Meu tipo certo de cara errado

ago 27

Meu tipo certo de cara errado

Recentemente, descobri no Netflix a série ‘White Collar’, uma trama bem água com açúcar, que conta a história de Neal Caffrey, um criminoso falsificador e ladrão da melhor qualidade, que após ser capturado pelo FBI, acaba se tornando um informante valioso para resolver grande parte dos crimes da divisão do colarinho branco. Neal tem absolutamente todas as qualidades que poderiam afastar qualquer mulher: criminoso, ladrão, mentiroso, mulherengo, preso a uma tornozeleira rastreadora com GPS para o FBI não perdê-lo de vista e… charme! Muito charme, que o torna ainda mais irresistível quando somados aos seus incríveis olhos azuis. (Cá entre nós, acho que tenho um fraco por olhos azuis…) Foi amor à primeiro episódio, sabe? Imaginem o anti-herói dos seus sonhos. Então…          Pois bem. Foi aí que eu percebi que Neal Caffrey não é o único tipo certo de cara errado da ficção por quem me apaixono. Me achando louca? Vou tentar explicar…Eu sempre torço para o bandido do bom coração. Neal é um caso clássico, mas a ele, posso juntar uma infinidade de nomes da ficção literária, cinematográfica ou televisa. Vejamos em ‘Jogos Vorazes’, por exemplo. Devo ser a única mulher a não fazer parte do #teampeeta. Quero mais é que ele seja feliz longe da Katniss porque homem, para mim, é o Gale. Na saga Crepúsculo, meu livro preferido é justo o segundo da trama, ‘Lua Nova’, que quase todos que conheço detestam, pois é justamente quando Edward faz a grande maldade de sumir e abandonar Bella sem explicações. Fazer o que se é justo neste momento que ela consegue extrair o melhor de si? E falando em literatura fantástica, todo meu amor para a ‘Saga Hush Hush’, em que o bad boy anjo caído Patch se soma a esta lista infinitas de amores errados e rouba meu coração inteiro! E quando o assunto é este meu coração torto, não me encanto apenas pela beleza física, não. Em ‘The Blacklist’, por exemplo, sou fã número 1 de Reddington, o criminoso mais procurado do mundo, que com todo seu jeito ilegal e obscuro de lidar com as coisas, consegue ser ainda mais profundo e intenso que muito bom moço por aí. E além do...

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Que preguiça de tantos rótulos

dez 16

Que preguiça de tantos rótulos

No final de semana fui levar meu filho- cão para brincar no Parque do Ibirapuera. Gente, primeiramente, como os humanos estão estragando os bichos…humanizando demais, transferindo valores que não existem no reino animal, mas isso vou deixar para um próximo post. Nesse aqui só vou meter a boca mesmo nos humanos X humanos. Em um determinado momento, paramos para descansar em baixo de umas árvores e tinha um casal e uma fotógrafa bem pertinho, fazendo as fotos pré-casamento dos noivos. O casalzinho era bonitinho, parecia apaixonado e blá blá blá. Até que a fotógrafa começou a dirigir a cena. Foi mais ou menos assim: “Vamos lá, agora o noivo finge que está fugindo. Isso, faz cara de desespero…assim mesmo. Hahaha…isso, essa cara de que o mundo acabou. A noiva continua sorrindo, olhando para o noivo como se sua vida dependesse dele. Isso mesmo, a noiva com cara de feliz e o noivo de triste”. E os dois bobinhos/pombinhos fizeram tudo aquilo que a fotógrafa disse. E acharam normal. E acharam engraçado. E não perceberam (espero eu) o machismo embutido nessas atitudes. E colaboraram para um mundo onde já há preconceito suficiente para destruir a vida de tantas mulheres. E não questionaram se as relações ainda são assim (mulher matando pra casar e homem matando para ser solteiro). E simplesmente repetiram comportamentos que não são mais aceitáveis (pelo menos para mim). Esse retrato me pareceu muito com aquilo que chamamos de vida, com a repetição de padrões e rotulagem das pessoas. Isso cansa. Isso dá preguiça. Mas me sinto na obrigação de deixar o cansaço e a preguiça de lado para dizer: POR FAVOR PAREM…POR FAVOR QUESTIONEM…POR FAVOR SEJAM AUTÊNTICOS. Adriana Santos, 35, é jornalista de formação e fofoqueira de coração. Leonina com muito orgulho e cheia de clichês óbvios, acredita no amor, não só o de homem e mulher, mas o amor que faz o mundo continuar...

