Amar é de graça

abr 23

Amar é de graça

Eu tive um ídolo. Pode parecer pouco. Talvez seja. Acho que é mesmo. Mas, sim, eu tive um ídolo. Eu não o conheci pessoalmente. Mas, eu me sentia tão próxima, tão íntima, que semana passada, ao ler sobre seu falecimento, fui tomada por um vazio como se minha vida, a partir daquele momento, fosse mudar completamente. Na prática, tudo continua igual. Afinal, ele morava em outro país, estava idoso e doente. Mal fazia aparições públicas, sua obra já estava completa. Mas, e daí? Onde fica a razão quando mexemos com a emoção? “Ah, mas o Gabriel García Márquez nem sabia da sua existência, Fernanda”, vocês podem dizer. Não, ele realmente nem imaginava que aqui no Brasil uma jovem escolheu se aventurar pelas letras, palavras e textos por pura influência dele. E isso muda meus sentimentos? Jamais. Sabe quando seu time perde uma final de campeonato e você está puto da vida, com vontade de bater a cabeça na parede e chorar? Então, sua mãe aparece querendo te consolar e solta a célebre frase: “Mas, o que vai mudar na sua vida essa derrota do Corinthians?”. Absolutamente nada. Mas, quem se importa? Eu amo aquele clube e quero que ele vença sempre, mesmo que eu não leve vantagem nenhuma nisso. O que eu estou querendo dizer é que quando gente gosta de verdade de alguém ou de algo a gente só deseja o melhor. Isso independente se o sentimento é recíproco ou se estamos ganhando alguma coisa em troca. A gente ama de graça. A gente ama pelo que aquela pessoa representa. A gente ama pelas emoções que ela nos desperta. E não tem lógica nenhuma nisso. Neste momento, eu me sinto órfã. Perdi meu ídolo. Sim, eu tive um ídolo. E ele foi o maior de todos. “É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.” Gabriel García Márquez   Fernanda Barreira, 28 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante,...

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É meu jeito moleque de ser

abr 09

É meu jeito moleque de ser

Eu nunca fui uma pessoa considerada “normal”. Sempre fugi dos padrões, não gosto de modinhas e já fui muito rotulada por ser do contra e antissocial. Mas, talvez uma das características fortes que geram mais repercussão nas minhas rodinhas de amigas é meu lado moleque. Eu não entendo (e não gosto) de moda. Eu amo futebol. De assistir. Só não curto jogar porque não sei mesmo. Aliás, eu sou fanática por esportes em geral. Não sei me maquiar, não faço as unhas semanalmente, no meu cabelo só passo shampoo. Nunca fiz um tratamento de estética. Não faço joguinhos amorosos. Eu sou simples, direta, grosseira, talvez. Charminho? Não é comigo. Muitas vezes sou o homem da relação. Tenho medo de me envolver, de me entregar, por isso, de vez em quando fujo. Tão covarde como muitos machões por aí. Isso não é um orgulho. Algo para bater no peito e sair bradando por aí. Mas, é meu jeito. Gosto de andar com os pés no chão. Salto alto nunca foi o meu forte. Calça jeans, regata, moletom, havaianas…. to feita! Troco a vaidade pelo conforto. A beleza pela praticidade. Mas, como tudo na vida, ser assim tem seu lado bom e o ruim. Eu nunca sou a gatchenha da balada. Eu danço pra me divertir. E, convenhamos, raramente diversão e beleza estão no mesmo pacote. Se eu desço até o chão é pra rir com as minhas amigas, jamais para sensualizar. Eu pulo, rodo, rebolo até ficar suada, descabelada e feliz, assim como um moleque que acabou de jogar uma pelada no terrão. Ou seja, quem gosta de mim sabe e aceita o jeito que eu tenho. É muito mais fácil se atrair pela menina gostosa de vestidinho e saltão, com chapinha no cabelo e batom vermelho do que por mim, a louca de sapatilha que faz rabo de cavalo e dança como se não houvesse amanhã. Se me convidar para passar um dia no shopping vendo vitrines e experimentando roupas saiba que se eu aceitar será pela companhia, porque este é um dos programas que mais detesto na face da Terra. Sim, alguns dias eu acordo com vontade de me arrumar, de olhar no espelho e me sentir bela....

