Ela é toda toda

mar 21

Ela é toda toda

Há um ano saí da cansativa aula de pós-graduação e levei a Fernanda, minha então colega de classe, para casa. Era aniversário dela e, ao contrário de mim, ela não estava nem aí para a data. Insisti para que, nesse dia especial, ela não fosse embora de metrô e acabamos, nós duas, sentadas na mesa de um bar. Pedimos suco. Eu porque estava dirigindo; ela porque não estava no clima do álcool (sério: QUEM não está afim de uma cervejinha ao menos no dia do niver?!)

Confesso que me senti numa cena de Malhação, sentada no já falecido Gigabyte e curtindo um suco natural com a galera. Mas era só uma singela maneira de não deixar a data passar em branco. Lembro bem desse dia porque foi justamente quando, sei lá porque já que nem éramos tão próximas, contei a ela sobre todo o meu drama amoroso. Ela, que ouvia a história pela primeira vez, afirmou categoricamente (como sempre faz, aliás): “Você ainda gosta dele”. Eu neguei. Poucos meses depois, eu e ele voltamos. É. Acho que foi quando descobri que ela já me conhecia melhor do que eu imaginava.

Senti, então, que temos mesmo uma ligação, dessas que não dá para explicar. Descobri com o tempo que temos muitas afinidades. E ela se mostrou mais que uma amiga: foi minha parceira nas maiores roubadas e não me deixou na mão nem por um minuto. Ela é daquelas que compra sua briga, odeia quem te odeia e ama quem cuida de você. Ela fala as verdades na cara e tem o sorriso mais reconfortante do universo.

Mas há um ano, a Fernanda não era ela. Não era loira, não ia para a balada todos os fins de semana e, provavelmente, ninguém no mundo dormia tanto quanto ela. Há um ano, ela passou o Carnaval sozinha e chorando em casa; e não era muito sociável: almoçava sozinha lendo livros no parque. Há um ano, ela não sorria com alegria e também não era sete quilos mais magra.

Talita e Fernanda

Eu e a Fer na Festa Junina do Calvário: um dos nossos programas de gordinhas preferidos!!

Mas ela aprendeu a ser ela. A se valorizar, a se orgulhar de si mesma, a paquerar, a perder a linha na balada, com o dedinho na boca e descer até o chão curtindo um bom pagode dos anos 90. Ela descobriu que tem seu charme, que é inteligente, divertida e a melhor companhia para quase todo mundo. Para ela, não há melhor lugar do que uma praia e nem melhor cenário do que um belo dia de sol. Ela detesta chuva e ama sua família. E o mais legal, é que ela agora respeita tudo isso nela. Porque ela aprendeu a dizer sim para ela mesma e para o mundo. Este ano, aliás, vai comemorar o aniversário no sambão, rodeada de vários amigos, sendo muitos conquistados justamente ao longo dos últimos meses.

Quando as pessoas fazem aniversário, costumo desejar a elas um ‘Feliz Ano Novo’. Um pouco por conta da astrologia (aliás, essa é uma ariana arretada!); um pouco porque acredito nas novas chances de recomeçar. Mas poucas pessoas levaram essa frase tão a sério quanto a Fernanda. Hoje, ela dorme menos e sorri mais. Bem mais. Hoje ela adora almoços longos e briga comigo quando quero passar o final de semana sozinha em casa.

E não só porque seus olhos claros roubam a cena, mas principalmente porque sua energia positiva é contagiante, ela nos faz feliz um pouco por dia e muito para sempre.

Dizem que 28 anos é a idade das mudanças, em que se encerra o velho e se inicia o novo. Então, desejo a você, grande amiga, um ano de movimento constante. Porque ficar parada não nos leva a lugar algum. E você me ensina isso a cada dia que passa. No seu aniversário, você foi o meu melhor presente!

<3

 

P.S.: Não se preocupe querido leitor, esse blog não virou um mural de declarações. Mas ciumenta do jeito que a Fernanda é, se eu escrevesse um texto para a Dri sem lembrar dela, isso aqui teria que, no mínimo, tornar-se um case de gerenciamento de crise. =P

PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO ESCREVER
Me intrometi (eu, a Dri) aqui no post da Tali só para dizer o quanto sou grata a Deus por ter colocado a Fê no meu caminho…e já aviso que ela não vai sair. Lembro que logo que entrei no trabalho, conheci esse lindo par de olhos verdes/azuis, mas os achava um pouco tristes. Foi nos almoços de cada dia que comecei a entender melhor o que esses olhos diziam….e me apaixonei…e amei. E hoje só vejo brilho no olhar e na alma da Fê. Ela me entende, me dá bronca, me acolhe, me anima. Que mulher, Gzuis. Papai do Céu, abençoa essa minha amiga, encha ela com o seu amor e realize todos os sonhos desse ser humano especial.

 

Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!
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3 comments

  1. Érica Baffi /

    Meninas, que homenagem linda! Eu sou sim a amiga que chora lendo essa declaração!

    Fê, meio sem palavras gostaria de reforçar meus votos de feliz aniversário!!!

  2. Anne /

    Fe, que seu dia seja lindo como você 🙂

    Por fl em beleza, tah lindo de ver vocês três, sabia 🙂

    <3

    Beijo beijo

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