Diário da dieta: primeiro mês

ago 20

Diário da dieta: primeiro mês

No dia 14 de julho, contei para vocês que tinha engordado 10 Kg em sete meses e assumi o compromisso público de vir aqui, todo mês, contar para vocês como está a minha dieta. Bom, eu não tenho me esforçado muito, confesso. Mas nas últimas duas semanas, aproveitando a oportunidade de estar em casa, voltei a fazer minhas caminhadas na esteira (ainda só três vezes na semana).   Além disso, estou me aproveitando da cozinheira maravilhosa que minha mãe é para investir na alimentação saudável AND gostosa! O resultado é que estou 2kg mais magra! Pode não parecer muito, mas acreditem: é sacrificante! A vida sedentária e recheada de chocolate é muito mais gostosa. Então, ter que abrir mão disso, não é fácil. Portanto, me sinto vitoriosa. E, acima de tudo, estou orgulhosa de mim mesma. Tudo precisa de um começo e esses míseros DOIS quilos, é o meu começo. Até o mês que vem!   Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!   Leia mais do que Talita escreveu Porque vale a pena enfrentar a fila e visitar a exposição do Castelo Rá-Tim-bum  10 coisas para se fazer no tempo livre Roma: amor de trás para...

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Desapeguei…. e foi bom

abr 11

Desapeguei…. e foi bom

Sempre tive vontade de mudar o cabelo, mas nunca tive coragem…..até o último dia 08 de abril, Dia Mundial do Combate ao Câncer. Pelas redes sociais fiquei sabendo que estava acontecendo uma campanha de doação de cabelo para a confecção de perucas para crianças com câncer. E aí cortei o cabelo curto e doei. Essa história poderia ter apenas esse parágrafo, só que não.   Eu sempre tive cabelo comprido, liso e virgem (aham…virgem com quase 35 anos). Sempre fui “contra” químicas e mudanças radicais. Era extremamente apegada à minha cabeleira porque, modéstia à parte, era bonita. E quando a gente não acha que tem muita coisa bonita para mostrar, acabamos exibindo aquilo que vale a pena. É o meu caso. Lembro que uma vez, quando era adolescente, cortei meu cabelo chanel e escutei de uns meninos que eu tinha acabado com a única coisa bonita que eu tinha. Levei isso à ferro e fogo e mantive o cabelo marrom, liso e longo por muito tempo. Ainda bem que a vida é bela, que o tempo ensina e que as pessoas que hoje fazem parte da minha vida não acham que tenho apenas um cabelo bonito para exibir, pois elas me conhecem por dentro.  E é por isso que nesse momento escrevo esse texto com o cabelo curto, desfiadinho e loiro. E é por isso também que 20cm do meu cabelo já foram encaminhados para a ONG Cabelegria e em breve farão parte de uma linda peruca que ajudará uma menininha com câncer a se sentir MAIS linda ainda. Não foi fácil sentar na cadeira da cabelereira e mandar ver no corte. Na verdade, os próprios funcionários do salão ficaram me questionando como eu ia ter a coragem de cortar o cabelo, sendo que demora tanto para crescer e bla bla bla. Eu apenas disse: “faça um rabinho de cavalo e corte”. Quando a tesoura começou a fazer seu trabalho, eu juro que senti uma pontada no coração, seguida de uma paz que não sei como explicar. Enquanto a navalha fazia a festa nas minhas madeixas, eu estava num relaxamento profundo, sentindo uma energia maravilhosa percorrendo minha alma…e foi nessa hora, e apenas nessa hora, que chorei um choro...

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É meu jeito moleque de ser

abr 09

É meu jeito moleque de ser

Eu nunca fui uma pessoa considerada “normal”. Sempre fugi dos padrões, não gosto de modinhas e já fui muito rotulada por ser do contra e antissocial. Mas, talvez uma das características fortes que geram mais repercussão nas minhas rodinhas de amigas é meu lado moleque. Eu não entendo (e não gosto) de moda. Eu amo futebol. De assistir. Só não curto jogar porque não sei mesmo. Aliás, eu sou fanática por esportes em geral. Não sei me maquiar, não faço as unhas semanalmente, no meu cabelo só passo shampoo. Nunca fiz um tratamento de estética. Não faço joguinhos amorosos. Eu sou simples, direta, grosseira, talvez. Charminho? Não é comigo. Muitas vezes sou o homem da relação. Tenho medo de me envolver, de me entregar, por isso, de vez em quando fujo. Tão covarde como muitos machões por aí. Isso não é um orgulho. Algo para bater no peito e sair bradando por aí. Mas, é meu jeito. Gosto de andar com os pés no chão. Salto alto nunca foi o meu forte. Calça jeans, regata, moletom, havaianas…. to feita! Troco a vaidade pelo conforto. A beleza pela praticidade. Mas, como tudo na vida, ser assim tem seu lado bom e o ruim. Eu nunca sou a gatchenha da balada. Eu danço pra me divertir. E, convenhamos, raramente diversão e beleza estão no mesmo pacote. Se eu desço até o chão é pra rir com as minhas amigas, jamais para sensualizar. Eu pulo, rodo, rebolo até ficar suada, descabelada e feliz, assim como um moleque que acabou de jogar uma pelada no terrão. Ou seja, quem gosta de mim sabe e aceita o jeito que eu tenho. É muito mais fácil se atrair pela menina gostosa de vestidinho e saltão, com chapinha no cabelo e batom vermelho do que por mim, a louca de sapatilha que faz rabo de cavalo e dança como se não houvesse amanhã. Se me convidar para passar um dia no shopping vendo vitrines e experimentando roupas saiba que se eu aceitar será pela companhia, porque este é um dos programas que mais detesto na face da Terra. Sim, alguns dias eu acordo com vontade de me arrumar, de olhar no espelho e me sentir bela....

