Você prefere ser feliz ou ter razão?

set 02

Você prefere ser feliz ou ter razão?

Eu não sou de levar desaforo para casa. E, ao contrário do que pode parecer, não considero isso uma virtude. Em diversos momentos, penso que talvez eu devesse ter simplesmente deixado para lá e Seguido com a vida tranquila, sem o estresse de uma resposta mal dada, que gerou uma discussão mal resolvida, que acabou em mágoa, rancor, raiva e uma série de sentimentos negativos dos quais ninguém precisa. De uns tempos para cá, tenho tentado melhorar isso em mim, porque tenho percebido que, às vezes, vale a pena deixar o seu chefe chamar você de burra na frente da equipe inteira; ou desistir de tentar fazer aquele seu rolo infinito entender que vocês precisam assumir a relação. Em muitas ocasiões, é melhor fazer vistas grossas para sua irmã que, outra vez, está usando uma roupa sua sem te pedir emprestada; ou ignorar o fato de que sua amiga está acabando com a vida dela porque não toma atitude alguma para melhorar. Não adianta querer consertar o mundo desse jeito. Tem que fazer o que dá para ser feito, sem estragar a sua felicidade. Porque tentar convencer o mundo de que você está certa e todo o resto não, vai desgastar sua saúde física, mental e, principalmente, emocional. E a sua infelicidade não vai ajudar em nada a melhorar o mundo. Um dias desses eu estava brigando com meu ex, só para variar um pouco. E, de repente, percebi que ele nunca iria entender o meu ponto de vista, pelo simples fato de que isso não lhe era conveniente. E quando tive esse ‘click’, simplesmente parei de brigar, concordei com ele e fim. Se eu estava certa? Sim, eu estava. Sei disso e, no fundo, ele também. Mas não posso mais tentar convencer ele ou qualquer pessoa de que estou certa sobre isso ou aquilo, mesmo que seja sobre 2 + 2 ser igual a 4. Há diversas pessoas que não estão dispostas a compreender o seu lado da história. Como jornalista e libriana, é difícil entender quem não entende. Mas ainda assim, é preciso respeitar as pessoas. Então, chega uma hora que você deve se perguntar: você quer ser feliz ou ter razão?   E sinto em ser a portadora desta...

Read More

Doar, doar e doar

ago 25

Doar, doar e doar

Este ano não está sendo fácil. Acho que já fui em mais enterros em 2014 do que ao longo dos meus quase 30. Fui demitida depois de ser humilhada profissionalmente. Descobri que o cara que eu gosto está namorando uma menina que eu detesto. Engordei 10 Kg em sete meses. Vou poupar vocês, diminuir o drama e não vou incluir as tragédias coletivas que o mundo está sofrendo. E olha que ainda estamos em agosto. Mas em meio a tantas coisas ruins, algo em mim me move ao encontro das coisas boas. Porque acredito muito que a vida gira em ciclos. Então, lá no fundo, sei que se eu não estou nos meus melhores momentos, em breve isso tudo vai se inverter novamente. O que significa que não tenho desculpas para ficar só chorando e me lamentando. A vida continua, um dia após o outro. E por isso mesmo que todo esse sofrimento de 2014 foi a força que eu precisava para me encorajar a fazer uma série de coisas bacanas. Afinal, não podemos só fazer o bem quando estamos necessitados ou desesperados. Por exemplo. Em maio, doei sangue. Eu sou doadora há alguns anos do Hospital A.C. Camargo e faço isso porque entendo a importância de doar. E embora nunca tenha precisado usar do banco, continuo doando. Porque alguém sempre precisa. Em abril, doei cabelo. Foram 20cm de um lindo cabelo loiro (não, não tenho a menor modéstia em assumir isso hehe), inspirada na atitude da Adriana (vale reler o post dela aqui). Não me lembro da última vez que cortei tanto assim de cabelo, mas também não me lembro da última vez que um corte fez com que eu me sentisse tão tranquila, tão leve e tão realizada. A doação foi para a ONG Cabelegria, que faz perucas para crianças carentes com câncer. Cabelos crescem. E crescem rápido! Posso garantir que, passados apenas cinco meses, já está até na hora de cortar de novo. Eu doo roupas sempre. Aliás, eu doo roupas com a mesma frequência e animação com que viajo. Para cada mala que faço, é uma outra mala de desapego de roupas, sapatos e acessórios que não servem ou que nunca mais vou usar. Toda vez que faço isso, libero espaço para...

