumindo, é isso. Você tem que procurar muito, se decepcionar com modelitos errados, até achar a roupa ideal. E se prepare, porque a probabilidade daquilo que você procura estar lááááá embaixo daquela montanha de tranqueiras é enorme e será bem difícil encontrar. Difícil, porém não impossível. E é nisso que é preciso acreditar. Trabalhe no mantra da paciência e não desista. Uma hora aquele(a) que você tanto espera...

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