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O que o futuro nos reserva

mar 26

O que o futuro nos reserva

Outro dia me peguei recordando de uma brincadeira de infância. Daquelas bem de menininha em que a finalidade era tentar desvendar o futuro. Com quem eu iria me casar: Brad Pitt, Tom Cruise ou Leonardo Di Caprio? Quantos filhos eu teria? Em qual destino paradisíaco eu passaria a lua de mel? E minha profissão? Seria cantora, dançarina ou atriz? E qual super carro seria o meu? É claro que dei muitas risadas durante essas lembranças, mas uma coisa me assuntou. Nessa espécie de unidunitê do futuro, a única certeza que eu tinha é de que minha vida estaria “resolvida” aos 24 anos. No último dia 21 de março completei 28 primaveras, verões, outonos e invernos (nunca entendi a predileção pela estação das flores!). Sim, quatro anos a mais dos idealizados por mim enquanto criança. E pasmem: ainda não me casei, e olha que nem estou colocando como meta os ídolos de Hollywood, não tenho filhos, não comprei uma BMW, nunca fui pra Polinésia Francesa e minha profissão não envolve luxo, riqueza e glamour. Sou uma fracassada? Talvez. De verdade, é difícil fazer uma análise sobre o meu “desempenho” como pessoa. Mas, o que eu tenho refletido mais é sobre como nossas perspectivas mudam com o passar do tempo e diante das circunstâncias. Aos 10 anos, eu tinha plena certeza de que construiria uma família, que viveria numa casa com um belo jardim, com um marido perfeito e meus três, repito, três rebentos. Hoje, aos 28, eu nem sei se terei um namorado novamente. Pode parecer dramático demais, eu sei, mas meu atual cenário amoroso não me apresenta argumentos suficientemente fortes para provar o contrário. Além disso, será que eu sou mesmo aquela mulher que eu idealizava ser quando criança? Será que é nesse cenário que está minha felicidade? Hoje eu sou feliz. Mesmo sem um imóvel próprio, sem conhecer o mundo, sem o amor da minha vida. Plena? Não. Tenho que evoluir como pessoa em mil quesitos, tenho muitas pendências a quitar e não estou satisfeita em todos os campos da minha vida. Mas, sinto que estou no caminho certo. Que a cada dia, em cada pequeno passo, eu chego mais perto de ser uma pessoa realizada. E uma...

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Eu sou eu!

fev 19

Eu sou eu!

Acho que a pior besteira que alguém pode fazer na vida é se comparar com os outros. Pronto, já podem me chamar de besta agora. Se tem uma coisa que eu faço diariamente é me comparar com os outros. E sabe o que mais? Eu sempre perco. Todos os dias passo por uma derrota diferente. Eu emagreci 7 quilos, mas fulana tem o corpo bem mais bonito que o meu. Estou bem sucedida no trabalho, mas ciclano é mais jovem e ocupa um cargo de coordenação. Consegui programar uma viagenzinha no carnaval, mas beltrano vai pelo terceiro ano consecutivo pra Salvador… É sempre assim. E eu não nivelo por baixo. Se é pra comparar, eu escolho os tops. Só pra sofrer um pouco mais e desvalorizar ainda mais as minhas conquistas. E pra uma ariana super competitiva como eu, estar em segundo, terceiro, último lugar tanto faz. Você quer ser a primeira! Precisa ser a melhor. Mas, convenhamos, sabe quando eu serei a melhor? Quando eu quiser isso. Quando estiver pronta para olhar no espelho e dizer: puta que pariu, como eu sou foda! (Perdão pela falta de finesse, mas o momento merece). E para isso, eu preciso, antes de qualquer coisa, valorizar o que eu sou e tenho, independentemente de qualquer outra pessoa da galáxia. Porque quanto mais a gente se valoriza, menos a gente repara nos outros. E, de vez em quando, olhar pra dentro é mais importante do que observar o que nos rodeia. A gente sempre vai ter amigos bonitos, inteligentes, ricos, capazes… Isso não é o máximo? Ou você quer estar cercado por pessoas sem objetivos? Bom, essa resposta é única e individual. Mas, digo e repito: eu nivelo por cima. Para estar comigo tem que ser o melhor! Fernanda Barreira, 27 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É pagar pra...

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Os muitos fins de um término