Read More

Diário da dieta: primeiro mês

ago 20

Diário da dieta: primeiro mês

No dia 14 de julho, contei para vocês que tinha engordado 10 Kg em sete meses e assumi o compromisso público de vir aqui, todo mês, contar para vocês como está a minha dieta. Bom, eu não tenho me esforçado muito, confesso. Mas nas últimas duas semanas, aproveitando a oportunidade de estar em casa, voltei a fazer minhas caminhadas na esteira (ainda só três vezes na semana).   Além disso, estou me aproveitando da cozinheira maravilhosa que minha mãe é para investir na alimentação saudável AND gostosa! O resultado é que estou 2kg mais magra! Pode não parecer muito, mas acreditem: é sacrificante! A vida sedentária e recheada de chocolate é muito mais gostosa. Então, ter que abrir mão disso, não é fácil. Portanto, me sinto vitoriosa. E, acima de tudo, estou orgulhosa de mim mesma. Tudo precisa de um começo e esses míseros DOIS quilos, é o meu começo. Até o mês que vem!   Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!   Leia mais do que Talita escreveu Porque vale a pena enfrentar a fila e visitar a exposição do Castelo Rá-Tim-bum  10 coisas para se fazer no tempo livre Roma: amor de trás para...

Read More

10 coisas para se fazer no tempo livre

ago 11

10 coisas para se fazer no tempo livre

Faz uma semana que não estou mais trabalhando. E a primeira reação ao desemprego é o desespero: o que vou fazer da minha vida agora? Bom, eu vivo em uma situação confortável sob o ponto de vista que não sou casada, não tenho filhos, moro com meus pais… Então, resolvi não me desesperar e fazer uma série de coisas que sempre deixo para depois com a velha e boa desculpa de que ‘não tenho tempo’. Bom, acho que isso não é mais problema, né? Então, que tal tomar vergonha na cara, parar com o autoengano, dar um fim naquele #mimimi que a gente adora e cuidar da vida? Parece uma boa, né? Mas como fazer isso? Bom, aqui vão algumas dicas:     1) Marque aqueles encontros que você nunca tem tempo para marcar É isso mesmo: essa é a hora de fazer contatos: nada de ficar recluso no mundo. Levante a bunda do sofá Aproveite as manhãs e tardes livres para tomar um café ou almoçar na companhia daquele amigo que você nunca encontra, ou com aquele conhecido que você gosta mas nunca tem a oportunidade de rever.   2) Cuide de você Não é porque você não precisa mais bater cartão todos os dias e frequentar reuniões chatas e intermináveis que você pode se dar ao luxo de ficar largado, sem tomar banho, sem fazer as unhas, sem fazer a barba. Este é um momento importante para cuidar de si mesmo, por isso, não abandone sua aparência. Afinal, para que as coisas boas aconteçam com você, é importante que você esteja bem e feliz consigo mesmo. Portanto, volte ao regime, frequente o salão de belezas, faça massagens, invista no seu bem-estar. Ame-se. Cuide-se!   3) Arrume as gavetas, limpe a casa e organize os armários Não adianta querer arrumar a vida se não conseguimos arrumar nem o nosso quarto. Aproveite esse momento de reciclagem e coloque suas coisas pessoais em ordem: limpe as gavetas, jogue as coisas inúteis fora, doe as roupas velhas ou que não servem mais. Não perca tempo com o que não agrega mais valor real a sua vida.   4) Pratique esportes Aparentemente, a velha desculpa de ‘não tenho tempo’ não cola mais,...

