Minhas férias

set 10

Minhas férias

E quando terça-feira, às 7h30, o meu despertador tocou “I cant’t take my eyes off you”, após se manter silencioso por 15 longos/breves dias, além do sono que senti, pude descobrir ao que dou mais valor nesse período longe do trabalho ou estudo.

Não são as viagens para a Tailândia, Disney ou Fernando de Noronha (que eu adoraria fazer, mas nunca fiz); tão pouco são as horas de sono a mais, cochilos pós-almoço e tempo para assistir a Sessão da Tarde. Isso tudo é incrível e quem me conhece sabe o quanto amaria viver viajando pelo mundo ou fazendo nada jogada no sofá de casa. Mas, de verdade, o melhor das férias é a liberdade que ela nos traz.

Nesses longos/breves dias você levanta da cama quando quiser e SE quiser, você faz o que quiser e SE quiser, você vai onde quiser e SE quiser. Esse livre arbítrio é único. Chega de responsabilidades, horários, compromissos, cobranças. Você pode ter uma agenda lotada ou ficar no ócio. Você é quem manda.

ferias

Eu, por exemplo, como não tenho tanto tempo ($$$$) pude curtir alguns diazinhos conhecendo nosso país vizinho Uruguai. Quando fiquei em São Paulo aproveitei para ir ao parque, resolvi pendências que há tempos não conseguia tirar do caminho, como arrumar meu guarda-roupa, dormi muito, assisti filmes e séries, li um livro, fiz um bate-volta para a praia, encontrei amigos… foram férias proveitosas. Mas, sinceramente, não seriam piores se eu resolvesse ficar enfurnada em casa ou melhores se eu desse a volta ao mundo de balão. Nesses 15 longos/breves dias eu só quis fazer o que me desse na telha. E eu fiz.

Então, ao ser despertada por Andy Williams num belo dia de sol me lembrando que era preciso voltar à vida real e à labuta não fiquei tão triste como imaginava, porque é essa dura realidade que nos dá a oportunidade de ter longos/breves dias de pura felicidade.

OBS 1: Dedico esse texto a todas minhas professoras do primário que pediam uma redação descrevendo minhas férias, que aconteciam por TRÊS meses no ano (bons tempos).

OBS 2: Compartilho aqui a música que me desperta diariamente. Porque se é pra acordar cedo e ir trabalhar, que pelo menos seja nesse ritmo.

Fernanda Barreira, 28 anos, é jornalista, paulistana da gema, solteira e corintiana roxa. É conhecida por ser do contra e intolerante, mas promete respirar 327 vezes antes de escrever algo que de algum modo incomode alguém… ou não. É pagar pra ver!

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