Desejo a todas inimigas

maio 20

Desejo a todas inimigas

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Somos Todas Peludas

maio 19

Somos Todas Peludas

Essa semana circulou pela web uma mostra fotográfica de mulheres os com pelos ao natural, sem depilação. A ideia, do fotógrafo inglês Bem Hopper, era protestar contra os padrões de beleza das mulheres. Confesso que achei as imagens no mínimo esquisitas. Acho que nem lembrava mais (ou sabia) como é uma mulher ao natural, sem se depilar.  Estamos tão acostumadas com tudo lisinho, que o “natural” para as brasileiras é não ter pelos. Mas, deixando essa parte estética de lado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção. O interessante é que o que era para ser um protesto contra a indústria da beleza  virou um protesto contra as mulheres.  Protesto esse vindo de homens e mulheres. Os comentários dos leitores nos sites onde as matérias sobre o assunto foram publicadas me assustaram. Foi um linchamento virtual. Ao invés de debaterem o propósito da ação, o único foco foi: credo, que bando de mulherada porca, mal amadas, sapatonas, de mal com a vida e que merecem a solidão eterna. É incrível a superficialidade com que muita gente está disposta a julgar. A ignorância fica evidente nas redes sociais (e infelizmente fora delas também). Ninguém parou para pensar que mulheres e homens têm pelos. Ninguém quis analisar o porquê das mulheres “serem obrigadas” a se depilar e os homens não. Esse era o foco, e não se é belo ou não um suvacão peludo.   O ser humano muitas vezes é assim: raso e umbiguista (só olha para o próprio umbigo).  Acho que se aquelas mulheres das fotos estivessem presentes no meio de populares, teriam apanhando, com a justificativa de que precisam de “um corretivo” para virarem “mulheres de verdade”. E acho que foi com essa mesma superficialidade, burrice e falta de caráter que lincharam aquela mãe de família no Guarujá. Quem somos nós para apontar o dedo para um semelhante e julgá-lo de acordo com o nosso gosto. Que triste ver como as pessoas são egoístas, o quanto o pensar choca, e o tanto que ainda temos que evoluir para convivermos em sociedade.   E para quem quiser, aqui está o tal do ensaio peludinho.         Adriana Santos, 34, é jornalista de formação e...

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Autoestima em alta

abr 28

Autoestima em alta

Num guento mais essa história de “tenho baixa autoestima” ou “preciso aumentar minha autoestima”. Sério, vamos parar com essa putaria e cair na real? Com os padrões de beleza criados pela sociedade, com as cobranças da vida profissional e da pessoal, tirando a Fernanda Lima, nenhuma mulher estará satisfeita com quem ela realmente é, pois ela nunca será aquela mulher estereotipada pelas revistas, academias, canal OFF e Farm Rio.  Autoestima virou um mercado lucrativo… e é isso. Academias, fabricantes de Whey, clínicas de estética, cintas modeladoras, pós-graduações, cirurgiões plásticos, psicólogos e tantos outros estão lucrando com a autoestima alheia (e não há nada de errado nisso, afinal todos precisamos de $$$ para viver). Mas será que não está na hora de pararmos de ser tristes sem motivo e olhar pra dentro para valorizarmos o que realmente é a tal da autoestima? De acordo com a nossa querida Wikipedia autoestima é: “Em psicologia, autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003). A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo, “Eu sou competente/incompetente”, “Eu sou benquisto/malquisto”) e emoções autossignificantes associadas (por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo, assertividade/temeridade, confiança/cautela). Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular (por exemplo, “Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso”) ou de extensão global (por exemplo, “Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral”)”. Mas para as mulheres atualmente autoestima é: – Sou feia – Estou acima do peso – Essa gordura na minha lateral faz de mim uma pessoa odiável – Não tenho namorado porque sou pior do que as outras mulheres – Estou acima do peso – Estou acima do peso Ou seja, a autoestima só está associada a coisas negativas. E não tem que ser assim. Não pode ser assim. Em geral, não precisamos comprar nossa autoestima e como brinde levar um alisamento de cabelo. Nossa autoestima está carente de olharmos para dentro com carinho e para fora...