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A (des)obrigação de ser magra

fev 06

A (des)obrigação de ser magra

Cada vez mais eu sinto na pele (nesse caso nas gorduras) a cobrança externa pela minha magreza interna.  No último final de semana fui visitar minha vozinha na praia. Ela, no alto de sua bengala e dos 85 anos, me deu uma bela comida de rabo porque estou acima do peso. A Dona Albina é uma das pessoas mais vaidosas que eu conheço e lembro que há alguns anos ela passou por uma cirurgia e, embora quase tenha ido pro saco, ficou feliz pois a barriga diminui. Aliás, no começo de 2013 passei por uns perrengues de saúde e emagreci uns 10 kilos (já recuperei todos e mais alguns) e o comentário que mais escutei foi: nossa, mas pelo menos você emagreceu. PORRA, eu mal pra cacete e as pessoas preocupadas com a minha estética??? Sei lá, essa obrigação de ser magra tem me incomodado muito, não pelo fato de eu não ser, mas por saber que muitos sofrem calados com isso. Quantas vezes eu vou pra praia e nem curto direito porque tem umas gostosas de biquíni esfregando na minha cara que sou uma “loser”.  Sim, estar acima do peso atualmente é um crime, coisa de gente preguiçosa, que não se esforça e, mesmo sem querer, acabamos todos contaminados. Quantas vezes você (ou eu) já deu parabéns para um amigo/familiar por ele ter ficado 1 mês sem falar mal de ninguém? Ou por essa pessoa ter se dedicado a um cachorro de rua? De verdade, eu acho que nunca. Mas com certeza você já bateu palmas e recitou poemas para alguém que emagreceu 3 kilos nesse mesmo período. Não estou desprezando quem se dedica ao peso, pelo contrário, acho um esforço enorme manter-se em forma. O que me questiono é porque valorizamos tanto isso, muitas vezes sem focar na saúde (aqui sim sou 100% a favor de cuidados) ao invés de apreciarmos o ser humano em sua plena existência, em sua totalidade? São tantas lutas internas e externas que travamos todos os dias, que deveríamos ser mais doces e suaves com nossa carcaça, com o corpo que abriga nosso espírito por um tempo limitado. Adriana Santos, 34, é jornalista de formação e fofoqueira de coração. Leonina com muito...

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Pessoas que gostam de malhar: mito ou verdade?

jan 23

Pessoas que gostam de malhar: mito ou verdade?

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O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

jan 20

O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

A gente (eu) tem mania de ficar na janela, comparando a nossa grama com a do vizinho. Fazemos isso em todas as janelas da vida: da família, do coração, do trabalho, da saúde e (sem dúvida) a da aparência. E o pior é que no “celular nosso de cada dia” essas janelas praticamente se jogam nas nossas caras dezenas ou até centenas de vezes ao dia. A família do fulano sempre está mais unida, o corpo da beltrana deixa qualquer mulher de pau duro, a viagem do cicrano é a dos NOSSOS sonhos. Tudo e todos parecem melhores e mais felizes do que nós mesmos na vida real e, sem dúvida, na virtual. Então é o seguinte: antes de começar a cortar os pulsos com as facas Ginsu 2000, verifique se a grama do vizinho não é mais verde simplesmente porque é artificial. Sim, as gramas sintéticas enganam bem, mas não nascem e morrem, não vivem suas diferentes estações, não são aparadas pelos seus donos…são simplesmente pedaços de plástico cumprindo uma função estética (e quantas pessoas não se resumem a isso hoje???). Logo, se a grama do seu vizinho for desse tipo, sua leitura acaba aqui. Feche a janela e seja feliz. Mas, se você confirmar que a grama do vizinho é REALMENTE MAIS VERDE, escancare ainda mais a sua janela e encare a única realidade da vida: nenhuma grama é igual a outra. E que graça teria se todas tivessem a mesma cor? Aprenda mais sobre os 50 tons de verde e cuide para que a sua própria grama fique exatamente na cor que agrada a sua alma. E lembre-se: gramas naturais vivem intensamente as 4 estações do ano. Em momentos estão secas, amareladas e sem vida, para em pouco tempo tornarem-se absurdamente verdes. Óhhhh, isso é a vida. Altos e baixos; ganhos e perdas; ossos e gorduras; risos e lágrimas. Enfim, compare menos e viva mais, aprecie mais a sua grama (porque ela nasceu para ser só sua e de mais ninguém), passe mais tempo em contato com ela e descubra o porquê ela é tão especial e, provavelmente, mata os vizinhos de inveja, mesmo que você não veja muita graça nela. E para finalizar, só mais...

