A última das solteiras

jul 24

A última das solteiras

Aos 30 anos, eu oficializo: fiquei para titia. É triste, mas é real. Relacionamentos amorosos não são para mim. Aceitei. Vou resumir minha vida amorosa aqui para vocês: não namoro sério desde o meu primeiro namorado (o que faz uns 12 anos; fiquei presa num não relacionamento doentio por quase 10 anos da minha vida; me forcei a gostar de alguém só porque ele tinha gostado sempre de mim e magoei a ele e a mim, um desastre completo; morei na Itália e me interessei justamente por um brasileiro que só queria se divertir (e foi divertido, mas só); tive uma paixonite aguda por outro alguém que me considera uma boa amiga; e… Bom, é basicamente isso. Agora que todo mundo já está familiarizado com essa comédia pronta, tenho que confessar uma coisa: nunca pensei como seria quando eu fosse a última solteira das amigas. E quer saber? Não está sendo nada legal. Não me levem a mal: eu devo ser a pessoa que mais vibra e torce para os relacionamentos delas darem certo e que elas sejam felizes para sempre. Sou parceira, ouço as histórias, encorajo os encontros, não deixo desistirem nas pequenas adversidades, consolo, abraço, sorrio… Vivo os amores delas como se fossem meus, porque amo elas de verdade e quero a felicidade plena, sem dor de cotovelo. Mas os amores delas não são meus. E, ao mesmo tempo que me faz feliz ver o sorriso no rosto de cada uma ao estarem com alguém, me dá uma perto no coração ter que se compreensiva quando não tenho a companhia delas no sábado à noite. Elas eram minhas parceiras, sabe? Fosse para a balada, pro cinema, pro bar, pro restaurante…. fosse para onde fosse, elas não vão mais comigo. E isso parte o meu coração. Porque é natural, eu sei. É a vida, eu sei. Mas é triste. Não, não acho que elas tenham que trocar a companhia deles para ficar comigo. Mas me sinto excluída do clube dos dates. Estou sozinha no clube dos solteiros. Estar sozinha me obriga a pensar em várias coisas que sempre ficaram lá, guardadas e escondidas por anos, e que agora vem à tona e não são legais. Na boa? É...

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Não parece, mas também sinto medo

out 13

Não parece, mas também sinto medo

Meus pais me criaram para enfrentar o mundo de frente e de cabeça erguida. E acredito que eles fizeram um bom trabalho. Acho engraçado quando alguma amiga diz que tem pavor de viajar de avião; ou de dirigir na estrada e à noite; ou que não vai ao cinema e viaja sozinha; ou que não fica na própria casa se não tiver companhia… A vida inteira eu encarei todas essas coisas: faço o que precisa ser feito e o que desejo fazer. Venho de uma família de muitas mulheres, todas elas grandes guerreiras e vencedoras. Então, no fundo, acho que aprendi que não há nada que não possa ser feito, desde que eu queira. E, especialmente, não há nada que um homem faça que eu não possa fazer. Porém, isso tem um preço. Porque, muitas vezes, passo a imagem de que não preciso de ninguém e que eu mesma me basto. Estou solteira há muitos anos e tenho associado um fato ao outro. Na verdade, aprendi a engolir os meus medos. Estou sempre pronta para enfrentar toda e qualquer situação, por mais dura que seja, e deixei que as pessoas se acostumassem com essa minha posição de mulher forte e dura na queda a tal ponto que acabei esquecendo de cuidar de mim e deixar florescer o meu lado afetivo. Tenho muito orgulho da mulher que me tornei e acho que tenho amadurecido muito, especialmente no último ano. Mas sinto que preciso baixar a guarda para o amor entrar na minha vida, porque não tenho medo de encarar o mundo, mas tenho tanto pavor de me envolver emocionalmente com alguém, que prefiro não arriscar. É o paradoxo da minha vida. Outro dia, assistindo ‘How I Met Your Mother‘, me identifiquei muito com a Robin. O Ted diz a ela: “Você não se faz necessária.” Por mais que pareça cruel, é real. A Robin resolve tudo, paga a conta do jantar, não precisa que a busquem em casa para sair, não espera que abram a porta do carro, vive para o trabalho e acha que pode cuidar o tempo todo de tudo e todos. Mas esquece de se deixar ser cuidada pelos outros, sejam amigos ou amantes. Sou dessas.  ...

