Guarda-roupa da Covid-19

maio 16

Guarda-roupa da Covid-19

Em tempos de pandemia e isolamento social, pergunto: vocês têm trocado de roupa com que frequência?

Por aqui, decidi dividir meu guarda roupa em roupas da Covid e outras roupas para serem usadas quando retomarmos alguma normalidade: é o sapato-do-corona, a calça-do-corona, a brusinha-do-corona…

Veja, se preciso sair de casa, os programas são os mesmos: supermercado, farmácia, acompanhar minha mãe em seu tratamento médico, ir ao escritório separar pedidos para envio aos clientes, Correios para postar os pedidos. É uma rotina em looping e realmente não vejo sentido em investir na aparência pessoal e vestimentas para isso.

Alguns poderão dizer que isso é auto-cuidado, que não posso abandonar o cuidar de mim e blábláblá. Mas as blogueiras de moda que me desculpem (e nada MESMO contra elas, sigo várias inclusive), mas look do dia, outfit of the day, dicas de make e tudo mais, simplesmente não fazem sentido para mim. Não neste momento.

Looks para ficar em casa? Roupa para fazer video call? Make para meetings online? Ai gente… sério?

Até porque, quanto mais roupa sujar, mais roupa para lavar né? E tenho trabalhado tanto, que estou tentando economizar atividades domésticas desnecessárias. E cuidar da roupa nunca foi de minha predileção neste lista de afazeres. Agora então… menos ainda!

O fato é que eu estou alternando meus dias entre três calças, cinco blusas e um único sapato, alternados entre si e devidamente lavados e higienizados, mas giram em looping e sim, parece que estou sempre com a mesma roupa, mas não me importo.

Antes de entrarmos em isolamento, era para eu ter ido pela primeira vez a Londres. E, na sequência, faria uma grande viagem em família para a Itália (piada, eu sei).  Então, investi em calças, botas, malhas e casacos: tudo novinho para desbravar as terras europeias que ainda estavam gélidas. Agora seria a hora de retomar estas roupas nunca utilizadas, mas eu simplesmente não vejo sentido.

Cheguei a levar a questão para a sessão de terapia, mas Anna, minha adorável psicóloga, riu comigo e disse que posso dar importância ou não às roupas ou a qualquer outra questão que faça ou não sentido para mim, neste momento e para o resto da minha vida.

E se a terapeuta falou, tá falado. Seguirei alternando meu look de menos de dez peças enquanto durar esta quarentena.

E, pelo visto, passear com os meus novos looks outrora londrinos vai depender da boa vontade da população paulistana de manter o isolamento social abaixo dos 50%. Mas pelo andar da carruagem, não vou precisar me preocupar mesmo com este tópico, pois se vir o lockdown, passarei meus dias de pijama ou, no máximo, de moletom. E tenho dito!

Então, pelo bem do meu guarda-roupa cheio de novos looks: fica em casa! Assim, poderemos sair em breve. Né?


Talita Camargo, 34 anos

Libriana, apaixonada de alma transparente, louca alucinada e meio inconsequente, um caso complicado de se entender.

 

 

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