É isso!!

jun 13

É isso!!

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Amores platônicos

jun 06

Amores platônicos

Nunca fui o tipo de mulher que coleciona ídolos. Quando criança, eu gostava do antigo grupo Polegar e o Rafael Ilha era, na minha visão de sete anos de idade, o homem mais bonito que eu já tinha visto em toda a minha vida (o que já demonstrava desde cedo a minha habilidade de escolher os homens errados, mas não vamos focar nisso).   Depois tive um crush pelo Zequinha, do Castelo Ra-Tim-Bum e lembro de ter ficado muito feliz ao conhecê-lo pessoalmente em um evento do lançamento do livro da série, pela Companhia das Letrinhas, realizado no Museu da Casa Brasileira. Eram centenas de crianças histéricas e eu tive o privilégio de conseguir a foto e o autógrafo. Mas só. Nem mesmo na adolescência… Lembro de que minhas amigas tinham adoração pelos Backstreet Boys e companhia e, embora curtisse as boy bands do momento e achasse que o Kevin fosse de longe o mais incrível de todos eles, eu não fazia o estilo ‘poster na parede do quarto e capas de fichários com fotos da Capricho’. Quando todas as minhas amigas amavam o Leonardo Di Caprio e choravam sua morte trágica em Titanic, eu pouco me importava com aquele mocinho magrelo e loiro-sem-graça. Nunca quis casar com nenhum jogador de futebol; nunca quis abandonar minha vida para fugir em turnê com nenhum cantor ou banda famosa (muito embora o Bon Jovi pudesse me fazer passar alguns meses na estrada); e nunca achei que deveria viver em Hollywood para o Tom Cruise me salvar, quem sabe, de um atropelamento acidental que pudesse ocorrer justo quando ele estivesse passando ao meu lado. Veja bem, caro leitor, longe de mim fingir que não agarraria o Brad Pitt caso tivesse a oportunidade. É claro que o faria. Só quero dizer que nunca soube ser fã de ninguém. Bom, não sabia. Porque foi só crescer e virar mulher, adulta, gente grande, pessoa que não deveria ter mais tempo ou idade para se apaixonar por famosos para… acontecer! Eu e a Fernanda Barreira, minha amiga e co-autora deste blog,  vivemos de uma paixão platônica pelos intelectuais de quem devoramos o conteúdo semanalmente (ou diariamente se contarmos a nossa habilidade de stlakear que nem sabíamos que...

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Não aprendi dizer adeus… se vira então!

jun 03

Não aprendi dizer adeus… se vira então!

Terminar um relacionamento, seja lá de que tipo for, nunca é legal. Saber que uma pessoa nutre sentimentos por você que não são mais correspondidos não traz a sensação de poder, mas sim de responsabilidade. No entanto, faz parte da vida. E, como outras muitas obrigações e encargos, dar um fora em alguém de vez em quando é preciso. Durante muito tempo foi assim. As pessoas demoravam, se preparavam, escolhiam a melhor forma de fazer isso, mas, no fim, diziam o famoso e doloroso: ADEUS. Sim, no passado. Já reparou como cada vez mais estamos fugindo das dores, ciladas, e empecilhos que a vida naturalmente nos apresenta? É tão mais fácil não ter que passar por situações embaraçosas, né? Então, agora, quando tomamos a difícil decisão de seguir em frente sem levar ao nosso lado aquela antes pessoa querida o que fazemos? Simplesmente seguimos sem olhar para trás. Sem dizer nada. Sem satisfações. Sem desculpas. Sem um abraço reconfortante. Sem um desejo de boa sorte. Sem lágrimas nos olhos. Sem brigas. Sem objetos arremessados pela casa. Sem frustrações. Sem desilusões. Sem culpa. Sem culpa? Quando a gente não fala palavras dolorosas e não vê a tristeza no rosto do outro não significa que saímos ilesos. Muito pelo contrário. A dor da indiferença, da falta de interesse pelos sentimentos, da covardia fere muito mais do que a da honestidade. Quando alguém deixa de me querer e me fala isso, meu coração se despedaça, meu ego se machuca, minha autoestima despenca. Tomo uns porres, saio com amigos, assisto Netflix, me entupo de doces e um tempo depois (seja lá quanto for) estou pronta pra outra. Agora quando esse cara para de me mandar mensagens, não atende minhas ligações, não me chama mais para sair e desaparece eu me sinto a última pessoa do mundo. Sabe o bicho do cocô do cavalo do bandido? To muito pior que ele. Ser tratada com desprezo por quem dias antes te falava com carinho e sem nem mesmo receber um por quê para essa mudança repentina é injusto e cruel. Toda pessoa, qualquer pessoa, sempre, tem o direito de saber que o outro não está mais afim dela. Sabe respeito? Então, é isso. Não se...

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Sem passado e sem futuro | Ou como transformar desgraças em impulsos

jun 01

Sem passado e sem futuro | Ou como transformar desgraças em impulsos

Temos que viver o presente! Temos que viver o presente! Temos que viver o presente! Sempre ouvimos essa frase, mas eu só não sabia que essa frase/fase chegaria para mim de maneira tão imposta pela vida. Sem auto piedade, apenas refletindo, cheguei à conclusão de que, ao perder meu pai e sofrer dois abortos no mesmo ano, perdi junto a minha referência de passado e futuro. Temos que viver o presente! Temos que viver o presente! Temos que viver o presente! E assim continuei vivendo o presente, sem pausa para o sofrimento, sem fraqueza. Afinal, se tantas mulheres conseguem tocar a vida depois de perder um filho, de sofrer uma atrocidade, de ser violentada, mutilada, e tantas outras desgraças, porque eu não conseguiria? Se minha mãe e irmã tocaram em frente, quem seria eu para fraquejar? E continuei…. No primeiro aborto tive que tirar um mês de licença médica e, com isso, ganhei um tempo para me recompor. Meu pai ainda estava encarnado e a dor foi menor. Dois dias depois da morte do meu pai eu estava de volta à ativa (temos que viver o presente!!!). Um mês depois casei, um mês depois minha sogra enfartou e passou por uma luta pela vida (e saiu vitoriosa). Finalmente uma boa notícia: um bebê a caminho. Mas, a vida não quis ser vida e, mais uma vez, perdi o bebê. Dessa vez preferi esperar entrar em período de recesso de final de ano no trabalho e, em silencio, fazer a curetagem. E alguns dias depois eu estava de volta à ativa (temos que viver o presente!!!). Não contei a ninguém do trabalho (até agora). Era necessário seguir em frente e garantir o pão nosso de cada dia. Mas, no meio de tudo isso me perdi. Perdi minha referência de passado, meu herói, minha proteção. Perdi minha esperança de futuro, de ser algo que nem eu mesma tinha imaginado. Nesse meio tempo só me restou o presente e, por medo de estar sendo ingrata, finjo estar vivendo esse presente. Mas, a grande verdade é que só estou passando por ele. Não vejo graça no presente (a não ser quando estou celebrando o amor), não sinto gosto do presente, não quero mais...

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