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Uma vesícula, 11 pedras e kilos de peso nos ombros a menos

out 08

Uma vesícula, 11 pedras e kilos de peso nos ombros a menos

Tirar a vesícula tem seu lado bom…o de ter tempo para pensar durante a recuperação da cirurgia (ah, e também espero que menos dores e enjoos). Essa foi a minha conclusão após a cirurgia que fiz no dia 26/09. Graças a Deus tudo correu bem e a recuperação tem sido melhor do que eu esperava. Foram no total 10 dias de repouso e serão 45 dias sem fazer esforço físico. Fiquei 10 dias em casa, de boa na lagoa, aproveitando para cuidar do meu filho-cão Rudá, que estava com bronqueolíte e não saiu do meu lado o tempo todo. Meu namorado ficou morando em casa para cuidar de mim, já que minha família mora no interiorrrrr. Mas enquanto ele estava no trabalho me vi sozinha, sem poder fazer quase nada e me perguntava: cadê todo mundo que vinha nas festas que eu dava? Cadê aquelas pessoas que curtiram meu status no Facebook? Será que elas não sabem que aquilo lá é o mundo virtual e que as pessoas precisam de pessoas reais. Não que eu quisesse todo mundo no meu quarto, me vendo de cabelo oleoso e pijama zuado, até porque eu amo minha solidão, mas sei lá, me magoei um pouco, achei que as pessoas estão muito frias. Eu sei que as que realmente não podiam ir me ver, se preocuparam à distância, me ligaram ou mandaram mensagens todos os dias…e sou muito grata por isso <3. Minha grande amiga Tia Deise fez sopinha e foi me visitar diariamente, a sempre prestativa Tateana dava seus gritinhos para ver se eu estava bem e a sogra me encheu de frutinhas saudáveis….e isso ajudou na minha recuperação, sem dúvida nenhuma. Mas, como minha Sindrome de Culpa Crônica nunca me abandona, refleti que estou colhendo o que plantei. Em geral, visito meus amigos e familiares muito menos (ou quase nada) do que gostaria, em partes pela correria do dia dia, pelos compromissos no final de semana e por preguiça. Mas, ao mesmo tempo, me senti aliviada, pois estamos todos (ou quase todos) no mesmo barco. Além de 11 pedras e uma vesícula, tirei um enorme peso dos meus ombros ao perceber que eu não sou a única “ocupada” nessa vida e...

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O vai e vem das amizades

set 26

O vai e vem das amizades

Outro dia estava conversando sobre os amigos que vêm e vão da nossa vida. Isso é uma coisa que sempre me intriga. Durante um tempo eles são as pessoas mais importantes do mundo. As primeiras a saberem sobre tudo que acontece com a gente, as convidadas VIPs de todos nossos eventos, aquelas com quem temos mais intimidade, com quem rimos e choramos com mais frequência. Criamos piadas internas, nos entendemos só com um olhar, gostamos das mesmas pessoas, odiamos os mesmos idiotas… De repente, por alguma ação do destino, seja o fim do colégio, faculdade ou pós; mudança de emprego; uma viagem; um princípio ou término de namoro; quem sabe até uma discussão boba, aquela pessoa deixa de ser parte integrante do seu dia a dia e, consequentemente, perde o status de onipresença, onisciência e onipotência que ela e Deus exerciam na sua vida. Isso é tão esquisito, mas, ao mesmo tempo, tão comum que me ouso a dizer aqui que desconheço uma pessoa sequer que não tenha passado por uma situação semelhante. Aquele seu amigo não perde a importância. Você não deixa de sentir carinho ou saudade dele. No entanto, ele fica ali, guardadinho na memória, com as boas lembranças, e apenas isso. Tem certas pessoas (como eu talvez, quem sabe?) que sentem uma certa dificuldade, ou têm preguiça mesmo, de procurar os outros, o famoso ir atrás. Mesmo que você já saiba que o retorno e a recepção serão os melhores possíveis, existe algo que te diz: ah, deixa pra lá. E é isso que você faz. Vai deixando pra lá até que toda aquela intimidade que existia antes seja repassada para outra pessoa. Dizem que ninguém é insubstituível. Eu não concordo. Essa Fernanda aqui é única. Agora, o papel que eu tenho na vida de alguém, esse sim pode e será ocupado por outra pessoa dependendo da importância que eu der a essa amizade. E convenhamos que faz sentido né? Mas, eu fico me perguntando, quantas amizades verdadeiras e especiais a gente não deixa pra trás por coisas tão bobas? Quantas risadas, viagens, conversas poderiam ser compartilhadas se a gente evitasse deixar pra lá na hora de procurar um antigo amigo? A gente não sabe o...

