5 coisas que aprendi em 5 dias no Rio de Janeiro

abr 25

5 coisas que aprendi em 5 dias no Rio de Janeiro

1 –  As mulheres são bonitas, gostosas e sensuais. Aceita que dói menos.  O choro é livre, mulherada. Mas a verdade é que as cariocas mandam beijinho no ombro para o resto do Brasil e do mundo. São abençoadas por Deus e bonitas por Natureza. E ouradas do sol. E sarada de tanto caminhar, correr, nadar, surfar, jogar futevôlei, andar de patins, bike e skate… Num primeiro momento, é difícil aceitar sem bater aquela invejinha típica de mulher. Mas depois… Torna-se uma inspiração ver como a real beleza feminina é natural. Obrigada, mulheres cariocas: vcs ensinam as mulheres do mundo a acharem outras mulheres bonitas!     2 – A música do Rio é o funk. E se chorar, vai ter mais pancadão.  Não que o samba não faça até gringo rebolar. Não que a Bossa Nova não seja a história das calçadas desenhada de Copacabana. Não que o pop e o rock não estejam presentes. Mas o funk… Ah, merrrmão, o funk te faz descer até o chão. O funk não tem raça, cor, classe social ou religião. Aquela batida contagia e, quando vc menos percebe, está rebolando o bundão. Tá, a rima é ruim, mas a verdade é que o Baile Funk é a ‘balada’ do carioca, que mistura toda gente de todo lugar. Não tem preconceito e nem discriminação. 3 – Do que são feitos os homens do Rio? Eles não são de Deus. Ou será que são? Minha vontade é sair aplaudindo todos eles, como se aplaude o pôr do sol, sabe? Porque, olha… eles são bonitos demais. Quando alguém perguntar aonde é que se escondem os homens bonitos do mundo, vou responder sem pensar: no Rio de Janeiro. E olha que eu morei na Itália, hein… Mas desde o dono da barraca da praia, passando pelos playboys das baladas, incluindo o motorista de táxi… É homem bonito demais da conta!     4 – Carioca sabe viver, mas trabalhar… Olha, pode até ser pensamento clichê de paulistano coxinha. Mas isso nunca se mostrou tão real para mim quanto nos últimos dias. Passei quatro dias de feriado curtindo, a cada minuto, os presentes que o RJ me dava: festas, sol, praia, calor, energias positiva,s belezas...

Read More

O Brasil não é o pior lugar do mundo

nov 03

O Brasil não é o pior lugar do mundo

Pela primeira vez, desde que completei 16 anos de idade, eu não exerci o meu direito de votar em uma eleição. E por mais que tenha sido um alívio, já que eu estava com muitas dúvidas em relação ao meu voto, sinto que falhei com o País e com a democracia, que valorizo tanto. Vejo muitas pessoas reclamando da obrigatoriedade do voto, mas sendo um dever ou não, ainda assim, é um exercício de cidadania e admiro isso, pois não posso, sequer, pensar em um modelo de governo tirano ou autoritário. Ser livre para fazer escolhas, mesmo que elas não sejam validadas, é importante. Como já contei por aqui, estou morando por alguns meses em Roma, onde estudo italiano. Na minha sala, há um casal de venezuelanos, a Helena e o Roberto. Durante os exercícios de conversação, descobri que ambos vieram para cá buscando a sensação de liberdade que eles não têm em Caracas, cidade onde vivem e capital do país. Quando falávamos sobre segurança, comentei que São Paulo era uma cidade com altos índices de violência e, antes mesmo de eu explicar, ambos me interromperam contando que Caracas é a segunda cidade mais violenta do mundo. Dessa forma, eles, que são jovens de vinte e poucos anos, como eu e todos os meus amigos; não podem ter vida social. “Nos raros momentos em que saímos à noite, devemos permanecer no local até amanhecer, porque é um pouco menos perigoso andar durante o dia”, contou Helena, que é formada em audiovisual, mas não exerce a profissão, porque não há emprego e não se paga bem, o que a obrigou a trabalhar como uma espécie de assistente pessoal do presidente de uma grande empresa. “Não temos vida por lá”, disse Roberto, que com avós italianos, tem a cidadania europeia e vai buscar alguma oportunidade por aqui, depois que finalizar o curso, dentro de dois meses. Helena também contou que a situação é tão grave, que existe o câmbio de produtos alimentícios entre parentes e amigos. Por exemplo, se a mãe dela vai ao mercado e encontra leite, compra em quantidade suficiente para poder trocar com a sogra, irmã, cunhada; que por suas vezes, encontraram frango, pão ou qualquer outro produto,...