Read More

Os meus 100 dias felizes

maio 22

Os meus 100 dias felizes

No dia 08 de fevereiro de 2014, influenciada pela boa energia de uma grande amiga, resolvi aceitar o desafio dos 100 Dias Felizes. Para quem não conhece, o projeto lança o desafio de fazer você encontrar 100 dias felizes na sua vida. O ideal é que sejam 100 felizes dias na sequência: um depois do outro, sem pular.   Para participar, é simples: basta fazer sua inscrição no site www.100happydays.com, anotar a data do início do desafio, escolher por qual rede social deseja compartilhar e, por fim, definir a hashtag dos seus 100 Happy Days. No meu caso, escolhi duas: #happytali (outra pessoa começou a usar também, então, acrescentei a #happytalic) e #feliztali. Falando assim, parece brincadeira de criança, né? Mas desafio é apelido. Talvez se fôssemos crianças, seria mais fácil achar a alegria em tudo. O problemas é que nós, adultos, temos essa mania insuportável de achar que a vida ruim, e para nós é sempre muito mais fácil enxergar o copo meio vazio. Segundo as informações do próprio site, 71% das pessoas que tentaram completar esse desafio falharam, citando a falta de tempo como principal razão. Essas pessoas simplesmente não tinham tempo para ser feliz. Mas será que nós temos esse tempo? O grande lance dos 100 Dias Felizes é, primeiro, o compromisso com você mesmo de levar isso até o fim, sem roubar dias felizes. E, principalmente, a habilidade de encontrar alguma coisa que tenha feito seu dia feliz. Porque uma coisa eu aprendi com esse desafio: por pior que seja seu dia, alguma coisa de bom ele tem. Meu primeiro dia foi numa visita à minha avó, no interior, onde ela vivia. Sim, vivia, no passado mesmo. Porque, quem diria, essa foi minha última visita a ela, pois no meu #day22, ela faleceu, aos 95 anos. E eu recebi a notícia no mesmo dia em que cheguei a Barcelona, na Espanha e, portanto, não pude participar dos rituais de despedida e, pior: estava longe da minha família, da minha mãe. A coisa difícil da ‘brincadeira’ tá exatamente aí: como transformar esse cenário todo, em um #happyday? E então você entende que a vida te dá mesmo os tais limões para você fazer a limonada. Porque se eu...

Read More

Somos Todas Peludas

maio 19

Somos Todas Peludas

Essa semana circulou pela web uma mostra fotográfica de mulheres os com pelos ao natural, sem depilação. A ideia, do fotógrafo inglês Bem Hopper, era protestar contra os padrões de beleza das mulheres. Confesso que achei as imagens no mínimo esquisitas. Acho que nem lembrava mais (ou sabia) como é uma mulher ao natural, sem se depilar.  Estamos tão acostumadas com tudo lisinho, que o “natural” para as brasileiras é não ter pelos. Mas, deixando essa parte estética de lado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção. O interessante é que o que era para ser um protesto contra a indústria da beleza  virou um protesto contra as mulheres.  Protesto esse vindo de homens e mulheres. Os comentários dos leitores nos sites onde as matérias sobre o assunto foram publicadas me assustaram. Foi um linchamento virtual. Ao invés de debaterem o propósito da ação, o único foco foi: credo, que bando de mulherada porca, mal amadas, sapatonas, de mal com a vida e que merecem a solidão eterna. É incrível a superficialidade com que muita gente está disposta a julgar. A ignorância fica evidente nas redes sociais (e infelizmente fora delas também). Ninguém parou para pensar que mulheres e homens têm pelos. Ninguém quis analisar o porquê das mulheres “serem obrigadas” a se depilar e os homens não. Esse era o foco, e não se é belo ou não um suvacão peludo.   O ser humano muitas vezes é assim: raso e umbiguista (só olha para o próprio umbigo).  Acho que se aquelas mulheres das fotos estivessem presentes no meio de populares, teriam apanhando, com a justificativa de que precisam de “um corretivo” para virarem “mulheres de verdade”. E acho que foi com essa mesma superficialidade, burrice e falta de caráter que lincharam aquela mãe de família no Guarujá. Quem somos nós para apontar o dedo para um semelhante e julgá-lo de acordo com o nosso gosto. Que triste ver como as pessoas são egoístas, o quanto o pensar choca, e o tanto que ainda temos que evoluir para convivermos em sociedade.   E para quem quiser, aqui está o tal do ensaio peludinho.         Adriana Santos, 34, é jornalista de formação e...

