É meu jeito moleque de ser

abr 09

É meu jeito moleque de ser

Eu nunca fui uma pessoa considerada “normal”. Sempre fugi dos padrões, não gosto de modinhas e já fui muito rotulada por ser do contra e antissocial. Mas, talvez uma das características fortes que geram mais repercussão nas minhas rodinhas de amigas é meu lado moleque.

Eu não entendo (e não gosto) de moda. Eu amo futebol. De assistir. Só não curto jogar porque não sei mesmo. Aliás, eu sou fanática por esportes em geral. Não sei me maquiar, não faço as unhas semanalmente, no meu cabelo só passo shampoo. Nunca fiz um tratamento de estética. Não faço joguinhos amorosos. Eu sou simples, direta, grosseira, talvez. Charminho? Não é comigo. Muitas vezes sou o homem da relação. Tenho medo de me envolver, de me entregar, por isso, de vez em quando fujo. Tão covarde como muitos machões por aí.

Isso não é um orgulho. Algo para bater no peito e sair bradando por aí. Mas, é meu jeito. Gosto de andar com os pés no chão. Salto alto nunca foi o meu forte. Calça jeans, regata, moletom, havaianas…. to feita! Troco a vaidade pelo conforto. A beleza pela praticidade.

Mas, como tudo na vida, ser assim tem seu lado bom e o ruim. Eu nunca sou a gatchenha da balada. Eu danço pra me divertir. E, convenhamos, raramente diversão e beleza estão no mesmo pacote. Se eu desço até o chão é pra rir com as minhas amigas, jamais para sensualizar. Eu pulo, rodo, rebolo até ficar suada, descabelada e feliz, assim como um moleque que acabou de jogar uma pelada no terrão. Ou seja, quem gosta de mim sabe e aceita o jeito que eu tenho. É muito mais fácil se atrair pela menina gostosa de vestidinho e saltão, com chapinha no cabelo e batom vermelho do que por mim, a louca de sapatilha que faz rabo de cavalo e dança como se não houvesse amanhã.

Se me convidar para passar um dia no shopping vendo vitrines e experimentando roupas saiba que se eu aceitar será pela companhia, porque este é um dos programas que mais detesto na face da Terra.

Sim, alguns dias eu acordo com vontade de me arrumar, de olhar no espelho e me sentir bela. E jamais, em hipótese alguma, critico as pessoas vaidosas, pelo contrário, até admiro quem gosta (e sabe) se cuidar. Mas, acho que é tipo um dom. Ou você nasce com ou se dedica muito para tentar chegar lá. Como eu não atendo a nenhum dos requisitos, continuo não gastando dinheiro com sapatos, mas sim com as figurinhas do álbum da Copa do Mundo. Aliás, você tem alguma repetida por aí?

Fernanda Barreira, 28 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É pagar pra ver!
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2 comments

  1. Fabiola /

    Fe, adoramos você com esse seu jeitinho especial! 😉
    Bjo

    • Fernanda Barreira /

      Que linda, Feybys!

      E eu adoro seu jeitinho vaidosa de ser, rs

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