fev 04

Os muitos fins de um término

Acabou. Cada um segue para o seu lado e a vida continua, mas agora sem aquela pessoa que durante algum tempo fez parte do seu dia a dia, dos seus planos e sonhos. Você chora todas as lágrimas que jamais imaginou que pudessem existir. Sente uma dor física que acha que vai te matar. Você tem vontade de desistir de tudo e dormir pra sempre. Mas, passa. Acredite em mim: P-A-S-S-A. Depois, chega a fase da raiva e ressentimento. Por que aquilo está acontecendo justamente com você? Afinal, você sempre foi uma pessoa boa, justa, honesta, não merecia sofrer daquela forma. E tudo isso por causa de um babaca que nunca te mereceu! Mas, na verdade ele não é um babaca. Apenas as coisas mudam, os sentimentos se transformam e, às vezes, os objetivos deixam de ser os mesmos. Esse é o período da resignação. E aí você começa a tentar entender o porquê de tudo aquilo. Tem que ter um motivo. O que eu fiz? O que ele fez? O que nós fizemos? Será que foram os meus três quilos a mais? Ou ele cansou das briguinhas que se tornaram cada vez mais rotineiras? Sem respostas você decide seguir em frente. E nos dias atuais, é muito mais difícil terminar um relacionamento do que era antigamente. Você tem uma lista de procedimentos a resolver. Precisa: – Devolver as coisas dele que estavam com você e buscar os seus pertences há tanto tempo esquecidos na casa do ex. – Comunicar família, amigos, colegas, vizinhos e estranhos sobre o término e aguentar todas as perguntas e conselhos a respeito. – Mudar o status do relacionamento no Facebook. – Excluí-lo de todas as redes sociais possíveis e imagináveis, porque tudo que você não quer agora são notícias daquela pessoa que tanto te fez sofrer. Feito tudo isso, você decide recomeçar a vida, afinal, inicia agora um novo capítulo da sua história. Até que um dia, você é convidada para o aniversário de uma de suas melhores amigas, que, por incrível que pareça, também é super amiga dele. No meio de tantas contradições e confusões, você decide ir, afinal, o ponto final já ficou para trás, certo? Não. O primeiro reencontro vai...

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Pessoas que gostam de malhar: mito ou verdade?

jan 23

Pessoas que gostam de malhar: mito ou verdade?

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O ano do sim

jan 09

O ano do sim

Em 2014 eu quero dizer mais sim. Não igual ao filme em que a resposta tem que sempre ser afirmativa, independentemente da vontade ou das consequências que aquilo pode causar. Meu objetivo é bem mais simples (lembrando que simples não é sinônimo de fácil). O que eu desejo de verdade nesse ano que acabou de começar é complicar menos, aceitar mais e, principalmente, não ser tão do contra. Tenho percebido recentemente que nossas atitudes estão diretamente relacionadas com os acontecimentos a nossa volta. Não, eu não sou aquele tipo de pessoa que acredita em energias, inferno astral e etc. Mas, uma coisa é certa: quando você se predispõe para que determinada coisa aconteça, a probabilidade disso se realizar é bem maior, afinal, grande parte dos sucessos dependem justamente de nós mesmos. Por isso, na virada de 2013 para 2014 resolvi fazer diferente. Pela primeira vez nesses meus 27 aninhos de vida comemorei um réveillon na companhia de uma amiga em uma festa de arromba (eis a gíria que entrega minha idade) em Búzios. Nada daqueles programas família dos meus 26 anos anteriores. Foi melhor? Pior? Não. Diferente. Porque é isso que quero para agora. Novas atitudes e comportamentos, que, obviamente, gerem novas realizações e vitórias. Dancei, comi, bebi, beijei, cantei, pulei ondas, vi os fogos da meia noite e o nascer do sol do dia 1º. O que eu pedi? Fartura. Fartura de oportunidades bacanas para eu responder sempre SIM. E como não dá para deixar de ser quem eu sou e me transformar em outra pessoa (não que eu queira isso… só talvez) minha meta para 2014 é deixar a vida fluir mais leve e naturalmente (aí sim como diz a música) e sem muitas expectativas. Afinal, elas existem por algum outro motivo que não seja nos frustrar? E as frustrações, que fiquem todas em 2013!   Fernanda Barreira, 27 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É pagar pra...

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Sou solteira, mas sou feliz!

dez 18

Sou solteira, mas sou feliz!

Sim, eu entendo os solteiros felizes. Aliás, acho que me enquadro nesse quesito. Não namoro há quase um ano e meio e apesar dos percalços da vida, que não são poucos, estou firme e forte: sorrindo quase sempre, chorando de vez em quando, batendo pernas pela vida e aproveitando a liberdade de ser como eu quiser, quando eu quiser. O que eu não entendo – na verdade, o que eu não aceito -, é a necessidade dos solteiros de reafirmar o tempo todo o quanto estão felizes e como são autossuficientes. Da maneira que eles falam os relacionamentos passaram a ser algo absolutamente abominável. E se eu acreditasse que eles dizem isso de coração, que acreditam plenamente nessa vantagem em estar sozinhos, ok, ia mais incentivar a população mundial a adotar a solteirice. Mas, não, o que fica cada vez mais claro pra mim é que tudo isso não passa de uma grande, de uma enorme, de uma GIGANTESCA dor de cotovelo. Gente, todo mundo passa por desilusões amorosas. É difícil alguém acertar de cara e encontrar a alma gêmea naquele namoradinho da 4ª série (posso mudar o difícil para impossível?). Estar solteiro é mais do que divertido, é fundamental. É nesse período que a pessoa se conhece na plenitude, porque, afinal de contas, ela é a companheira dela sempre. E outra, conheço muitas pessoas que escolheram não ter ninguém, porque sim, elas passaram por muitas experiências e descobriram que sozinhas são mais felizes. Acho isso o máximo! Pessoas evoluídas que conseguem ir contra tudo que aprendemos desde crianças: que nascemos, crescemos, casamos, temos filhos e morremos. Dá pra ser mais do que isso, né? Mas, a questão é que dá também pra encontrar um cara legal (dois, três, quatro, cinco…) e construir uma história de amor (duas, três, quatro, cinco…). E não é porque AGORA eu estou solteira que vou banalizar os relacionamentos. Estar junto é legal, é importante e, sim, é o desejo da maioria das pessoas. Então, assuma sua solteirice de cabeça erguida e aproveite esse momento. Mas, não finja ser o que você não é. Sentir carência de vez em quando é normal. Querer encontrar o amor da sua vida (desde que com os pés...