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Desapeguei…. e foi bom

abr 11

Desapeguei…. e foi bom

Sempre tive vontade de mudar o cabelo, mas nunca tive coragem…..até o último dia 08 de abril, Dia Mundial do Combate ao Câncer. Pelas redes sociais fiquei sabendo que estava acontecendo uma campanha de doação de cabelo para a confecção de perucas para crianças com câncer. E aí cortei o cabelo curto e doei. Essa história poderia ter apenas esse parágrafo, só que não.   Eu sempre tive cabelo comprido, liso e virgem (aham…virgem com quase 35 anos). Sempre fui “contra” químicas e mudanças radicais. Era extremamente apegada à minha cabeleira porque, modéstia à parte, era bonita. E quando a gente não acha que tem muita coisa bonita para mostrar, acabamos exibindo aquilo que vale a pena. É o meu caso. Lembro que uma vez, quando era adolescente, cortei meu cabelo chanel e escutei de uns meninos que eu tinha acabado com a única coisa bonita que eu tinha. Levei isso à ferro e fogo e mantive o cabelo marrom, liso e longo por muito tempo. Ainda bem que a vida é bela, que o tempo ensina e que as pessoas que hoje fazem parte da minha vida não acham que tenho apenas um cabelo bonito para exibir, pois elas me conhecem por dentro.  E é por isso que nesse momento escrevo esse texto com o cabelo curto, desfiadinho e loiro. E é por isso também que 20cm do meu cabelo já foram encaminhados para a ONG Cabelegria e em breve farão parte de uma linda peruca que ajudará uma menininha com câncer a se sentir MAIS linda ainda. Não foi fácil sentar na cadeira da cabelereira e mandar ver no corte. Na verdade, os próprios funcionários do salão ficaram me questionando como eu ia ter a coragem de cortar o cabelo, sendo que demora tanto para crescer e bla bla bla. Eu apenas disse: “faça um rabinho de cavalo e corte”. Quando a tesoura começou a fazer seu trabalho, eu juro que senti uma pontada no coração, seguida de uma paz que não sei como explicar. Enquanto a navalha fazia a festa nas minhas madeixas, eu estava num relaxamento profundo, sentindo uma energia maravilhosa percorrendo minha alma…e foi nessa hora, e apenas nessa hora, que chorei um choro...

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Eu não mereço ser estuprada

abr 04

Eu não mereço ser estuprada

Outro dia eu estava chegando em casa e estava rolando um funk na vizinhança. Meninas de 11,12 e 13 anos estavam cantando em alto e bom som umas belas pornografias e dançando loucamente até o chão como se não houvesse amanhã. Minha primeira reação, como boa cristã e preconceituosa, foi julgar as mães dessas meninas. Como elas deixavam as filhas escutarem e dançarem esse tipo de música? Depois, refleti melhor e me desculpei em silêncio. Afinal, porque os meninos podem bater uma bronha com essa mesma idade vendo um pornozinho ou uma revista de putaria e, enquanto isso, as meninas estão lendo historinhas sobre príncipes encantados? Sexo é sexo para meninos e meninas e nossa sociedade tem que deixar de ser machista e ensinar para ambos os gêneros o mesmo tipo de conteúdo. Então, pela minha linha de raciocínio, ao dançar funk as meninas estão aprendendo sobre sexo. E mais: nos bailes funk elas transam por livre e espontânea vontade, não são molestadas. Não estou aqui fazendo nenhum julgamento sobre a idade certa para transar, sobre religião, sobre amor, sobre métodos anticonceptivos nem nada disso. Estou apenas pensando cá com os meus botões que quanto mais se fala em sexo com naturalidade, mais consciência se tem sobre estupro. E é aqui que chego ao título desse post. Nas últimas semanas temos visto muitas mulheres (e homens…uhuuu) apoiando a campanha “Eu não mereço ser estuprada”, que foi lançada após a divulgação de uma pesquisa que mostra que mais de 60% dos entrevistados acreditam que uma mulher que se veste de maneira vulgar está “em busca” de um abuso sexual. E pasmem, a maioria que respondeu a pesquisa é composta por mulheres….aham, esses seres que têm vagina e correm o risco de serem estupradas, mas que não se incomodam em incentivar essa violência com esse tipo de julgamento. Uma sociedade com mais informação e menos machismo é o primeiro passo para mudarmos essa realidade. Falei muito disso no texto que publiquei sobre o Dia Mundial das Mulheres, aliás, a maior hipocrisia. E você, o que acha disso tudo? O Brasil é machista? As próprias mulheres são influenciadas pelo machismo? Conta pra gente, sem critérios.               Adriana...