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Ligar ou não ligar: eis a questão

set 15

Ligar ou não ligar: eis a questão

Eu nunca entendi essa história de não ligar no dia seguinte. Ficantes, peguetes, amigos com benefícios, namorados, maridos, esposas ou qualquer que seja a relação, realmente não faz sentido para mim essa coisa de fingir que não se beijaram ou que a transa da noite anterior nunca existiu. Para homens ou mulheres, essa atitude é, no mínimo, mal educada. É um desrespeito.   Vejam bem, não estou aqui defendendo que as pessoas precisam criar um relacionamento depois de terem se pegado. Longe disso. Mas ignorar? Sério? Mesmo que alguém ou os dois estivessem muito bêbados ou qualquer coisa do gênero. Sei lá, acho isso muito estranho. Acho frio. De alguma maneira, rolou um momento de intimidade entre você e a pessoa, então, como simplesmente fingir que nada aconteceu e fim? Estou solteira há alguns anos e, muito provavelmente, não seja a pessoa mais indicada para falar como alguém deve agir nessas ocasiões. Mas acho que se você topou curtir uma noite e nada mais com um(a) desconhecido(a), ok. Mas se você conhece a outra pessoa… Poxa, um whatsappizinho no dia seguinte só para ser educado, não custa nada, né? E, sinceramente, não acredito que uma simples mensagem legal vai fazer o outro(a) se apaixonar e querer casar. Pode até ser, mas no geral, se você está lidando com outra pessoa adulta, não. Ele(a) só não vai achar você um(a) grande babaca infantil. Nós precisamos parar de ter medo da reação das outras pessoas. Temos que aprender a manter relações saudáveis e, principalmente, relações de respeito. Acho essa história de fingir que nada aconteceu uma grande idiotice. Nem que for para, sutilmente, dizer que foi bom, valeu, mas que nunca mais vai acontecer de novo. Nem que for para acontecer de novo e, depois, acabar levando um fora. Nem que for para dar certo. Ou para dar errado. Nem que for para simplesmente não dar em nada. Mas o que não dá, é para viver numa realidade paralela onde dois seres humanos adultos se beijam, se curtem, fazem sexo e… fingem que não se conhecem. Sinceramente, acho que é por isso que está cada vez mais difícil de se construir uma relação bacana com alguém. Porque fugir e agir como...

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A arte do garimpo

jul 02

A arte do garimpo

Muito tem se falado sobre a dificuldade das pessoas de encontrarem um grande amor. Uns dizem que os homens não estão preparados para as novas mulheres independentes. Outros garantem que é a chatice delas a responsável por tanta solidão. Eu sou contra esses estereótipos todos: caras que pararam no tempo, moças revolucionárias, rapazes covardes, donzelas reclamonas. Sério que as pessoas ainda hoje acreditam em fórmulas mágicas? Ou num mundo onde as regras e a razão falam mais alto que os sentimentos e o coração? Chega de extremos. Um homem pode sim se apaixonar por uma mulher que trabalha fora, vai à academia, come miojo, deixa roupas espalhadas pelo chão, é dona do seu nariz e corre atrás dos seus sonhos. Por outro lado, não me venham com esse papinho de que homens e mulheres são iguais. Existe muito preconceito sim. E grande parte deles se intimida com a força delas. Mas, ainda bem, as exceções estão aí pra quebrar a nossa cara desde que o mundo é mundo. O que eu acho é que as pessoas estão mais egoístas (bad) e exigentes (good). “Não é qualquer Zé Mané que aparece e eu dou trela”. “Eu gosto dela, mas não quero abrir mão das minhas vontades por ninguém”. E, na boa, cada um sabe o que te faz feliz. E, apesar de eu adorar um julgamento, pô, é direito, pra não dizer dever, de todo mundo correr atrás da felicidade. Então é isso? Acabou o romance? O amor? Os relacionamentos? Nãooooo, nada disso seus dramáticos.Agora a questão é saber e ter paciência no garimpo.   Sabe quando uma loja entra naquela super liquidação e você precisa mergulhar por horas no meio de verdadeiras tralhas, peças horrorosas, sem qualidade, até achar uma, uminha que preste e valha a pena levar por aquela pechincha? Resumindo, é isso. Você tem que procurar muito, se decepcionar com modelitos errados, até achar a roupa ideal. E se prepare, porque a probabilidade daquilo que você procura estar lááááá embaixo daquela montanha de tranqueiras é enorme e será bem difícil encontrar. Difícil, porém não impossível. E é nisso que é preciso acreditar. Trabalhe no mantra da paciência e não desista. Uma hora aquele(a) que você tanto espera...