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Fui bloqueada no Facebook…e isso foi libertador

jul 30

Fui bloqueada no Facebook…e isso foi libertador

Não sei você, mas eu fui criada pra ser aceita por todos e não magoar ninguém. Pelo menos foi essa a interpretação que dei à minha criação, cheia de amor e respeito. E não é que há uns meses uma pessoa próxima me bloqueou no Facebook e eu sobrevivi? Na verdade, foi libertador. Gente, não é fácil viver tendo que agradar a tudo e a todos. E é tão bom você se reconhecer imperfeita às vezes. Eu ainda não sei o motivo pelo qual fui bloqueada, mas uma das minhas certezas é a de que essa pessoa não me queria mais na vida dela….e tudo bem. Somos humanos, erramos, tentamos acertar, agradamos, irritamos e não somos insubstituíveis. E essa é a tal da vida (e digo que não é nada fácil uma leonina admitir isso). Fato é que só comecei a dar conta disso agora que estou mais madura (velha). Os 35 anos trazem peitos mais flácidos, mangas para cobrir os braços não torneados, uns buraquinhos no bumbum, mas, principalmente, tanta coisa boa que essas pequenezas nada mais são do que ensinamentos sobre o desapego.     Of course my horse que fico chateada cada vez que vejo um antigo amigo virando um mero conhecido, mas uma coisa que jamais podemos obrigar é alguém a nos manter no coração. Tem gente que tem o coração grande e consegue enfiar todo mundo lá dentro, mas tem quem precise tirar alguns para colocar outros.  E, muitas vezes, eu não estou fazendo minha parte, seja por falta de tempo, de afinidade ou até mesmo de vontade. Deixo os que amo livres para me amarem…se quiserem, apenas se quiserem. Adriana Santos, 35, é jornalista de formação e fofoqueira de coração. Leonina com muito orgulho e cheia de clichês óbvios, acredita no amor, não só o de homem e mulher, mas o amor que faz o mundo continuar...

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Que todas as mortes sejam felizes

abr 25

Que todas as mortes sejam felizes

Nós não estamos preparados para a morte. Por mais espiritualizados ou racionais que sejamos, nós – seres humanos feitos de carne, osso e coração – não estamos preparados para a morte. Sim, entendemos que alguém que já viveu 95 anos já mais que cumpriu sua missão em vida. Sim, sabemos que quando o câncer está consumindo alguém, é melhor que esse alguém descanse em paz e pare de sofrer.   Compreendemos tudo isso, mas ainda assim, não estamos preparados para a morte. Não importa a crença ou religião: respeitamos, oramos, aceitamos o fim. Continuamos a viver e conseguimos, até, ser felizes. Mas nós estamos preparados para acordar, estudar, trabalhar, transar, casar, sorrir, sentir prazer, chorar e, até mesmo, sofrer. Mas não, definitivamente, não estamos preparados para a morte. Nós sabemos lidar é com a vida, isso sim! É mais fácil, é suave e sabemos que sempre podemos fazer algo de diferente para melhorá-la. Afinal, temos a certeza de que sempre haverá um amanhã. Por mais desprendidos que sejamos, somos materialistas. Ah sim, somos! Queremos guardar todo aquele amor com a gente, para sempre. E por o amor ser abstrato, precisamos da prova físico para provar que ele é real, que existe e nos faz vivos. Guardamos, aliás, essa prova em forma de corpo em uma caixa, debaixo da terra, só para termos a certeza de que aquele amor estará sempre ali para nós. Porque saber apenas em nossos corações já não nos é suficiente. Como mensurar e apaziguar a dor de ter que enterrar um pai, uma mãe, um marido, uma esposa, um filho, um irmão, um amigo? Como é que fica, quem fica? Somos egoístas. Queremos aquele abraço quente, o beijo doce e o sorriso carinhoso todos os dias, sem exceções. Acreditamos que podemos acabar com as doenças, ultrapassar as barreiras da idade e vencer as grandes tragédias. Somos otimistas incansáveis de que viveremos, juntos, para sempre. Só que o ‘para sempre’, sempre acaba. E então ficam as lembranças, os sentimentos, as histórias. Mas a verdade é que não sabemos viver com a presença da ausência. Não, nós não estamos preparados para a morte. Porque é ela quem nos lembra de que esquecemos de viver. E é seu gosto...