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Mudar (não) é tão bom

mar 28

Mudar (não) é tão bom

É inevitável não deixar para trás muitas coisas e pessoas quando mudamos. Seja quando mudamos de casa, de emprego, de estilo de vida, de relacionamento, de pensamento ou de religião. Deixamos pra trás nossas pegadas, nossos momentos, nossos defeitos, nossas falhas, nossas conversas, nossos sonhos e nossa marca. Sim, porque todo mundo deixa sua marca por onde passa, seja para ou bem ou para o mal. Aliás, se for para passar despercebida, nem passe. Mas o que mais me dói em uma mudança, é que quando caminhamos numa direção diferente daquela que vínhamos seguindo, nós também somos deixados para trás. Somos substituídos (sim, todo mundo é substituível), outras pessoas assumem nossa antiga função, seja como namorada, nora, cunhada, analista de social media, voluntária de um abrigo, na aula de yoga ou em trocentos outros lugares. Por um lado, dou graças a Deus, pois ninguém tem que viver com um peso de ser essencial, já que isso tiraria nosso livre arbítrio de ir e vir, de ser a tal da metamorfose ambulante. Se não fôssemos substituídos, estaríamos condenados a viver eternamente na mesmice, presos a um lugar em que não queremos mais estar. E por outro lado, fico meio #chatiada. Acho que a grande sacada aqui é encontrar o meio termo. É ir sem abandonar, é entrar no novo sem deixar de fazer um carinho no velho. Mas, ao mesmo tempo, um novo namorado, sogra, emprego, trabalho voluntário e academia entram na nossa vida e nosso espaço no HD começa a ser preenchido.  Nesse momento, temos que deletar aquilo que realmente não nos pertence mais e manter só aquilo que conseguimos carregar desse ponto em diante. E sou péssima nisso! Embora eu tenha facilidade em fazer a limpa no meu guarda-roupa e doar até mesmo minha roupa preferida, não sei fazer isso com sentimentos e pessoas. Quero carregar todo mundo no meu mochilão e dar a volta ao mundo com todos nas minhas costas e coração. Só sei que sofro demais em qualquer processo de mudança. Não que eu não tenha curiosidade pelo novo, que eu não goste de desafios. Pelo contrário: eu amo a novidade! A questão é o desapego. Mas já aprendi a não pedir pra que Deus...

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Feliz Dia da Mulher…ZZZzzzzZZZzzzZzz

