A crise dos quase 30 anos

nov 27

A crise dos quase 30 anos

Um dia desses eu estava presa numa dessas reuniões infinitas, que perdem a razão de existir na primeira meia hora e que não acabam nunca mais; e comecei a ficar tão agoniada que, de repente, percebi que minha cabeça estava questionando: ‘o que raios estou fazendo aqui?’ Mas não era um ‘aqui’ na reunião, não. Era um ‘aqui’ em São Paulo, no Brasil, no mundo. Comecei a pensar que minha vida estava sendo vivida em vão. Será?

Aos 28 anos, o que foi que eu fiz? Não sou casada e nem namoro (nem vou entrar neste mérito, porque o solteirismo será tratado num post exclusivo, com muito amor e carinho, só que não!), não tenho filhos, não comprei imóveis, não morei no exterior, não escrevi um livro, não liderei uma revolução, não sou ativista política, não fiquei milionária… O que eu estou fazendo com a minha vida?

Essa reflexão me fez pensar que nós vivemos nos moldes prontos de uma sociedade e que, por não ter realizado nenhuma das coisas citadas acima, eu sou menor do que as outras pessoas.

E talvez eu seja mesmo. Mas, ao mesmo tempo, se eu colocar na balança o que realmente fiz e conquistei na minha vida até o momento, a lista é grande. E eu tenho essa mania de sempre enxergar o lado bom das coisas. Então, pensei que eu seria uma grande má agradecida se não percebesse que minha vida tem sido uma série de sucessos.

O problema é que a gente tem essa obrigação de se apegar aos problemas e dar a eles tanta força, que as outras – boas – coisas ficam minimizadas e, muitas vezes, esquecidas. E esse é o nosso maior erro. Os problemas existem na vida de todo mundo, mas a grande questão é: você vai deixá-los guiar a sua vida, ou vai aceitar que eles existem e que você pode superá-los? A escolha é sempre nossa.

pare de falar e comece a fazerQuando completei 28 anos, no mês passado, muitas pessoas me disseram que esta idade é o início de um novo ciclo e é quando acontecem grandes mudanças em nossas vidas. Nunca tinha ouvido falar disso e nem sei se e verdade, mas gostei! Porque se aos 28 existem coisas que me incomodam, eu ainda posso mudá-las. Ainda tenho tempo de morar fora, de emagrecer, de me apaixonar, casar e ter filhos, de mudar de emprego – e até de profissão -, de mudar o mundo! Basta eu decidir o que quero fazer.

Preciso de coragem para levantar a bunda dessa falsa estabilidade chamada ‘vida’ e correr atrás dos meus sonhos. Se até mesmo nos contos de fadas as princesas precisam lutar pelo que desejam, então, por que na vida real seria diferente?

Vivo me dando desculpas para começar a mudar: não tenho dinheiro, falta tempo, a vida é corrida, estou velha demais… Chega! O primeiro passo é entender, aceitar e assumir que sou  a única culpada pelas coisas que não acontecem na minha vida.

Menos #mimimi e mais ação, é disso que eu preciso. E, a partir de hoje, vou correr atrás. No meu tempo, respeitando o meu espaço. Mas vou caminhando em direção à felicidade. Alguém quer me acompanhar?

Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!
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One comment

  1. Talita /

    te acompanho!!! vamos =)

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  1. Doar, doar e doar - Sem Critérios | Sem Critérios - […] ano não está sendo fácil. Acho que já fui em mais enterros em 2014, do que ao longo dos…

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