Read More

No avião

out 06

No avião

Já contei aqui que gosto muito de viajar. E, grande parte dessas viagens, depende desse incrível meio de transporte chamado avião. Nunca tive medo de andar de avião (aliás, nunca entendi muito bem esse termo ‘andar de avião’. Como é que se anda no ar?). Não sei se é porque estou acostumada a fazer isso desde pequena, ou se é porque meus pais me criaram para não ter medo de enfrentar o mundo. Talvez um pouco de cada. Mas o fato é que não entro em pânico, não me desespero, não me sinto mal, não tomo remédios para apagar durante o voo, não tenho chiliques. Mas também não sou a maior entusiasta. Acho chato, apertado, incômodo. Fora a burocracia de check in, filas, peso de bagagens etc etc etc. Não tenho grandes empolgações, não fico super animada… E, apesar de adorar o clima de aeroporto, os dias de viagens são dias mortos, porque é preciso chegar cada vez mais cedo, com horas e horas antes do embarque, para não correr o risco de perder o voo. Para mim, viajar de avião é apenas um meio de se chegar onde eu desejo. É uma espécie de mal necessário. Mas confesso que tenho minhas superstições: sempre piso na aeronave com o pé direito, e na hora da decolagem e do pouso, sempre cravo os dois pés no chão e rezo um Pai Nosso. Além disso, faço o trajeto todo com cinto de segurança, independente do aviso de ‘apertar os cintos’. Detesto turbulências (alguém gosta?) não só porque a ideia de que algo pode estar errado e um acidente pode acontecer, mas porque corro o risco de me sentir mal, com tonturas e náuseas. Uma vez, quase chegando em Nova York, resolvi usar o toalete, logo após servirem o café da manhã. Quando estava escovando os dentes, o avião entrou numa rápida turbulência e senti ele descer bruscamente. Eu voei longe na minúscula cabine do banheiro. Bati cabeça, fiquei com hematomas no braço e quase devolvi o desjejum. Não foi nada agradável. Também me irrito toda vez que viajo com as infinitas informações dadas pelo comandante e pela movimentação dos comissários: depois de toda excitação do embarque, muito se engana quem acha...

Read More

O dia em que fui demitida e mudei a minha vida… para melhor!

set 29

O dia em que fui demitida e mudei a minha vida… para melhor!