mar 08

Feliz Dia da Mulher…ZZZzzzzZZZzzzZzz

Me cansa essa história de Feliz Dia Internacional da Mulher, cheio de flores, poesia e mimimi. As pessoas romanceiam demais essa data sem se ater aos detalhes históricos que levaram a criação desse dia. E muitas vezes sem perceber que essa data infeliz só existe por causa do machismo. O que eu realmente desejo nesse dia é que as mães ensinem seus filhos a lavar a própria louça e roupa, que a dupla jornada seja uma obrigação do casal, que os homens que abandonam seus filhos sejam penalizados legalmente (mesmo), que os ambientes de trabalho sejam livre de machismo (hahahhahahahhahahahaha), que as mulheres possam decidir a roupa que querem usar sem serem julgadas, que os matchs do Tinder não interfiram na autoestima feminina e que os fiu-fius sejam calados. Também desejo que as mulheres sejam menos duras com elas mesmas, pois não há júri mais severo do que o feminino. Somos as primeiras a apontar os “defeitos” físicos e comportamentais das nossas semelhantes, sem lembrar que ao fazermos isso, já estamos condenando a nossa própria geração e a das nossas filhas e netas. Que o sexo feminino tem prazer no sexo, sem trocar a sensibilidade dos seios por um par de silicones. Quanta ignorância ainda nos resta… Não esqueço também de parabenizar os homens que já sabem ser pais e mães, donos de lar, que realmente conseguem enxergar a mulher que está ao seu lado, que não traem quando a esposa engorda com um papinho de “instinto”, etc. E vamos combinar uma coisa, nem toda mulher é cheirosa, generosa, amável e louvável como dizem os posts no Facebook. Acordem! Adriana Santos, 34, é jornalista de formação e fofoqueira de coração. Leonina com muito orgulho e cheia de clichês óbvios, acredita no amor, não só o de homem e mulher, mas o amor que faz o mundo continuar...

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E o que é o sucesso, afinal?

fev 24

E o que é o sucesso, afinal?

Segunda-feira passada acordei  e tive tempo de bisbilhotar a vida alheia. Todos estavam postando em seus Facebooks sobre o trânsito de São Paulo. Menos eu,  que estava com piriri e meu trajeto se resumia a quarto X banheiro.  Pelo que pude ler, Sampa estava com mais de 300km de trânsito e todos estavam em busca da sobrevivência.  De acordo com as estatísticas facebuquianas, a média de tempo para os meus amigos chegarem ao trabalho foi de 1h30 (sem contar a volta).  Alguns apreensivos, com medo de serem assaltados, outros com saudades dos filhos pequenos que deixaram na escolinha e que quando voltarem do trabalho, já estarão dormindo. E aqui estou falando só da luta diária para chegar ao trabalho, sem nem mencionar o próprio em si. E eu fico só pensando se isso tudo realmente é necessário….ou se nos autoenganamos e, como bons cristãos, acreditamos que temos que nos foder diariamente para que as conquistas se façam valer a pena. E essa pergunta fica muito mais forte para mim, que estou prestes a atingir os 35 anos, sem ter alcançado as metas que fariam de mim uma pessoa de sucesso (leia-se aqui: ter feito mestrado no exterior, comprado meu próprio apartamento, ter me casado e tido filhos).  E o que é o sucesso, afinal?  Será que o sucesso não é dizer NÃO a tudo que esse mundo consumista nos impõe e vivermos com menos bens materiais e mais abraços apertados?  Será que trabalhar em São Paulo é o único modo de prosperar financeiramente….ou será que aqui mais gastamos do que ganhamos?  Será que o sucesso não é uma armadilha que o ego criou para nos escravizar (uiiiiiiiiiii)? Estou começando a acreditar piamente nesse último questionamento. Onde o amor e as melhores lembranças estão sendo construídas?  No iPhone? Pára o mundo que eu quero descer. Não quero que o sucesso custe a nossa vida, a simplicidade, os melhores momentos. Talvez o sucesso seja cozinhar para a família sem reclamar que vai estragar a unha. Ou passar o Natal com quem amamos sem mimimi. Ficar uma tarde toda rodeada de crianças e enxergar o sucesso na criação do nosso Pai Maior. Chega uma hora na vida que temos que rever nossas...

