Ligar ou não ligar: eis a questão

set 15

Ligar ou não ligar: eis a questão

Eu nunca entendi essa história de não ligar no dia seguinte. Ficantes, peguetes, amigos com benefícios, namorados, maridos, esposas ou qualquer que seja a relação, realmente não faz sentido para mim essa coisa de fingir que não se beijaram ou que a transa da noite anterior nunca existiu. Para homens ou mulheres, essa atitude é, no mínimo, mal educada. É um desrespeito.   Vejam bem, não estou aqui defendendo que as pessoas precisam criar um relacionamento depois de terem se pegado. Longe disso. Mas ignorar? Sério? Mesmo que alguém ou os dois estivessem muito bêbados ou qualquer coisa do gênero. Sei lá, acho isso muito estranho. Acho frio. De alguma maneira, rolou um momento de intimidade entre você e a pessoa, então, como simplesmente fingir que nada aconteceu e fim? Estou solteira há alguns anos e, muito provavelmente, não seja a pessoa mais indicada para falar como alguém deve agir nessas ocasiões. Mas acho que se você topou curtir uma noite e nada mais com um(a) desconhecido(a), ok. Mas se você conhece a outra pessoa… Poxa, um whatsappizinho no dia seguinte só para ser educado, não custa nada, né? E, sinceramente, não acredito que uma simples mensagem legal vai fazer o outro(a) se apaixonar e querer casar. Pode até ser, mas no geral, se você está lidando com outra pessoa adulta, não. Ele(a) só não vai achar você um(a) grande babaca infantil. Nós precisamos parar de ter medo da reação das outras pessoas. Temos que aprender a manter relações saudáveis e, principalmente, relações de respeito. Acho essa história de fingir que nada aconteceu uma grande idiotice. Nem que for para, sutilmente, dizer que foi bom, valeu, mas que nunca mais vai acontecer de novo. Nem que for para acontecer de novo e, depois, acabar levando um fora. Nem que for para dar certo. Ou para dar errado. Nem que for para simplesmente não dar em nada. Mas o que não dá, é para viver numa realidade paralela onde dois seres humanos adultos se beijam, se curtem, fazem sexo e… fingem que não se conhecem. Sinceramente, acho que é por isso que está cada vez mais difícil de se construir uma relação bacana com alguém. Porque fugir e agir como...

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Eu não mereço ser estuprada

abr 04

Eu não mereço ser estuprada

Outro dia eu estava chegando em casa e estava rolando um funk na vizinhança. Meninas de 11,12 e 13 anos estavam cantando em alto e bom som umas belas pornografias e dançando loucamente até o chão como se não houvesse amanhã. Minha primeira reação, como boa cristã e preconceituosa, foi julgar as mães dessas meninas. Como elas deixavam as filhas escutarem e dançarem esse tipo de música? Depois, refleti melhor e me desculpei em silêncio. Afinal, porque os meninos podem bater uma bronha com essa mesma idade vendo um pornozinho ou uma revista de putaria e, enquanto isso, as meninas estão lendo historinhas sobre príncipes encantados? Sexo é sexo para meninos e meninas e nossa sociedade tem que deixar de ser machista e ensinar para ambos os gêneros o mesmo tipo de conteúdo. Então, pela minha linha de raciocínio, ao dançar funk as meninas estão aprendendo sobre sexo. E mais: nos bailes funk elas transam por livre e espontânea vontade, não são molestadas. Não estou aqui fazendo nenhum julgamento sobre a idade certa para transar, sobre religião, sobre amor, sobre métodos anticonceptivos nem nada disso. Estou apenas pensando cá com os meus botões que quanto mais se fala em sexo com naturalidade, mais consciência se tem sobre estupro. E é aqui que chego ao título desse post. Nas últimas semanas temos visto muitas mulheres (e homens…uhuuu) apoiando a campanha “Eu não mereço ser estuprada”, que foi lançada após a divulgação de uma pesquisa que mostra que mais de 60% dos entrevistados acreditam que uma mulher que se veste de maneira vulgar está “em busca” de um abuso sexual. E pasmem, a maioria que respondeu a pesquisa é composta por mulheres….aham, esses seres que têm vagina e correm o risco de serem estupradas, mas que não se incomodam em incentivar essa violência com esse tipo de julgamento. Uma sociedade com mais informação e menos machismo é o primeiro passo para mudarmos essa realidade. Falei muito disso no texto que publiquei sobre o Dia Mundial das Mulheres, aliás, a maior hipocrisia. E você, o que acha disso tudo? O Brasil é machista? As próprias mulheres são influenciadas pelo machismo? Conta pra gente, sem critérios.               Adriana...

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