Quando eu era mais nova, imaginava que, quando crescesse, eu seria uma profissional de sucesso. Na minha cabeça, isso significava ter reuniões importantes, trabalhar em grandes empresas, realizar projetos importantes. E então, foquei (ou meus pais que focaram, sei lá) minha vida na minha carreira profissional: boa escola particular, duas universidades, cursos de idiomas, pós-graduação, cursos no exterior, blá blá blá. Eu me considero uma profissional de sucesso. Antes dos 30 estava eu lá, no alto de lindo edifício no meio da Avenida Paulista, com um bom cargo, um bom salário para minha área, com um delicioso dia a dia e uma equipe de excelentes profissionais. Para comunicação corporativa, eu fui além! Minhas pautas envolviam ninguém menos que a presidenta da República, Dilma Rousseff; o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; o prefeito da cidade, antes o Kassab e depois, Fernando Haddad; o vice-presidente da República Michel Temer… Isso sem contar os internacionais, como o premier do Reino Unido David Cameron ou os diversos governadores, prefeitos e chefes de Estado. Mas também vi de perto grandes nomes do esporte, como Thiago Pereira, da natação; e Murilo Endres, do vôlei. E também da cultura, como a atriz Cristiane Torloni e o escritor Carlos Heitor Cony. Durante dois anos, eu vi diversas autoridades e celebridades de perto e me dediquei de corpo, alma e coração a este emprego, que me parecia tão especial, mas que no fundo, era apenas um emprego. Mas um novo chefe (um dia escrevo sobre a sutil diferença entre ‘chefe’ e ‘gestor’) chegou e, com ele, a realidade de que não se pode ter o lado profissional como único foco, porque a vida é maior que isso. Horas e mais horas no banco, pagamento extra para trabalhos de domingos e feriados… Nada disso parecia importar, porque eu achava que era feliz. Mas, na verdade, eu usava o meu emprego para mascarar todos os outros problemas que eu nunca tinha coragem de enfrentar. Esse novo chefe veio cheio de coisas com as quais eu não concordava. Simples assim. Para mim, ele corrompia os meus valores pessoais e isso me impedia de ser uma boa profissional. Sou dessas, fazer o que? De repente, acordar para ir trabalhar era...

Read More

Porque vale a pena enfrentar a fila e visitar a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum

ago 18

Porque vale a pena enfrentar a fila e visitar a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum

Uma das coisas mais legais de se ter tempo livre é poder fugir do circuito turístico de São Paulo durante o fim de semana e conseguir curtir as coisas bacanas da cidade nos tais dias úteis. Resolvi conferir de perto a mostra  Castelo-Rá-Tim-Bum – A exposição, uma homenagem ao programa infantil da TV Cultura que, em 2014, completa 20 anos do início de sua veiculação, no Museu da Imagem e do Som (MIS). E mesmo numa quinta-feita à tarde, cheguei ao MIS às 16h e, na bilheteria, informaram que havia ingressos para a entrada das 17h. Achei bem razoável, afinal, eu não precisei ficar na fila até 10 minutos antes de entrar na exposição. Mas será que vale mesmo a pena enfrentar as longas filas e as disputas pelos ingressos online que estão se esgotando quase tão rápido quanto os da Copa do Mundo? Bom… VALE! Vamos conferir por que?     PLIFT PLOFT STILL… A PORTA SE ABRIU! Nada melhor do que ser recepcionada pelo porteiro do Castelo! E assim que entramos, a magia começa! Num ambiente completamente lúdico, a visita à exposição é uma viagem no tempo para quem curtia Nino, Pedro, Biba, Zequinha, Tio Victor, bruxa Morgana, cobra Celeste e muito mais! Mas o passeio não restringe idades: as crianças dos dias atuais, que nem eram nascidas quando o programa foi lançado, também curtem o programa, que é ideal para a família! A reconstrução dos cenários dá o charme especial a este ambiente que, a cada passo, reproduz diálogos ou músicas que nos remetem às deliciosas cenas dos amigos e seus personagens. A Lareira e seus shows; a caixa de música e seus dançarinos; a sala dos mapas e seus mistérios; a sala do Dr. Victor e seus raios e trovões; a cozinha e a máquina de lavar que não para nunca de trabalhar; o Castelo e toda sua magia!   ENQUANTO ISSO, NO LUSTRE DO CASTELO… Mas nem só de bastidores é feita essa mostra. Muito pelo contrário! É possível viver de perto a experiência da magia que envolve o Castelo. Há peças originais usadas nas gravações, como a poltrona do Gato Pintado na biblioteca; o sofá da bruxa Morgana na Torre, ao lado do...