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Por um fim de ano sem amigo secreto

dez 09

Por um fim de ano sem amigo secreto

Dezembro chegou e, com ele, todas as tradições de fim de ano. Ruas enfeitadas para o Natal, shoppings lotados por pessoas desesperadas em busca de presentes, aquele clima de festa e esperança pelo ano novo que estar por vir, além, é claro, do temido e insuportável AMIGO SECRETO. Por que, meu Deus? Quem inventou essa história de sortear pessoas para distribuir presentes? Desde pequenos somos obrigados a participar dessa brincadeira, que pelo menos no meu caso, nunca foi divertida. Os inúmeros motivos por ser sempre taxada de chata e antissocial todo fim de ano eu descrevo a seguir: 1) Sou tímida. Nasci assim. Esses eventos que te expõem na frente de diversas pessoas, que na sua maioria você mal conhece, não servem para interagir, e sim para constranger. 2) Dando continuidade ao item anterior. Nada pior do que você ter que descrever (de forma divertida e simpática) a pessoa que você tirou sem poder dizer quem é. Porque, repetindo, isso só é bacana se você tem intimidade com a pessoa. Mas, suponhamos que você tirou o seu chefe. E ele não é lá aquela pessoa mais sociável do mundo. Pior, ele, durante seus dez anos de empresa, trocou duas palavras e meia com você. E aí? 3) Aí chegamos no item número três, o da falsidade. Nessas horas é esse sentimento belo que se ressalta. Ou vai dizer que você já ouviu alguém falar: “A pessoa que tirei é um mala. Fiquei pê da vida na hora do sorteio. Tentei trocar com três pessoas, mas ninguém queria comprar presente pra esse babaca”. Não né? Então, você inventa mil e uma qualidades para descrever aquela pessoa que você odeia. 4) Mas nenhum dos itens anteriores se compara com o dilema dos presentes. Primeiro, na hora de comprar. Eu já tenho dificuldade naturalmente para escolher coisas para mim. Imagina para os outros? Imagina para pessoas que são meras conhecidas? Imagina para quem eu não gosto? Pois é, você terá que rebolar para comprar um presente sensacional para o seu amigo secreto seguindo as seguintes regras: – Tem que estar dentro do valor estipulado. Que geralmente vai de R$ 5 a R$ 500 (parece previsão do tempo da televisão, prepare-se para TUDO)....

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Julgo sim, e daí?

dez 06

Julgo sim, e daí?

Doida, periguete, burro, irritante, insuportável, infiel, safada… todas as pessoas têm alguma característica marcante, geralmente defeitos, identificados por mim em cinco minutos de conversa, ou apenas após um rápido olhar. Mais do que dizer dessas inúmeras criaturas, esses predicados falam de mim. Pqp, como eu julgo o outro! Deu uma resposta atravessada? É grosso. Flertou? Xavequeiro, é claro. Está dormindo na aula? VA-GA-BUN-DO! Eu até poderia me envergonhar por ser assim, mas, aqui é um espaço para a sinceridade e falta de bom-senso, então, eu digo e repito: julgo sim, e daí? Alguém pode retrucar e dizer que sou preconceituosa. Até poderia levar essa acusação em consideração, afinal, eu crio personagens, com os atributos mais abomináveis, sem ao menos ter conhecimento de quem são as pessoas em questão. Mas, o fato é que, exatamente por ser superficial, meu julgamento cai por terra ou se confirma (nem sempre estou errada, bebê) em segundos. Um olhar próximo, uma troca de palavras, uma nova interpretação… e muda tudo! E exatamente por estar aberta a conhecer melhor aquelas pessoas a quem acabei de atribuir os piores defeitos possíveis (e melhores qualidades também, por que não?) é que não me incomodo nenhum pouco com meu jeito “julgativo” de ser. Até porque tenho plena certeza que aquela moça com olhos atentos que lê esse texto exatamente agora está fazendo uma péssima imagem a meu respeito sem nem ao mesmo me conhecer. Mal amada e injusta. Odeio ser julgada assim…   Fernanda Barreira, 27 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa.  É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É pagar pra...

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