Read More

Autoestima em alta

abr 28

Autoestima em alta

Num guento mais essa história de “tenho baixa autoestima” ou “preciso aumentar minha autoestima”. Sério, vamos parar com essa putaria e cair na real? Com os padrões de beleza criados pela sociedade, com as cobranças da vida profissional e da pessoal, tirando a Fernanda Lima, nenhuma mulher estará satisfeita com quem ela realmente é, pois ela nunca será aquela mulher estereotipada pelas revistas, academias, canal OFF e Farm Rio.  Autoestima virou um mercado lucrativo… e é isso. Academias, fabricantes de Whey, clínicas de estética, cintas modeladoras, pós-graduações, cirurgiões plásticos, psicólogos e tantos outros estão lucrando com a autoestima alheia (e não há nada de errado nisso, afinal todos precisamos de $$$ para viver). Mas será que não está na hora de pararmos de ser tristes sem motivo e olhar pra dentro para valorizarmos o que realmente é a tal da autoestima? De acordo com a nossa querida Wikipedia autoestima é: “Em psicologia, autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003). A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo, “Eu sou competente/incompetente”, “Eu sou benquisto/malquisto”) e emoções autossignificantes associadas (por exemplo, triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo, assertividade/temeridade, confiança/cautela). Em acréscimo, a autoestima pode ser construída como uma característica permanente de personalidade (traço de autoestima) ou como uma condição psicológica temporária (estado de autoestima). Finalmente, a autoestima pode ser específica de uma dimensão particular (por exemplo, “Acredito que sou um bom escritor e estou muito orgulhoso disso”) ou de extensão global (por exemplo, “Acredito que sou uma boa pessoa, e sinto-me orgulhoso quanto a mim no geral”)”. Mas para as mulheres atualmente autoestima é: – Sou feia – Estou acima do peso – Essa gordura na minha lateral faz de mim uma pessoa odiável – Não tenho namorado porque sou pior do que as outras mulheres – Estou acima do peso – Estou acima do peso Ou seja, a autoestima só está associada a coisas negativas. E não tem que ser assim. Não pode ser assim. Em geral, não precisamos comprar nossa autoestima e como brinde levar um alisamento de cabelo. Nossa autoestima está carente de olharmos para dentro com carinho e para fora...

Read More

Desapeguei…. e foi bom

abr 11

Desapeguei…. e foi bom

Sempre tive vontade de mudar o cabelo, mas nunca tive coragem…..até o último dia 08 de abril, Dia Mundial do Combate ao Câncer. Pelas redes sociais fiquei sabendo que estava acontecendo uma campanha de doação de cabelo para a confecção de perucas para crianças com câncer. E aí cortei o cabelo curto e doei. Essa história poderia ter apenas esse parágrafo, só que não.   Eu sempre tive cabelo comprido, liso e virgem (aham…virgem com quase 35 anos). Sempre fui “contra” químicas e mudanças radicais. Era extremamente apegada à minha cabeleira porque, modéstia à parte, era bonita. E quando a gente não acha que tem muita coisa bonita para mostrar, acabamos exibindo aquilo que vale a pena. É o meu caso. Lembro que uma vez, quando era adolescente, cortei meu cabelo chanel e escutei de uns meninos que eu tinha acabado com a única coisa bonita que eu tinha. Levei isso à ferro e fogo e mantive o cabelo marrom, liso e longo por muito tempo. Ainda bem que a vida é bela, que o tempo ensina e que as pessoas que hoje fazem parte da minha vida não acham que tenho apenas um cabelo bonito para exibir, pois elas me conhecem por dentro.  E é por isso que nesse momento escrevo esse texto com o cabelo curto, desfiadinho e loiro. E é por isso também que 20cm do meu cabelo já foram encaminhados para a ONG Cabelegria e em breve farão parte de uma linda peruca que ajudará uma menininha com câncer a se sentir MAIS linda ainda. Não foi fácil sentar na cadeira da cabelereira e mandar ver no corte. Na verdade, os próprios funcionários do salão ficaram me questionando como eu ia ter a coragem de cortar o cabelo, sendo que demora tanto para crescer e bla bla bla. Eu apenas disse: “faça um rabinho de cavalo e corte”. Quando a tesoura começou a fazer seu trabalho, eu juro que senti uma pontada no coração, seguida de uma paz que não sei como explicar. Enquanto a navalha fazia a festa nas minhas madeixas, eu estava num relaxamento profundo, sentindo uma energia maravilhosa percorrendo minha alma…e foi nessa hora, e apenas nessa hora, que chorei um choro...