Read More

Roma: amor de traz para frente

ago 04

Roma: amor de traz para frente

Já contei aqui que vivo a vida para viajar. Mas desde que comecei a escolher meus próprios caminhos, enfiei na minha cabeça que gostaria de conhecer a Itália. Sei lá porque exatamente, mas sempre tive uma imagem romântica desta país, onde todas as pessoas parecem ser lindas e felizes. E olha, antes que vocês me julguem, isso foi bem antes de o best-seller “Comer, Rezar, Amar” ser lançado. Em dezembro de 2008, arrumei as malas e parti para aquela que seria a minha primeira grande viagem sozinha. Mas mal sabia eu que, na verdade, seria a grande viagem a me transformar. Mas o foco do post é ROMA e vou me ater a isso. Entrei na Itália de ônibus, depois de atravessar os Alpes, vindo da Áustria. Cheguei em Verona, cidade de Romeu e Julieta. Conheci Pádova (e viva Santo Antônio!!), Veneza, Assis, Florença, Pizza e… Roma! La bela Roma! Foi amor a primeira vista. Eu, que me perco com a maior facilidade e não o menor senso de direção nem para me achar na minha própria cidade, criei uma conexão com Roma que nem eu mesma sei explicar. Para mim, tudo ali parecia óbvio, simples e familiar. Eu estava me sentindo em casa. Sem nunca ter estado ali antes, sabia onde ir, como ir, o que fazer… Mesmo com o italiano de principiante e a confusão mental com o espanhol (acreditem, não é fácil!), conseguia escolher meus pratos, fazer meus pedidos, pedir informações, ler explicações… Fiz o circuito turístico obrigatório: Coliseo, Vaticano, Igrejas, Piazzas… Mas, ao passar uma das noites de Ano Novo mais divertidas da história, regada a muito vinho e espumante nacional e delicioso, comecei minha manhã de 1 de janeiro de 2009 na Fontana Di Trevi, onde elegi ser  meu lugar favorito no mundo. A energia daquelas águas, as boas coisas que sinto ao olhar para aquele monumento… É o meu lugar no mundo, já está decidido. O transporte público é fácil e o custo de vida é baixo: come-se muito bem gastando pouco, afinal, qualquer panini de ‘prosciuto con formaggio’ e uma taça de vinho (sim, porque lá o vinho é servido como em máquinas de refrigerante) é uma refeição dos deuses, que custa...

Read More

O que o futuro nos reserva

mar 26

O que o futuro nos reserva

Outro dia me peguei recordando de uma brincadeira de infância. Daquelas bem de menininha em que a finalidade era tentar desvendar o futuro. Com quem eu iria me casar: Brad Pitt, Tom Cruise ou Leonardo Di Caprio? Quantos filhos eu teria? Em qual destino paradisíaco eu passaria a lua de mel? E minha profissão? Seria cantora, dançarina ou atriz? E qual super carro seria o meu? É claro que dei muitas risadas durante essas lembranças, mas uma coisa me assuntou. Nessa espécie de unidunitê do futuro, a única certeza que eu tinha é de que minha vida estaria “resolvida” aos 24 anos. No último dia 21 de março completei 28 primaveras, verões, outonos e invernos (nunca entendi a predileção pela estação das flores!). Sim, quatro anos a mais dos idealizados por mim enquanto criança. E pasmem: ainda não me casei, e olha que nem estou colocando como meta os ídolos de Hollywood, não tenho filhos, não comprei uma BMW, nunca fui pra Polinésia Francesa e minha profissão não envolve luxo, riqueza e glamour. Sou uma fracassada? Talvez. De verdade, é difícil fazer uma análise sobre o meu “desempenho” como pessoa. Mas, o que eu tenho refletido mais é sobre como nossas perspectivas mudam com o passar do tempo e diante das circunstâncias. Aos 10 anos, eu tinha plena certeza de que construiria uma família, que viveria numa casa com um belo jardim, com um marido perfeito e meus três, repito, três rebentos. Hoje, aos 28, eu nem sei se terei um namorado novamente. Pode parecer dramático demais, eu sei, mas meu atual cenário amoroso não me apresenta argumentos suficientemente fortes para provar o contrário. Além disso, será que eu sou mesmo aquela mulher que eu idealizava ser quando criança? Será que é nesse cenário que está minha felicidade? Hoje eu sou feliz. Mesmo sem um imóvel próprio, sem conhecer o mundo, sem o amor da minha vida. Plena? Não. Tenho que evoluir como pessoa em mil quesitos, tenho muitas pendências a quitar e não estou satisfeita em todos os campos da minha vida. Mas, sinto que estou no caminho certo. Que a cada dia, em cada pequeno passo, eu chego mais perto de ser uma pessoa realizada. E uma...

