Acabou a Copa, começou a dieta

jul 14

Acabou a Copa, começou a dieta

A Copa foi embora, mas ela deixou o mínimo de vergonha na minha cara: tá mais do que na hora de voltar a ter uma alimentação de gente grande, que não é baseada em fritura e cerveja todos os dias. A verdade mesmo é que a Copa foi só [mais] uma desculpa. De fevereiro até aqui, engordei 10kg. Isso mesmo: mais de 1kg por mês.   Ano passado, sofri pra caramba, mas perdi 7kg em 5 meses. E daí agora, não só pego esses quilos todos de volta, como acrescento mais três para arredondar. Pra cima, é claro. E ficar redondinho, assim como eu. Mas a verdade é que só consegui focar na perda de peso porque minha saúde estava comprometida: eu estava toda errada, aos 27 anos. Seria patético, se não fosse preocupante. Eu me tratei, melhorei e…. engordei! As calças estão apertadas ou não estão mais servindo. Meu braço parece uma paçoca, daquelas de rolhas, sabe? Coxas, bunda, culotes… Um festival de celulite que não acaba mais! E a barriga… bom, nem tive coragem de medir a circunferência abdominal porque sou dessas que tem medo, mas não tem vergonha [na cara]. E o sedentarismo, então? Eu não faço uma atividade física desde… o começo de fevereiro. Coincidência? Sabemos que não, né caro leitor. Eu nadava. Aliás, adorava nadar, mas a logística da natação começou a me cansar: sair da piscina correndo, tomar banho, lavar cabeça, cuidar do corpo, se arrumar e voar pro trabalho. Tronou-se mais exaustivo do que prazeroso. Daí, comecei a caminhar todos os dias na esteira. Adoro, sempre assistindo um episódio de Glee! E foi então que começam as séries infinitas de desculpas: excesso de trabalho que me faz acordar mais cedo e dormir mais tarde, vida social (que é sempre na mesa do restaurante, do bar ou da casa de amigos), cansaço, férias, Copa… Bom, o resultado disso foram 10kg a mais, roupas que não servem e vergonha do meu próprio corpo. Eu adoro comer. Um dia, vou escrever sobre minha relação de prazer com a comida. Mas hoje quero dizer que minha relação com a comida é mais emocional do que deveria: estou nervosa, como. Estou ansiosa, como. Estou feliz, como. Estou...

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Existe vida após a Copa?

jul 13

Existe vida após a Copa?

Teve Copa sim. Ah, e como teve! E que Copa, minha gente, que Copa! Aliás, a Copa 2014 mal acabou  e eu já estou sofrendo em depressão! Não vamos mais programar nossos dias em função dos horários dos jogos. Nem vamos precisar mais buscar restaurantes com TVs. A Copa acabou e, com ela, a micareta fora de época na Vila Madalena, o mar de turistas na praia de Copacabana e os feriados que não estavam no cronograma. Acabou o excesso de frituras de boteco, cerveja como se fosse água e festa de segunda a segunda! A Copa…! A Copa dos goleiros. A Copa das traves. A Copa dos graves erros de arbitragem. A Copa de um artilheiro que ninguém conhecia até… essa Copa. A Copa dos times pequenos que viraram grandes e dos jogos que não eram para ser interessantes mas ninguém conseguia desgrudar o olho da TV. A Copa das zebras nos bolões. A Copa das divas: Claudia Leitte, Jennife Lopes, Shakira, Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, holandesas, alemãs, brasileiras, francesas, croatas, argentinas, uruguaias, chilenas, americanas, italianas, inglesas… A Copa dos gringos. E que gringos!! A Copa de Poldoski, tão brasileiro que a Alemanha foi campeã. Tetra-campeã, aliás! A Copa em que o Brasil foi invadido por argentinos! A Copa da cordialidade, da festa, da alegria! A Copa da zueira… MUITA zueira! A Copa da maior goleada em cima da Seleção Brasileira em seus 100 anos de história. A Copa da vergonha dentro de campo, mas do show de bola fora dos gramados. A Copa que mostrou a cara do Brasil pro mundo e que fez o mundo inteiro ter um coração verde e amarelo. A Copa que fez o Brasil (quase) inteiro torcer para o adversário que o tirou da competição por 7 a 1, só para não ver a Argentina vencer na nossa casa. A Copa que, com certeza, vai fazer o mundo inteiro entrar em contagem regressiva Rússia 2018! A Copa que faz com que eu me sinta privilegiada de ter vivido esse momento da história do nosso país e do futebol mundial. Afinal, essa foi a Copa das Copas; foi a Copa no Brasil e do Brasil. Desculpem o clichê, mas essa Copa foi abençoada...