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Peitos são perfeitos

dez 04

Peitos são perfeitos

Pequenas, médias ou grandes. Duras ou moles. Empinadas ou caídas. Cada uma do seu jeitinho, sempre achei que as mamas femininas tivessem a única função de amamentar a possível prole e, por isso mesmo, são lindas de qualquer maneira. Mas os homens não acham isso. Para eles (sem generalizar) as mamas são seios que integram um objeto sexual maior chamado de mulher.  E isso ficou muito mais explícito após assistir à palestra da filósofa e feminista Márcia Tiburi, do blog www.filosofiacinza.com De acordo com a Márcia, o Brasil é o 2º país que mais realiza intervenção de próteses nos seios. Isso mesmo, um país no qual 118 milhões de cidadãos ainda não têm acesso a esgoto tratado, a mulherada está preocupada com os peitos. E não estamos falando em cirurgias reconstrutivas pós-câncer de mama (nesse caso, mais do que digno). Estamos falando de ter peitão pra pegar gatão. Eu acho que cada mulher tem todo o direito de se sentir bela, mas para ela mesma. E isso não significa que todas devem ter os cabelos alisados, pintados de loiro, os pelos descoloridos e os peitos bombando. Cada uma é bela ao seu modo. Esse modo anterior citado é aquele que agrada aos homens, e que nós, do sexo feminino e heterossexuais, estamos adotando desde que “ficamos sabendo” que mulher boa é aquela desejada pelos homens (sim, os mesmos homens que trocam de mulheres boas quando um outra melhor esteticamente aparece).     Deixamos de comer o que nos dá prazer, malhamos sem vontade, transamos mesmo cansadas, gastamos o que não temos, vivemos nos depreciando. Tudo isso para eles, os machos-alfas que durante a história da humanidade criaram um mundo machista no qual a mulher serve para reproduzir.  Mais uma vez não quero generalizar, porque eu mesma tenho um namorado extremamente alinhado ao pensamento feminista e que é o primeiro a concordar que a mulher tem beleza interior. E ponto. Você pode ser saudável,pode usar a roupa que bem entender, pode pintar as unhas cabelo e bigode. Mas, faça isso para se olhar no espelho e dizer:  nossa, esse conteúdo externo realça ainda mais a minha alma. Para finalizar, só quero aqui manifestar o meu apoio e solidariedade às mulheres...

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Linda, eu?

nov 29

Linda, eu?

Alguém diz: “Você está linda”. Possível resposta nº 1: ”Obrigada!” Possível resposta nº 2: “Cortei o cabelo e emagreci três quilos. Gostou?”. Possível resposta nº 3: “Que querido! Você também está ótimo!” Minha resposta: “Nossa, tá louco? Você viu o meu cabelo que desgrenhado? E a pança marcando nessa blusa de 1997 toda esgarçada?”. Sim, essa é minha reação ao receber elogios. Não, não foi assim que meus pais me ensinaram a responder. E essa também não é uma estratégia para receber novos confetes. Então, se não é falta de educação ou vaidade, qual é o meu problema? As pessoas tendem a se sentir felizes quando alguma característica positiva sua é destacada. Nada mais compreensível, certo? Não para mim. Além de não reagir como os outros, eu ainda exponho meus principais defeitos (aqueles que mais me incomodam e que, teoricamente, são os que eu mais tento esconder). Neste momento chegamos a duas possibilidades. A primeira, mais simplória e compreensível, é de que realmente não gosto de mim. A segunda teoria, aquela que minha psicóloga insiste em dizer que é a correta, é de que reajo dessa maneira como proteção. Pode parecer estúpido, e talvez até seja mesmo, você querer se proteger se autoatacando. Mas vamos ser sinceros: é muito melhor você destacar um defeito seu do que ouvir do outro, né não? Lembra aquela história de que você pode acabar com o seu irmão em uma rodinha de amigos, mas basta alguém falar um “a” dele e você vira bicho? É tipo isso. Quando você mesmo se deprecia, tende a acreditar que o outro não repetirá tal maldade. E de fato essa teoria não costuma desapontar quando colocada em prática. Esse tal de subconsciente é esperto mesmo, hein? A questão é que nesse mundo doido de meu Deus ainda existem (sim, pode acreditar) pessoas de bom coração. E algumas delas elogiam de graça. Olham, gostam da sua roupa, e dizem isso pra você. E algumas, apesar da sua baixa autoestima não deixar perceber, te acham gata. Afinal, o que seria do vermelho se todos curtissem o azul? E recentemente estou aprendendo o quanto é bacana ser elogiada, que não é pecado, não existem segundas ou terceiras intenções por trás...

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