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Somos Todas Peludas

maio 19

Somos Todas Peludas

Essa semana circulou pela web uma mostra fotográfica de mulheres os com pelos ao natural, sem depilação. A ideia, do fotógrafo inglês Bem Hopper, era protestar contra os padrões de beleza das mulheres. Confesso que achei as imagens no mínimo esquisitas. Acho que nem lembrava mais (ou sabia) como é uma mulher ao natural, sem se depilar.  Estamos tão acostumadas com tudo lisinho, que o “natural” para as brasileiras é não ter pelos. Mas, deixando essa parte estética de lado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção. O interessante é que o que era para ser um protesto contra a indústria da beleza  virou um protesto contra as mulheres.  Protesto esse vindo de homens e mulheres. Os comentários dos leitores nos sites onde as matérias sobre o assunto foram publicadas me assustaram. Foi um linchamento virtual. Ao invés de debaterem o propósito da ação, o único foco foi: credo, que bando de mulherada porca, mal amadas, sapatonas, de mal com a vida e que merecem a solidão eterna. É incrível a superficialidade com que muita gente está disposta a julgar. A ignorância fica evidente nas redes sociais (e infelizmente fora delas também). Ninguém parou para pensar que mulheres e homens têm pelos. Ninguém quis analisar o porquê das mulheres “serem obrigadas” a se depilar e os homens não. Esse era o foco, e não se é belo ou não um suvacão peludo.   O ser humano muitas vezes é assim: raso e umbiguista (só olha para o próprio umbigo).  Acho que se aquelas mulheres das fotos estivessem presentes no meio de populares, teriam apanhando, com a justificativa de que precisam de “um corretivo” para virarem “mulheres de verdade”. E acho que foi com essa mesma superficialidade, burrice e falta de caráter que lincharam aquela mãe de família no Guarujá. Quem somos nós para apontar o dedo para um semelhante e julgá-lo de acordo com o nosso gosto. Que triste ver como as pessoas são egoístas, o quanto o pensar choca, e o tanto que ainda temos que evoluir para convivermos em sociedade.   E para quem quiser, aqui está o tal do ensaio peludinho.         Adriana Santos, 34, é jornalista de formação e...

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[Guest Post] Feijão

maio 16

[Guest Post] Feijão

Ele era exatamente o feijão dentro do pote de sorvete. Decepcionante! À primeira vista aquela embalagem enchia os olhos. A neve branquinha de gelo em volta da base te convencia, facilmente, que a salvação do seu calor e sede estava ali, ao seu alcance. Cuidadosa que era, ela não foi direto ao pote, contudo. Sabia que gelo demais também queimava os dedos. No entanto, isso não a impediu de imaginar quais sabores aquela caixa azul guardava. E por isso, deu a ele seu telefone. E conversaram. Por mensagens, é claro. As pessoas hoje em dia parecem temer a voz, pensava. De início, a coisa foi engraçada. Ela se divertia com as tentativas dele em elogiá-la das mais diversas maneiras. Todas elas previsíveis. Não porque ela achava que possuía mesmo aquelas qualidades, mas porque tinha certeza que ele seguia um manual de conquistas. Daqueles bem baratos e mal escritos. Ria por dentro – e às vezes por fora também, em gargalhadas reconfortantes – quando adivinhava em cheio a próxima frase feita que ele lançaria. Foi assim que desconfiou, pela primeira vez, da consistência daquela sobremesa. Mesmo assim deu corda. Afinal, ela poderia estar enganada. Uma pessoa tão instruída, inteligente, bem sucedida e (especialmente) charmosa, não podia ser de toda tola. Pode ser um jogo, concluiu. E se for um jogo, vou jogar também, resolveu.  Não tinha nada mais interessante para fazer naquele fim de ano… Ela, então, preparou as armas, mas deixou o campo livre.  É do tipo que observa primeiro, age depois. Ele se disse estrategista puro, mas mostrou ser do tipo ansioso, daquele que responde perguntas que não foram feitas e dá satisfações não pedidas. Ela calou-se mais que falou. Respondeu algumas poucas questões e ouviu algumas muitas histórias. Todas elas cheias de pronomes pessoais em primeira pessoa. E, dessa forma, conseguiu concluir que em casa de ferreiro, espeto é de pau. Ou santo de casa não faz milagres, nas palavras dela. Aos poucos, a ideia do regalo que regaria sua boca foi derretendo.  É quando se tira o sorvete do freezer, que se percebe sua real consistência (e qualidade!). E aquela ali era bem estranha… Sabendo mais que queria sobre as coisas que ele fez/faz/faria, ela quis...

