Doar, doar e doar

ago 25

Doar, doar e doar

Este ano não está sendo fácil. Acho que já fui em mais enterros em 2014 do que ao longo dos meus quase 30. Fui demitida depois de ser humilhada profissionalmente. Descobri que o cara que eu gosto está namorando uma menina que eu detestoEngordei 10 Kg em sete meses.

Vou poupar vocês, diminuir o drama e não vou incluir as tragédias coletivas que o mundo está sofrendo. E olha que ainda estamos em agosto.

Mas em meio a tantas coisas ruins, algo em mim me move ao encontro das coisas boas. Porque acredito muito que a vida gira em ciclos. Então, lá no fundo, sei que se eu não estou nos meus melhores momentos, em breve isso tudo vai se inverter novamente.

sangueO que significa que não tenho desculpas para ficar só chorando e me lamentando. A vida continua, um dia após o outro. E por isso mesmo que todo esse sofrimento de 2014 foi a força que eu precisava para me encorajar a fazer uma série de coisas bacanas. Afinal, não podemos só fazer o bem quando estamos necessitados ou desesperados.

Por exemplo. Em maio, doei sangue.

Eu sou doadora há alguns anos do Hospital A.C. Camargo e faço isso porque entendo a importância de doar. E embora nunca tenha precisado usar do banco, continuo doando. Porque alguém sempre precisa.

Em abril, doei cabelo. Foram 20cm de um lindo cabelo loiro (não, não tenho a menor modéstia em assumir isso hehe), inspirada na atitude da Adriana (vale reler o post dela aqui). Não me lembro da última vez que cortei tanto assim de cabelo, mas também não me lembro da última vez que um corte fez com que eu me sentisse tão tranquila, tão leve e tão realizada.

A doação foi para a ONG Cabelegria, que faz perucas para crianças carentes com câncer. Cabelos crescem. E crescem rápido! Posso garantir que, passados apenas cinco meses, já está até na hora de cortar de novo.

cabeloEu doo roupas sempre. Aliás, eu doo roupas com a mesma frequência e animação com que viajo. Para cada mala que faço, é uma outra mala de desapego de roupas, sapatos e acessórios que não servem ou que nunca mais vou usar. Toda vez que faço isso, libero espaço para o novo. E não estou apenas falando de novas roupas não: tô falando de novo na vida! As energias se renovam, acredite!

 

Recentemente, eu e minha família realizamos uma Festa do Livro. Após uma reforma em nossa casa, resolvemos que tínhamos livros em excesso. Centenas de exemplares que ninguém leu, que ninguém jamais iria ler e que já foram lidos e era hora de dar oportunidades para outros lerem.

Eu, meus pais e minha irmã entendemos que tudo que tivemos na vida, foi proporcionado pelo livro. Essa nossa relação com o mundo editorial já dura quase 40 anos e percebemos que era hora de compartilhar isso com o mundo.

LIVROSPara entender melhor isso, vale clicar aqui. O evento foi um sucesso de diversos amigos, familiares e conhecidos saíram carregados com caixas e mais caixas de livros e um belo sorriso no rosto. Ah! Os exemplares restantes serão destinados a algum projeto social voltado para a fomentação da leitura no Brasil (ainda estou analisando as possibilidades, depois conto).

No fim das contas, fazer o bem sem olhar a quem não deixa de ser uma forma de nos fazer sentir melhor. Alguns podem achar egoísmo. Eu discordo. Acho que a boa ação tem sim um efeito em quem a realiza, mas não chega nem aos pés do efeito que causa em quem a recebe.

Neste meu ano pesado, ajudar os outros tem feito eu me sentir mais leve. E isso me devolve a confiança de que o ser humano não é tão ruim assim. E, quem sabe, o mundo não esteja totalmente perdido. Acho que temos uma salvação e só depende de nós (desculpem o clichê meio ‘Criança Esperança’, mas é o que minha inspiração permitiu).

E um bom jeito de começar, é doando! Doe roupas, doe livros, doe cabelo. Doe aquilo que não te serve, o que você não usa, o que não gosta, o que não quer mais. Nós não precisamos de tantas coisas e só percebemos isso na hora que sentimos o bem que nos faz em nos desfazer delas, especialmente quando sabemos que alguém que realmente precisa, vai recebê-las!

Comece aos poucos, se desfaça devagar. É um exercício. E quando você menos perceber, vai entender que, na verdade, está doando bem mais do que imagina; está doando amor, vida e, principalmente, esperança.

leveza

 

Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!

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