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Mudar (não) é tão bom

mar 28

Mudar (não) é tão bom

É inevitável não deixar para trás muitas coisas e pessoas quando mudamos. Seja quando mudamos de casa, de emprego, de estilo de vida, de relacionamento, de pensamento ou de religião. Deixamos pra trás nossas pegadas, nossos momentos, nossos defeitos, nossas falhas, nossas conversas, nossos sonhos e nossa marca. Sim, porque todo mundo deixa sua marca por onde passa, seja para ou bem ou para o mal. Aliás, se for para passar despercebida, nem passe. Mas o que mais me dói em uma mudança, é que quando caminhamos numa direção diferente daquela que vínhamos seguindo, nós também somos deixados para trás. Somos substituídos (sim, todo mundo é substituível), outras pessoas assumem nossa antiga função, seja como namorada, nora, cunhada, analista de social media, voluntária de um abrigo, na aula de yoga ou em trocentos outros lugares. Por um lado, dou graças a Deus, pois ninguém tem que viver com um peso de ser essencial, já que isso tiraria nosso livre arbítrio de ir e vir, de ser a tal da metamorfose ambulante. Se não fôssemos substituídos, estaríamos condenados a viver eternamente na mesmice, presos a um lugar em que não queremos mais estar. E por outro lado, fico meio #chatiada. Acho que a grande sacada aqui é encontrar o meio termo. É ir sem abandonar, é entrar no novo sem deixar de fazer um carinho no velho. Mas, ao mesmo tempo, um novo namorado, sogra, emprego, trabalho voluntário e academia entram na nossa vida e nosso espaço no HD começa a ser preenchido.  Nesse momento, temos que deletar aquilo que realmente não nos pertence mais e manter só aquilo que conseguimos carregar desse ponto em diante. E sou péssima nisso! Embora eu tenha facilidade em fazer a limpa no meu guarda-roupa e doar até mesmo minha roupa preferida, não sei fazer isso com sentimentos e pessoas. Quero carregar todo mundo no meu mochilão e dar a volta ao mundo com todos nas minhas costas e coração. Só sei que sofro demais em qualquer processo de mudança. Não que eu não tenha curiosidade pelo novo, que eu não goste de desafios. Pelo contrário: eu amo a novidade! A questão é o desapego. Mas já aprendi a não pedir pra que Deus...

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Ela é toda toda

mar 21

Ela é toda toda

Há um ano saí da cansativa aula de pós-graduação e levei a Fernanda, minha então colega de classe, para casa. Era aniversário dela e, ao contrário de mim, ela não estava nem aí para a data. Insisti para que, nesse dia especial, ela não fosse embora de metrô e acabamos, nós duas, sentadas na mesa de um bar. Pedimos suco. Eu porque estava dirigindo; ela porque não estava no clima do álcool (sério: QUEM não está afim de uma cervejinha ao menos no dia do niver?!) Confesso que me senti numa cena de Malhação, sentada no já falecido Gigabyte e curtindo um suco natural com a galera. Mas era só uma singela maneira de não deixar a data passar em branco. Lembro bem desse dia porque foi justamente quando, sei lá porque já que nem éramos tão próximas, contei a ela sobre todo o meu drama amoroso. Ela, que ouvia a história pela primeira vez, afirmou categoricamente (como sempre faz, aliás): “Você ainda gosta dele”. Eu neguei. Poucos meses depois, eu e ele voltamos. É. Acho que foi quando descobri que ela já me conhecia melhor do que eu imaginava. Senti, então, que temos mesmo uma ligação, dessas que não dá para explicar. Descobri com o tempo que temos muitas afinidades. E ela se mostrou mais que uma amiga: foi minha parceira nas maiores roubadas e não me deixou na mão nem por um minuto. Ela é daquelas que compra sua briga, odeia quem te odeia e ama quem cuida de você. Ela fala as verdades na cara e tem o sorriso mais reconfortante do universo. Mas há um ano, a Fernanda não era ela. Não era loira, não ia para a balada todos os fins de semana e, provavelmente, ninguém no mundo dormia tanto quanto ela. Há um ano, ela passou o Carnaval sozinha e chorando em casa; e não era muito sociável: almoçava sozinha lendo livros no parque. Há um ano, ela não sorria com alegria e também não era sete quilos mais magra. Mas ela aprendeu a ser ela. A se valorizar, a se orgulhar de si mesma, a paquerar, a perder a linha na balada, com o dedinho na boca e descer até o chão curtindo...