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Moral da história

jul 08

Moral da história

Todo bom torcedor brasileiro deixa de ser ateu por 90 minutos, reza para todos os santos, apela para todas as simpatias e nasceu tão supersticioso que não descruza os dedos nem para fazer xixi. Aliás, torcedor que é torcedor, não faz xixi durante o jogo. Tem suas mandingas, rezas, crenças. Sou dessas. Torcedora de carteirinha. Uso até o mesmo brinco e os anéis na mesma ordem. Melhor não arriscar, afinal, com a sorte não se brinca, né? Mas na noite passada, não dormi bem. Acordei várias vezes de um sono inquieto, com uma angústia incessante. Quando acordei, mau sinal: o céu não estava azul. Era a primeira vez, desde o início da Copa (essa que é a Copa das Copas!), que chovia em São Paulo em dia do jogo do Brasil. A manhã de trabalho, outrora monótona nesta mesma ocasião, foi mais conturbada que o planejado e não permitiu aquela concentração pré-jogo. O trânsito, que não ainda não havia me aparecido, atrasou o almoçou. Meu pai, companheiro fiel de todos os jogos, estava longe, lá em Recife. Minhas primas, com quem fiz torcida unida em todos os jogos, estavam espalhadas. E os tradicionais comerciais da Coca-cola e do Itaú que, justo hoje, escaparam da minha audiência? A Seleção não tinha Neymar e nem Thiago Silva e, como se isso já não bastasse, devido a essas mudanças na escalação, entraram em campo em ordem diferente. Estava tudo errado e, no fundo, eu já sabia que não podia dar certo. (Quer dizer, quem ia imaginar que daria tão errado assim, né? Mas…) A Seleção, a minha Seleção, a sua Seleção, a nossa Seleção, não jogou. Não entrou em campo. Não jogou nem por mim, nem por você, nem pelo Neymar, nem pelo Brasil e nem por eles mesmos. Perdemos a semi-final naquela que, sem dúvida, foi a partida mais vergonhosa de todas: 7 a 1 para Alemanha, que agora está classificada para a final. A maior derrota em 100 anos de história de Seleção Brasileira fez com que as agências publicitárias corressem para tirar seus comerciais motivacionais do ar enquanto era tempo. E o professor Felipão assumiu sozinho, muito dignamente, toda a culpa do vexame. Mas na real… Tem mesmo um culpado? Somos...

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Neymar, a força que faltava

jul 05

Neymar, a força que faltava

O Brasil jogou bonito. Thiago Silva, nosso capitão tão criticado pelo choro no dramático jogo anterior, respondeu em forma de gol. E batendo no peito, gritou para quem quisesse ouvir e de forma tão clara, que nem foi preciso a ajudinha do leitor labial do Fantástico para entender: “Aqui é Brasil, porra!”. David Luiz não só brilhou num lindo gol de falta, mas conquistou de vez a torcida e o mundo todo ao consolar o camisa 10 da equipe adversária, que ao final do jogo, estava desclassificada. Ele trocou camisas com James Rodriguez e pediu que a arquibancada inteira o aplaudisse, afinal, o menino é mesmo um craque e nossos jogadores tiverem a humildade de reconhecer isso, parabenizá-lo e dar suporte a ele. A Seleção Brasileira jogou com garra. Acreditou. Ganhou. E está classificada para as semi-finais da Copa do Mundo no Brasil. Mas ainda assim, o Brasil inteiro acordou triste. Porque embora estejamos fazendo as pazes, aos poucos, com a atuação da Seleção em campo; estejamos satisfeitos com a classificação; e estejamos completamente encantados com a Copa em nossa casa; todos nós sabemos que não estamos mais completos. A Colômbia foi embora da Copa e levou com ela, Neymar. Nosso camisa 10 está fora da Copa do Mundo. O jogador sofreu uma fratura na região da coluna, na terceira vértebra lombar, depois de tomar uma pancada nas costas de Zuñiga, no jogo contra da Colômbia, nesta sexta-feira (04/07), no estádio Castelão, em Fortaleza. O Brasil ficou com a classificação e, quase que como uma criança mimada, a Colômbia tirou do Mundial o nosso melhor craque, a nossa estrela que brilha com a bola no pé e aquele sorriso no rosto. Eu sei que não podemos depender um único craque, especialmente numa Copa do Mundo. E, sinceramente, acho que não dependemos. O jogo de sexta-feira contra a Colômbia, em que antes da lesão, Neymar não conseguiu ser Neymar, provou que podemos ir além menos sem ele. Mas o ponto é que nós queríamos dar cada passo COM Neymar. Porque assim como reconhecemos, na humildade, o craque que James Rodriguez é para a Colômbia e amamos David Luiz por ter nos representado ao dizer isso a ele; reconhecemos o craque que o...