Read More

É meu jeito moleque de ser

abr 09

É meu jeito moleque de ser

Eu nunca fui uma pessoa considerada “normal”. Sempre fugi dos padrões, não gosto de modinhas e já fui muito rotulada por ser do contra e antissocial. Mas, talvez uma das características fortes que geram mais repercussão nas minhas rodinhas de amigas é meu lado moleque. Eu não entendo (e não gosto) de moda. Eu amo futebol. De assistir. Só não curto jogar porque não sei mesmo. Aliás, eu sou fanática por esportes em geral. Não sei me maquiar, não faço as unhas semanalmente, no meu cabelo só passo shampoo. Nunca fiz um tratamento de estética. Não faço joguinhos amorosos. Eu sou simples, direta, grosseira, talvez. Charminho? Não é comigo. Muitas vezes sou o homem da relação. Tenho medo de me envolver, de me entregar, por isso, de vez em quando fujo. Tão covarde como muitos machões por aí. Isso não é um orgulho. Algo para bater no peito e sair bradando por aí. Mas, é meu jeito. Gosto de andar com os pés no chão. Salto alto nunca foi o meu forte. Calça jeans, regata, moletom, havaianas…. to feita! Troco a vaidade pelo conforto. A beleza pela praticidade. Mas, como tudo na vida, ser assim tem seu lado bom e o ruim. Eu nunca sou a gatchenha da balada. Eu danço pra me divertir. E, convenhamos, raramente diversão e beleza estão no mesmo pacote. Se eu desço até o chão é pra rir com as minhas amigas, jamais para sensualizar. Eu pulo, rodo, rebolo até ficar suada, descabelada e feliz, assim como um moleque que acabou de jogar uma pelada no terrão. Ou seja, quem gosta de mim sabe e aceita o jeito que eu tenho. É muito mais fácil se atrair pela menina gostosa de vestidinho e saltão, com chapinha no cabelo e batom vermelho do que por mim, a louca de sapatilha que faz rabo de cavalo e dança como se não houvesse amanhã. Se me convidar para passar um dia no shopping vendo vitrines e experimentando roupas saiba que se eu aceitar será pela companhia, porque este é um dos programas que mais detesto na face da Terra. Sim, alguns dias eu acordo com vontade de me arrumar, de olhar no espelho e me sentir bela....

Read More

Saber agradecer

mar 24

Saber agradecer

Em novembro do ano passado, achava que minha vida estava tão ruim, mas tão ruim, que tudo o que eu fazia para melhorá-la era reclamar. Muito trabalho, excesso de compromissos na pós, namorado me largou, amiga (ou aquela que eu pensava ser amiga) pegou o ex, saúde mais pra lá do que pra cá…. E como boa pobre-menina-rica, fui curar os meu problemas tomando bons drinks no Caribe. Fui para essa viagem porque era despedida de solteira de uma das minhas melhores amigas e, embora não estivesse em outro lugar se não ao lado dela neste momento, Cancun não teria sido minha primeira escolha para tirar uns dias off. Viu? Até sobre isso eu reclamei! Não precisei de muitas horas para entender que nada acontece por acaso. No primeiro sábado nas terras caribenhas, depois de um longo dia de sol, piscina, música e margueritas (foi difícil, viu? #sqn), fomos para uma noitada só de garotas: TRÊS baladas na mesma noite. O calor era algo tão surreal, que não havia fixador de maquiagem para segurar o blush. O cabelo, então, melhor nem comentar. O suor escorria pelas costas. Cara, a gente suava na bunda! Mas nós não nos sentimos mal nem por um segundo: éramos apenas apenas mais nove em meio à multidão de turistas dançando e curtido a noite inteira. E na real, quem é que precisa de make up num lugar onde as pessoas são bonitas e saudáveis porque são felizes e tomam sol? Chegamos de volta ao hotel às 5h da manhã (acreditem, aos quase 30 e com nosso espírito de um-barzinho-um-violão isso é uma vitória!) e, sem nem ao menos tomar banho (me julguem!), capotei na cama e elegi o ar-condicionado como a oitava maravilha do mundo. Foi então que minha adorada roomie perguntou para que horas deveríamos programar o despertador, já que a excursão para mergulhar com os golfinhos sairia às 07h30. Xinguei, mentalmente, todas as linhagens de golfinhos. Todas. Quando o despertador tocou uma hora depois, pensei em simplesmente fazer o que faço em muitas das manhãs da minha vida: desligar, ignorar, virar para o lado e voltar a dormir. Mas então meu anjo da guarda (só pode ter sido ele) assoprou no meu ouvido...

Read More