Meu tipo certo de cara errado

ago 27

Meu tipo certo de cara errado

Recentemente, descobri no Netflix a série ‘White Collar’, uma trama bem água com açúcar, que conta a história de Neal Caffrey, um criminoso falsificador e ladrão da melhor qualidade, que após ser capturado pelo FBI, acaba se tornando um informante valioso para resolver grande parte dos crimes da divisão do colarinho branco.

Neal tem absolutamente todas as qualidades que poderiam afastar qualquer mulher: criminoso, ladrão, mentiroso, mulherengo, preso a uma tornozeleira rastreadora com GPS para o FBI não perdê-lo de vista e… charme! Muito charme, que o torna ainda mais irresistível quando somados aos seus incríveis olhos azuis. (Cá entre nós, acho que tenho um fraco por olhos azuis…)

WHITE COLLAR -- "Pilot" -- Pictured: Matthew Bomer as Neal Caffrey -- USA Network Photo: David Giesbrecht

Foi amor à primeiro episódio, sabe? Imaginem o anti-herói dos seus sonhos. Então…          Pois bem. Foi aí que eu percebi que Neal Caffrey não é o único tipo certo de cara errado da ficção por quem me apaixono. Me achando louca? Vou tentar explicar…Eu sempre torço para o bandido do bom coração. Neal é um caso clássico, mas a ele, posso juntar uma infinidade de nomes da ficção literária, cinematográfica ou televisa.

Vejamos em ‘Jogos Vorazes’, por exemplo. Devo ser a única mulher a não fazer parte do #teampeeta. Quero mais é que ele seja feliz longe da Katniss porque homem, para mim, é o Gale. Na saga Crepúsculo, meu livro preferido é justo o segundo da trama, ‘Lua Nova’, que quase todos que conheço detestam, pois é justamente quando Edward faz a grande maldade de sumir e abandonar Bella sem explicações. Fazer o que se é justo neste momento que ela consegue extrair o melhor de si?

E falando em literatura fantástica, todo meu amor para a ‘Saga Hush Hush’, em que o bad boy anjo caído Patch se soma a esta lista infinitas de amores errados e rouba meu coração inteiro! E quando o assunto é este meu coração torto, não me encanto apenas pela beleza física, não. Em ‘The Blacklist’, por exemplo, sou fã número 1 de Reddington, o criminoso mais procurado do mundo, que com todo seu jeito ilegal e obscuro de lidar com as coisas, consegue ser ainda mais profundo e intenso que muito bom moço por aí. E além do mais, que se danem os mocinhos! Quero muito que Elizabeth fique com o Tom, o bandido traidor que enganou tanto ela, que ela não sabe nem o seu nome de verdade, apesar de terem sido casados por anos.

Robin Hood é o meu tipo de anti-herói: rouba dos ricos para alimentar os pobres e, de quebra, ainda rouba meu olhar e meus suspiros. Frank Underwood, protagonista de ‘House of Cards’, quase me faz perder a cabeça em diversos momentos, até mesmo nos mais perversos! Até Pablo Escobar, rei do tráfico de cocaína na Colômbia, que construiu um império sujando as mãos (os pés e o corpo inteiro) de sangue; tem seu charme, seu lado família e humano que não deixo de admirar e… gostar! (Ouch!)

dr. houseQuem mais além de mim acredita que Dr. House é o homem da sua vida? (Já mencionei aqui minha queda pelos olhos azuis?) Me diz como é possível resistir àquela arrogância, grosseria e habilidade única de afastar todo mundo que gosta dele e se preocupa com ele, incluindo o grande e único amor de sua vida?

 

Numa breve análise, percebo que todos estes homens têm algo em comum: por trás do jeito de bandido, eles são intensos, verdadeiros e apaixonados. Sempre suspeitei do marido ideal e do namorado que dá flores todos os dias. Por isso me encanto com todos estes personagens, que colocam o máximo de sentimento real em suas vidas, mesmo que não sejam de verdade. E é por isso que eu me apaixono perdidamente.

tipocertodecaraerrado01No fim das contas, eles não passam de uma representação ficcional do estereótipo repetitivo de amores sem futuro que eu não canso de buscar para minha vida. Acho que o que estou tentando dizer, é que tenho essa tendência quase suicida de me apaixonar pelo impossível, porque é mais fácil não conseguir o amor verdadeiro, do que correr o risco de se machucar. É mais fácil já ter a desculpa pronta do ‘mas isso não ia dar certo mesmo’, do que enfrentar o amor verdadeiro.

Porque como todo bom romance de sessão da tarde, se eu me deixar amar e ser amada pelo possível, corro o sério risco de ser feliz para sempre.

 

love-web

 

Talita Camargo, 29 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!

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2 comments

  1. Adriana /

    Engraçado como a senhorita mesma já tem a resposta pronta, né? Safadinha…rs. Acha que é a tal da muralha que o Caio dizia….bjs minha amiga

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