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Eu não mereço ser estuprada

abr 04

Eu não mereço ser estuprada

Outro dia eu estava chegando em casa e estava rolando um funk na vizinhança. Meninas de 11,12 e 13 anos estavam cantando em alto e bom som umas belas pornografias e dançando loucamente até o chão como se não houvesse amanhã. Minha primeira reação, como boa cristã e preconceituosa, foi julgar as mães dessas meninas. Como elas deixavam as filhas escutarem e dançarem esse tipo de música? Depois, refleti melhor e me desculpei em silêncio. Afinal, porque os meninos podem bater uma bronha com essa mesma idade vendo um pornozinho ou uma revista de putaria e, enquanto isso, as meninas estão lendo historinhas sobre príncipes encantados? Sexo é sexo para meninos e meninas e nossa sociedade tem que deixar de ser machista e ensinar para ambos os gêneros o mesmo tipo de conteúdo. Então, pela minha linha de raciocínio, ao dançar funk as meninas estão aprendendo sobre sexo. E mais: nos bailes funk elas transam por livre e espontânea vontade, não são molestadas. Não estou aqui fazendo nenhum julgamento sobre a idade certa para transar, sobre religião, sobre amor, sobre métodos anticonceptivos nem nada disso. Estou apenas pensando cá com os meus botões que quanto mais se fala em sexo com naturalidade, mais consciência se tem sobre estupro. E é aqui que chego ao título desse post. Nas últimas semanas temos visto muitas mulheres (e homens…uhuuu) apoiando a campanha “Eu não mereço ser estuprada”, que foi lançada após a divulgação de uma pesquisa que mostra que mais de 60% dos entrevistados acreditam que uma mulher que se veste de maneira vulgar está “em busca” de um abuso sexual. E pasmem, a maioria que respondeu a pesquisa é composta por mulheres….aham, esses seres que têm vagina e correm o risco de serem estupradas, mas que não se incomodam em incentivar essa violência com esse tipo de julgamento. Uma sociedade com mais informação e menos machismo é o primeiro passo para mudarmos essa realidade. Falei muito disso no texto que publiquei sobre o Dia Mundial das Mulheres, aliás, a maior hipocrisia. E você, o que acha disso tudo? O Brasil é machista? As próprias mulheres são influenciadas pelo machismo? Conta pra gente, sem critérios.               Adriana...

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Os muitos fins de um término

fev 04

Os muitos fins de um término

Acabou. Cada um segue para o seu lado e a vida continua, mas agora sem aquela pessoa que durante algum tempo fez parte do seu dia a dia, dos seus planos e sonhos. Você chora todas as lágrimas que jamais imaginou que pudessem existir. Sente uma dor física que acha que vai te matar. Você tem vontade de desistir de tudo e dormir pra sempre. Mas, passa. Acredite em mim: P-A-S-S-A. Depois, chega a fase da raiva e ressentimento. Por que aquilo está acontecendo justamente com você? Afinal, você sempre foi uma pessoa boa, justa, honesta, não merecia sofrer daquela forma. E tudo isso por causa de um babaca que nunca te mereceu! Mas, na verdade ele não é um babaca. Apenas as coisas mudam, os sentimentos se transformam e, às vezes, os objetivos deixam de ser os mesmos. Esse é o período da resignação. E aí você começa a tentar entender o porquê de tudo aquilo. Tem que ter um motivo. O que eu fiz? O que ele fez? O que nós fizemos? Será que foram os meus três quilos a mais? Ou ele cansou das briguinhas que se tornaram cada vez mais rotineiras? Sem respostas você decide seguir em frente. E nos dias atuais, é muito mais difícil terminar um relacionamento do que era antigamente. Você tem uma lista de procedimentos a resolver. Precisa: – Devolver as coisas dele que estavam com você e buscar os seus pertences há tanto tempo esquecidos na casa do ex. – Comunicar família, amigos, colegas, vizinhos e estranhos sobre o término e aguentar todas as perguntas e conselhos a respeito. – Mudar o status do relacionamento no Facebook. – Excluí-lo de todas as redes sociais possíveis e imagináveis, porque tudo que você não quer agora são notícias daquela pessoa que tanto te fez sofrer. Feito tudo isso, você decide recomeçar a vida, afinal, inicia agora um novo capítulo da sua história. Até que um dia, você é convidada para o aniversário de uma de suas melhores amigas, que, por incrível que pareça, também é super amiga dele. No meio de tantas contradições e confusões, você decide ir, afinal, o ponto final já ficou para trás, certo? Não. O primeiro reencontro vai...