Read More

Saber agradecer

mar 24

Saber agradecer

Em novembro do ano passado, achava que minha vida estava tão ruim, mas tão ruim, que tudo o que eu fazia para melhorá-la era reclamar. Muito trabalho, excesso de compromissos na pós, namorado me largou, amiga (ou aquela que eu pensava ser amiga) pegou o ex, saúde mais pra lá do que pra cá…. E como boa pobre-menina-rica, fui curar os meu problemas tomando bons drinks no Caribe. Fui para essa viagem porque era despedida de solteira de uma das minhas melhores amigas e, embora não estivesse em outro lugar se não ao lado dela neste momento, Cancun não teria sido minha primeira escolha para tirar uns dias off. Viu? Até sobre isso eu reclamei! Não precisei de muitas horas para entender que nada acontece por acaso. No primeiro sábado nas terras caribenhas, depois de um longo dia de sol, piscina, música e margueritas (foi difícil, viu? #sqn), fomos para uma noitada só de garotas: TRÊS baladas na mesma noite. O calor era algo tão surreal, que não havia fixador de maquiagem para segurar o blush. O cabelo, então, melhor nem comentar. O suor escorria pelas costas. Cara, a gente suava na bunda! Mas nós não nos sentimos mal nem por um segundo: éramos apenas apenas mais nove em meio à multidão de turistas dançando e curtido a noite inteira. E na real, quem é que precisa de make up num lugar onde as pessoas são bonitas e saudáveis porque são felizes e tomam sol? Chegamos de volta ao hotel às 5h da manhã (acreditem, aos quase 30 e com nosso espírito de um-barzinho-um-violão isso é uma vitória!) e, sem nem ao menos tomar banho (me julguem!), capotei na cama e elegi o ar-condicionado como a oitava maravilha do mundo. Foi então que minha adorada roomie perguntou para que horas deveríamos programar o despertador, já que a excursão para mergulhar com os golfinhos sairia às 07h30. Xinguei, mentalmente, todas as linhagens de golfinhos. Todas. Quando o despertador tocou uma hora depois, pensei em simplesmente fazer o que faço em muitas das manhãs da minha vida: desligar, ignorar, virar para o lado e voltar a dormir. Mas então meu anjo da guarda (só pode ter sido ele) assoprou no meu ouvido...

Read More

Não me leve a mal, mas e daí que é Carnaval?

fev 26

Não me leve a mal, mas e daí que é Carnaval?

