O que você não quer em 2014?

jan 01

O que você não quer em 2014?

Ontem, no último dia do ano, fui fazer o que todos estavam fazendo: minha retrospectiva 2013 no Instagram. E, embora seja um modismo do qual eu não sobreviveria sem fazer parte – sou dessas -, serviu mesmo para jogar na minha cara como o ano que passou foi incrivelmente especial, do começo ao fim.

Mesmo os momentos de tristeza e as lágrimas de decepção, no fim, tornaram-se grandes aprendizados e me fortaleceram muito. Sim, isso é clichê. Não, não é demagogia. É verdade. Foi um ano de grandes conquistas e realizações profissionais e pessoais (se você está lendo este blog, agradeça a dois-mil-e-treze). Neste ano, comecei a aprender a resgatar o amor por mim mesma, pelas coisas que eu gosto, pelos meus livros favoritos, pelas músicas que eu aprecio, pelos amigos que não vivo sem e pela família que me suporta.

Acho que, acima de tudo, foi em 2013 que comecei a pensar em mim mesma como mulher e como um ser humano individual. Abrir mão do coletivo não é tarefa fácil, mas tenho aprendido que é possível me amar mais, sem ser egoísta com o mundo. Foi este ano, também, que me ensinou a não me julgar tanto. Foi esse 2013 querido que me lembrou, de maneira carinhosa, que as pessoas erram, mas a vida continua e temos que seguir em frente.

2014-2Eu me sinto tão abençoada por 2013, que confesso ter medo do Ano Novo. E se ele não for bom? E se, pelo fato de eu não estar no Brasil neste Reveillon e não cumprir com todas as tradições que manda o protocolo, 2014 falhe comigo? Aliás, tenho traumas de anos de Copa do Mundo: geralmente não me são muito gentis. Será que este ano será diferente?

É por tudo isso (e porque gosto de seguir os conselhos da minha psicóloga, essalinda) que, ao invés de uma lista de resoluções sobre o que quero no novo ano que se inicia hoje, decidi fazer uma lista do que eu NÃO quero em 2014.

E em 2014 eu não quero sentir a obrigação de agradar a todos o tempo todo. Não quero esconder meus sentimentos e me fingir de forte e nem engolir minhas lágrimas. Não quero deixar de viajar porque tenho receio de gastar demais. Não quero, inclusive, pensar tanto em dinheiro e nas finanças. Não quero trabalhar em excesso e muito menos prejudicar minha saúde em função do trabalho. Aliás, não quero prejudicar minha saúde em função de nada e nem de ninguém. Não quero mais o sedentarismo. Não quero mais meus 20kg em excesso. Não quero pressão alta, colesterol fora da normalidade e nem o fígado debilitado. Não quero mais engolir tantos sapos que acabam virando excesso de peso – físico e emocional. Não quero mais amar sem ser correspondida. Não quero correr atrás de amizades que não comparecem. Não quero mais me prender às coisas que não me impulsionam para frente. Não quero mais fazer sempre as mesmas coisas, conversar apenas com as mesmas pessoas, sobre os mesmos assuntos; e nem frequentar os mesmos lugares. Não quero a rotina chata nossa de cada dia. Não quero a escuridão e muito menos a energia negativa. Não quero amigos pela metade. Não quero um trabalho sem desafios. Não quero tantas discussões, fofocas e brigas. Não quero tantos desgastes emocionais. Não quero depender tanto dos meus pais para tudo. Não quero não ter um plano de sair de casa. Não quero ser tão impaciente, especialmente com meus pais e com a minha irmã. Não quero desejar ser o que não faço nada efetivamente para ser. Não quero desistir sem tentar. Não quero a vida fácil, mas não quero sempre escolher os caminhos mais difíceis. Não quero ficar tanto em casa e nem precisar ter uma vida social que não me interessa. Não quero tantas responsabilidades. Não quero tanta preguiça. Não quero tanta seriedade e nem tanto juízo. Não quero perder o equilíbrio, exceto se for por amor. Não quero tanta racionalidade. Não quero fazer pelos outros o que não fazem por mim, se isso me incomodar. Não quero mais pedir desculpas sem sentir culpa. Inclusive, não quero mais sentir tanta culpa. Não quero mais não saber me perdoar. Não quero me sentir no fundo do poço. Não quero sentir tanta insegurança. Não quero sofrer com o que não posso resolver e nem quero me prender tanto aos problemas dos outros, por mais próximo que sejam. E, principalmente, não quero mais carregar um passado sem futuro e muito menos sentir medo de ser quem eu sou para mim e para o resto do mundo!

Ufa!

E você? O que você NÃO quer no seu 2014? Aproveite para fazer todas as supertições que a tradição manda: pule as ondas, coma as uvas, use branco ou qualquer outra cor que lhe traga o que deseja, aprecie a lentilha, brinde com champagne. Mas também tente fazer uma lista como essa, mesmo que mentalmente. Você não precisa compartilhar com ninguém. Isso é com você e para você. E acredite: é terapêutico e libertador. Depois disso, respire fundo e diga para si mesmo: Feliz Ano Novo!

Afinal, ele chegou e, antes que eu me esqueça: #2014VemPraGente!!

O-que-o-Ano-Novo-irá-nos-trazer

Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre

 

Share Button

No comments

Trackbacks/Pingbacks

  1. Não me leve a mal, mas e daí que é Carnaval? | Sem Critérios - […] é que, este ano resolvi me dar uma experiência nova, arrumar as malas e ir para longe da folia.…
  2. Comer, estudar, trabalhar - Sem Critérios | Sem Critérios - […] Se comecei o ano dizendo, entre muitas outras coisas que, em 2014 eu não iria colocar o trabalho como…

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*