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O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

jan 20

O que fazer quando se descobre que a grama do vizinho é mais verde

A gente (eu) tem mania de ficar na janela, comparando a nossa grama com a do vizinho. Fazemos isso em todas as janelas da vida: da família, do coração, do trabalho, da saúde e (sem dúvida) a da aparência. E o pior é que no “celular nosso de cada dia” essas janelas praticamente se jogam nas nossas caras dezenas ou até centenas de vezes ao dia. A família do fulano sempre está mais unida, o corpo da beltrana deixa qualquer mulher de pau duro, a viagem do cicrano é a dos NOSSOS sonhos. Tudo e todos parecem melhores e mais felizes do que nós mesmos na vida real e, sem dúvida, na virtual. Então é o seguinte: antes de começar a cortar os pulsos com as facas Ginsu 2000, verifique se a grama do vizinho não é mais verde simplesmente porque é artificial. Sim, as gramas sintéticas enganam bem, mas não nascem e morrem, não vivem suas diferentes estações, não são aparadas pelos seus donos…são simplesmente pedaços de plástico cumprindo uma função estética (e quantas pessoas não se resumem a isso hoje???). Logo, se a grama do seu vizinho for desse tipo, sua leitura acaba aqui. Feche a janela e seja feliz. Mas, se você confirmar que a grama do vizinho é REALMENTE MAIS VERDE, escancare ainda mais a sua janela e encare a única realidade da vida: nenhuma grama é igual a outra. E que graça teria se todas tivessem a mesma cor? Aprenda mais sobre os 50 tons de verde e cuide para que a sua própria grama fique exatamente na cor que agrada a sua alma. E lembre-se: gramas naturais vivem intensamente as 4 estações do ano. Em momentos estão secas, amareladas e sem vida, para em pouco tempo tornarem-se absurdamente verdes. Óhhhh, isso é a vida. Altos e baixos; ganhos e perdas; ossos e gorduras; risos e lágrimas. Enfim, compare menos e viva mais, aprecie mais a sua grama (porque ela nasceu para ser só sua e de mais ninguém), passe mais tempo em contato com ela e descubra o porquê ela é tão especial e, provavelmente, mata os vizinhos de inveja, mesmo que você não veja muita graça nela. E para finalizar, só mais...

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Quando o homem quer, ele corre atrás

jan 14

Quando o homem quer, ele corre atrás

Quero compartilhar a história de um amigo muito querido. Bonito, bem sucedido, inteligente. Daqueles caras que você pode conversar horas sobre diversos assuntos que não cansa, sabe? Engraçado, companheiro e… solteiro! Dá para acreditar? Pois é! Ele é desses que você nunca acha que vai namorar porque, embora seja um partidão (alguém mais usa essa palavra?), está sempre na balada e curtindo a vida louca. Certo ele, aliás. Mas, certa vez, o príncipe encantado em questão se apaixonou por uma garota em um Carnaval, no Rio de Janeiro. Ela era carioca e morava na Cidade Maravilhosa, enquanto ele vivia em São Paulo. Eles se conheceram em um bloquinho e não se trocaram nem um telefone. Mas ele se encantou com a garota. Ao voltar para a triste realidade da quarta-feira de cinzas, percebeu que queria ficar com ela, conhecê-la melhor. Mas e aí? Bom, ele não resistiu: começou a buscar na internet todas as maneiras de encontrá-la. E adivinhem? Encontrou. Buscou a sortuda no Facebook e, a partir de então, começaram a conversar diariamente. Ele voltou ao Rio de Janeiro para vê-la, mas sinto decepcioná-los: essa história não tem um final feliz. Pelo menos não ainda, já que ela é do tipo que não se interessa pelo cara que corre atrás. (Cá entre nós, azar o dela: ele é incrível!) Mas o fato é que quando homem quer, não há nada e nem ninguém que o impeça de tentar conquistar uma garota: arranjar o telefone, adicionar no Facebook, enviar flores, cruzar ‘sem querer’ pelas ruas… Quando eles querem de verdade, eles vão atrás. Um dos meus filmes favoritos é “Ele não está tão afim de você” (ainda não li o livro e pretendo corrigir esse erro em breve). E muito embora eu não aplique absolutamente nenhuma dessas regras para minha vida (shame on me!), o filme é mesmo um tapa na cara de todas nós, mulheres. Quem nunca ficou ali, vendo o gatinho online no whatsapp, literalmente IGNORANDO as mensagens e não respondendo, e ainda assim insistiu: “Viu minha msg?”, “Oi, tudo bem, tá muito ocupado?” – sim, queridinha: ele está extremamente ocupado falando com outras garotas que não ficam no pé dele querendo saber o porquê ele está fingindo...

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