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As pessoas – as que importam – ficam

mar 14

As pessoas – as que importam – ficam

Não somos amigas de infância. Não conhecemos nossas famílias, não frequentamos nossas casas, não saímos juntas todos os finais de semana. Não estávamos presentes nas vidas umas das outras desde sempre, mas eu não sei porquê, sei que agora é para sempre. Eu, Fernanda e Adriana criamos uma conexão que os poucos meses de convivência se tornaram uma vida de intimidade. A nossa ligação é tão profunda que somos capazes de nos sentir à distância. Em pouco menos de um ano, nós três nos unimos sem querer e aprendemos a nos confiar os nossos segredos mais íntimos, sem medo de ouvir a verdade. Entendemos que, com base no respeito e admiração que sentimos umas pelas outras, as nossas vidas eram Sem Critérios. Não tivemos medo de nos arriscar nessas novas amizades desconhecidas e nos confiamos nossos segredos mais sórdidos (não faça essa cara de espanto, caro leitor: todos temos segredinhos!!) Mas esse post é especial. Não é só para ficar falando o quanto nós três somos incríveis juntas AND separadas (SIM, nós somos, é #nossojeitinho =P), mas é para destacar que, embora essa amizade tenha surgido justamente pela convivência diária no trabalho, não é o fato de que isso não vai mais acontecer, que algo irá mudar em relação aquilo que construímos. Quando saí do meu primeiro emprego, uma amiga muito querida e uma profissional que sempre admirei muito me disse uma frase que nunca esqueci: “Não se preocupe, Talita: as pessoas – as que importam – ficam”. Essa amiga ficou. Elá é esposa do meu atual chefe e isso mostrou, mais uma vez, que o mundo é mesmo redondo. Hoje peço licença poética para usar a mesma frase para nossa querida Adriana, que está em busca de novos desafios profissionais. E que, muito embora não vá desfrutar do prazer da nossa convivência diária, está nos enchendo de orgulho por aceitar essa nova oportunidade que a vida está lhe dando, sem medo (mentira, ela tá se borrando de medo, vocês precisam ver!) de ser feliz. Quando a Dri começou a trabalhar conosco, fiquei impressionada com a capacidade dela de conquistar todas as equipes dos departamentos. Responsável, dedicada, inteligente e divertida, ela foi roubando um pouquinho do coração de cada...

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Alegria alheia não incomoda

fev 21

Alegria alheia não incomoda

Se tem uma coisa que me faz feliz, é ver quem amo feliz. Podem achar que estou querendo ser politicamente correta e que na vida real isso não é verdade. Mas se meus amigos e familiares não estão felizes, eu não me sinto completa. E hoje quero pedir licença para falar de dois casos em especial. Primeiro, de um casal de amigos que nasceram um para o outro. Mesmo quando éramos todos apenas bons amigos, eu sempre soube que eles ficariam juntos e viveriam felizes para sempre. Quando começaram a namorar, lembro de sentir uma felicidade imensa, porque são duas pessoas de quem gosto muito e que se gostam demais. Recentemente, eles realizaram o sonho da casa própria e foram morar juntos. “Ah, mas não vão casar?”. Vão, é claro. Mas uma felicidade de cada vez. E agora é a hora de todos nós comemorarmos com eles esse momento que, por ser especial para eles, é especial para nós. De alguma maneira, é um pouco nosso novo lar também, onde somos muito bem-vindos para nos reunirmos para beber, ver jogos, falar bobagem, dar risadas e compartilhar a alegria de sermos grandes amigos. Não muito distante dali, um outro casal de amigos casou-se há poucas semanas. Esse é o segundo caso. Nós todos curtimos cada minuto dos preparativos dessa festa. Compartilhamos as escolhas do vestido, as despedidas de solteiro, as semanas, horas e minutos antes. Ficamos amigos entre os padrinhos e nos tornamos uma turma só, todos juntos pela felicidade desse novo casal, que embora já namorasse há oito anos, transformou tudo em quase novo. A festa foi um show à parte. Talvez porque eles tenham sido os primeiros da turma a se casarem, talvez porque nós todos entendemos o quão importante para eles foi esse dia. Estávamos todos felizes. Primeiro chorando de emoção. Depois, sorrindo, bebendo, dançando. Foi um dia mágico. Quando me  questionam se sinto certa inveja ou se fico chateada ao ver minhas amigas e amigos casando enquanto eu ainda estou solteira, a resposta é clara: Eu me sinto FELIZ! 🙂 E é exatamente assim que me sinto ao ver meus amigos conquistando sucesso profissional, fazendo aquela viagem que sempre quiseram, se apaixonando, realizando sonhos e crescendo na...

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