Eu adoro Carnaval e toda essa brasilidade que a data traz. Festa, feriado, bebedeira, alegria o dia inteiro. É quase um crime não se divertir nesses únicos cinco dias do ano em que tudo é permitido. Afinal, é Carnaval! Mas nem todos os anos estou afim de curtir essa zona: dormir pouco, beber demais, cair na folia, gastar uma grana, fazer xixi em banheiro público, fazer bobagem e ter a ressaca moral, ficar horas no trânsito das estradas paradas ou no caos aéreo… Não, definitivamente, 2014 é meu ano do não-Carnaval. Sei que, para muitos que estão lendo este texto, ainda estamos no terceiro parágrafo e já estou sendo julgada. Tudo bem, quem não gosta de julgar o próximo, não é mesmo? O que importa é que, este ano resolvi me dar uma experiência nova, arrumar as malas e ir para longe da folia. Já fiz isso no Reveillon e, embora sinta falta dessa energia positiva brasileira, estou certa de que, ficar por aqui, vai me deixar mais depressiva do que animada, justamente porque ser feliz no Carnaval é quase uma obrigação moral de todo bom brasileiro. Minhas opções poderiam ser ir para o Rio de Janeiro e me juntar com 95% da população de São Paulo, incluindo aqueles que não faço questão alguma de encontrar na vida. Poderia, também, ir para Salvador e curtir a energia do axé baiano, mas ficaria pobre porque a brincadeira tá custando mais de R$ 10.000,00 e vai ter gente demais daqui por lá e, vamos ser sinceros: não preciso gastar todo esse dinheiro para sair beijando na boca de quem não vale nem um centavo. Sem contar que, graças a Deus, vivi muito bem esses 28 anos e já fui para esses lugares e tantos outros que as amigas recém-solteiras querem me arrastar: Carnavotu(poranga): já fui.  Diamantina, no interior de Minas: já fui. Carnaval de rua no interior de SP: já fui. Carnavio, num cruzeiro: já fui. A zona do litoral de SP: já fui. Já fui, já fui e já fui. Para alguns desses lugares, quem sabe um dia eu até volte. E, de todos, as lembranças são as melhores. De vários, fiz amigos, voltei apaixonada e fui muito feliz. Mas eram...

Read More

Vivo a vida para viajar

fev 10

Vivo a vida para viajar

Eu adoro viajar. Acho que é a coisa que mais gosto de fazer na vida. Todos os dias, quando acordo para trabalhar, penso: “foca na próxima viagem, Talita, seja ela qual for”. Aliás, preparem-se: esse é só um dos vários posts que vou fazer sobre viagens, dado que isso é parte integrante da minha vida. Desde que tinha 7 anos de idade e meus pais levaram eu e minha irmã para a Disney, aprendi o valor que uma viagem tem. A escola também me incentivou muito. Os destinos tem sido vários, desde então, dentro e fora do Brasil (aliás, já viram a beleza que é nosso país?): Rio de Janeiro, Minas Gerais, Fortaleza, Natal, Estados Unidos, Canadá, França, Santa Catarina, México, Itália, Espanha, Alemanha, Áustria, Buenos Aires, Bariloche, Recife, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo… Não canso nunca! O que eu mais gosto quando viajo, é viver a cultura do local. Parece clichê, e talvez até seja mesmo, mas para mim é transformador. Eu gosto de visitar o circuito turístico, é óbvio. Quem não quer aquela foto na Torre Eiffel, em frente ao Castelo da Cinderela, ou na Times Square? Eu também quero! Além de lembranças mágicas, rende um monte de likes no Instagram e Facebook e sejamos realistas: quem não curte quem curte? Mas, sem querer, eu descobri que eu adoro explorar o circuito não-turístico. Se tenho amigos que vivem nas cidades, então, melhor ainda! Fui perdendo o medo aos poucos e aumentando a ousadia a cada viagem. Sabe aqueles restaurantes deliciosos e que nunca têm espera? Ou aquela praça onde se falam a língua local e não o turistiquês? Aquela foto no jardim secreto ou, então, aquela ponte de cena de novela? Pois são exatamente nesses lugares que eu sempre descubro a magia de arriscar e explorar o lugar incomum. Eu gosto também de experimentar as comidas locais. Adoro sentir os gostos, mesmo que sejam ruins. E daí? Adoro lembrar dos cheiros desses lugares também. Outra coisa que vale mencionar é que viajar nos faz ultrapassar limites que às vezes nem sabíamos que éramos capazes. Por exemplo, eu nunca imaginei esquiar. Não faço exatamente o estilo atleta e realmente fui uma negação: voltei cheia de roxos e caía...

Read More