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O Uruguai está mordido  

jun 27

O Uruguai está mordido   

O atacante Uruguaio, Luis Suárez, foi de herói, passou por vilão e agora é vítima em apenas uma semana. Que Copa, amigos, que Copa! Luisito, como é carinhosamente conhecido, quase ficou fora do Mundial. Recém recuperado de uma cirurgia realizada apenas dois meses antes da competição, o atacante que joga no Liverpool, recuperou-se de forma surpreendente e marcou dois gols históricos no jogo contra a Inglaterra, dando confiança à equipe. Enquanto o Brasil inteiro se esquecia do ‘Fantasma de 1950’ (quando fomos eliminados pelo Uruguai na final da Copa, no Estádio do Maracanã) e torcia para que o time sul-americano se classificasse, algumas pessoas – aqueles que geralmente são conhecidos como os ‘do contra’ – começaram a lembrar o histórico do mau-caratismo do jogador uruguaio, que foi acusado de ter proferido palavras racistas, logo após ter chutado o jogador francês Patrice Evra, do Manchester United, no clássico contra o Liverpool, em 15 de outubro de 2011. O resultado disso foram oito jogos de suspensão e uma multa de 40 mil libras (R$ 115, 8 mil). Dá para ler e entender mais a fundo a história clicando aqui. Mas, ainda assim, Suárez foi um verdadeiro herói e exemplo de superação durante o jogo contra a Inglaterra no último dia 19/06.  Não só a torcida Celeste, mas os torcedores e imprensa brasileiros e mundial o idolatraram ao término da partida contra a equipe inglesa, na qual marcou dois gols. Mas não tardou para que Luisito mostrasse sua outra face. No jogo seguinte, contra a Itália (24/06), em Natal, que valia a classificação para as oitavas de final da Copa, o atacante uruguaio mordeu o zagueiro italiano Chiellini no ombro. O Uruguai venceu por 1 a 0, com gol marcado logo após este incidente, garantiu a classificação para a próxima fase e Suárez passou ileso aos olhos do juiz. Mas em tempos de Copa no Brasil, com tecnologias avançadas e campanhas de ‘fair play’ gritando aos ouvidos mundo, a não-punição do atacante teve os dias contados. Com ajuda das imagens de televisão que provaram o ocorrido, Luis Suárez teve punição definida pela Fifa na quinta-feira (26/06) e acabou sendo suspenso de nove jogos oficiais, banido de qualquer atividade relacionada ao futebol pelos próximos...

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Torcida Sem Critérios

jun 12

Torcida Sem Critérios

Os ‘do contra’ de plantão que me perdoem, mas #vaitercopaSIM! E eu vou torcer, vestida de verde e amarelo, com camisa da Seleção, casa decorada, superstições, vuvuzelas e todas as breguices mais que tenho direito. Vou gritar, xingar o juiz, ficar tensa nos jogos decisivos e vibrar a cada vitória do Brasil. Porque esse nosso país tá todo errado, já sabemos. Falta investimentos na educação, saúde e segurança pública. É preciso dar um basta na corrupção. Falta investimento em mobilidade urbana, saneamento básico, telecomunicações. O gap entre os mais ricos e os mais pobres é tão grande que nem conseguimos ver como diminuir essa distância. Falta coisa pra caramba! Concordo que precisávamos de mais escolas e hospitais do que estádios, mas por mais clichê que pareça – e é! -, o futebol é a linguagem universal, que ultrapassa as barreiras sociais e une todos – eu disse TODOS – nós por uma mesma causa de paixão nacional. E mesmo que essa causa não ajude o Brasil a subir no ranking do índice de taxa de analfabetismo, essa é a única paixão que nos une de verdade, sem medo de mostrar pro mundo que ‘somos brasileiros com muito orgulho e muito amor’. O Brasil está lindo! Hoje, passando pela Avenida Paulista, senti o mundo inteiro hospedado no nosso coração. Eram croatas no bar, americanos nas ruas, japoneses conversando com colombianos. Dá para ver a mistura de raças e etnias se encontrando, se conhecendo. Dá para sentir a energia positiva no ar. O clima é de festa. E tem que ser mesmo, afinal, não é todo dia que dá para reunir o mundo inteiro no país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Aliás, nada melhor para uma mulher solteira como eu do que uma cidade cheia de gringos lindos, simpáticos e animados. Temos mesmo que aproveitar!!! Agora é hora de deixar as críticas de lado e lembrar que somos bons de verdade quando assunto é futebol e somos ainda melhores quando estamos juntos, torcendo pela nossa Seleção. O amor pelo nosso país deve ser maior do que o rancor pelos defeitos que ele tem. Então, vamos pras ruas, encher os bares, encontrar os amigos. Beber muito, curtir demais, torcer a...

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