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A (des)obrigação de ser magra

fev 06

A (des)obrigação de ser magra

Cada vez mais eu sinto na pele (nesse caso nas gorduras) a cobrança externa pela minha magreza interna.  No último final de semana fui visitar minha vozinha na praia. Ela, no alto de sua bengala e dos 85 anos, me deu uma bela comida de rabo porque estou acima do peso. A Dona Albina é uma das pessoas mais vaidosas que eu conheço e lembro que há alguns anos ela passou por uma cirurgia e, embora quase tenha ido pro saco, ficou feliz pois a barriga diminui. Aliás, no começo de 2013 passei por uns perrengues de saúde e emagreci uns 10 kilos (já recuperei todos e mais alguns) e o comentário que mais escutei foi: nossa, mas pelo menos você emagreceu. PORRA, eu mal pra cacete e as pessoas preocupadas com a minha estética??? Sei lá, essa obrigação de ser magra tem me incomodado muito, não pelo fato de eu não ser, mas por saber que muitos sofrem calados com isso. Quantas vezes eu vou pra praia e nem curto direito porque tem umas gostosas de biquíni esfregando na minha cara que sou uma “loser”.  Sim, estar acima do peso atualmente é um crime, coisa de gente preguiçosa, que não se esforça e, mesmo sem querer, acabamos todos contaminados. Quantas vezes você (ou eu) já deu parabéns para um amigo/familiar por ele ter ficado 1 mês sem falar mal de ninguém? Ou por essa pessoa ter se dedicado a um cachorro de rua? De verdade, eu acho que nunca. Mas com certeza você já bateu palmas e recitou poemas para alguém que emagreceu 3 kilos nesse mesmo período. Não estou desprezando quem se dedica ao peso, pelo contrário, acho um esforço enorme manter-se em forma. O que me questiono é porque valorizamos tanto isso, muitas vezes sem focar na saúde (aqui sim sou 100% a favor de cuidados) ao invés de apreciarmos o ser humano em sua plena existência, em sua totalidade? São tantas lutas internas e externas que travamos todos os dias, que deveríamos ser mais doces e suaves com nossa carcaça, com o corpo que abriga nosso espírito por um tempo limitado. Adriana Santos, 34, é jornalista de formação e fofoqueira de coração. Leonina com muito...

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O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

jan 20

O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

A gente (eu) tem mania de ficar na janela, comparando a nossa grama com a do vizinho. Fazemos isso em todas as janelas da vida: da família, do coração, do trabalho, da saúde e (sem dúvida) a da aparência. E o pior é que no “celular nosso de cada dia” essas janelas praticamente se jogam nas nossas caras dezenas ou até centenas de vezes ao dia. A família do fulano sempre está mais unida, o corpo da beltrana deixa qualquer mulher de pau duro, a viagem do cicrano é a dos NOSSOS sonhos. Tudo e todos parecem melhores e mais felizes do que nós mesmos na vida real e, sem dúvida, na virtual. Então é o seguinte: antes de começar a cortar os pulsos com as facas Ginsu 2000, verifique se a grama do vizinho não é mais verde simplesmente porque é artificial. Sim, as gramas sintéticas enganam bem, mas não nascem e morrem, não vivem suas diferentes estações, não são aparadas pelos seus donos…são simplesmente pedaços de plástico cumprindo uma função estética (e quantas pessoas não se resumem a isso hoje???). Logo, se a grama do seu vizinho for desse tipo, sua leitura acaba aqui. Feche a janela e seja feliz. Mas, se você confirmar que a grama do vizinho é REALMENTE MAIS VERDE, escancare ainda mais a sua janela e encare a única realidade da vida: nenhuma grama é igual a outra. E que graça teria se todas tivessem a mesma cor? Aprenda mais sobre os 50 tons de verde e cuide para que a sua própria grama fique exatamente na cor que agrada a sua alma. E lembre-se: gramas naturais vivem intensamente as 4 estações do ano. Em momentos estão secas, amareladas e sem vida, para em pouco tempo tornarem-se absurdamente verdes. Óhhhh, isso é a vida. Altos e baixos; ganhos e perdas; ossos e gorduras; risos e lágrimas. Enfim, compare menos e viva mais, aprecie mais a sua grama (porque ela nasceu para ser só sua e de mais ninguém), passe mais tempo em contato com ela e descubra o porquê ela é tão especial e, provavelmente, mata os vizinhos de inveja, mesmo que você não veja muita graça nela. E para finalizar, só mais...

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