Roma: amor de traz para frente

ago 04

Roma: amor de traz para frente

Já contei aqui que vivo a vida para viajar.

Mas desde que comecei a escolher meus próprios caminhos, enfiei na minha cabeça que gostaria de conhecer a Itália. Sei lá porque exatamente, mas sempre tive uma imagem romântica desta país, onde todas as pessoas parecem ser lindas e felizes. E olha, antes que vocês me julguem, isso foi bem antes de o best-seller “Comer, Rezar, Amar” ser lançado.

Em dezembro de 2008, arrumei as malas e parti para aquela que seria a minha primeira grande viagem sozinha. Mas mal sabia eu que, na verdade, seria a grande viagem a me transformar.

Mas o foco do post é ROMA e vou me ater a isso.

Entrei na Itália de ônibus, depois de atravessar os Alpes, vindo da Áustria. Cheguei em Verona, cidade de Romeu e Julieta. Conheci Pádova (e viva Santo Antônio!!), Veneza, Assis, Florença, Pizza e… Roma! La bela Roma!

SONY DSCFoi amor a primeira vista. Eu, que me perco com a maior facilidade e não o menor senso de direção nem para me achar na minha própria cidade, criei uma conexão com Roma que nem eu mesma sei explicar. Para mim, tudo ali parecia óbvio, simples e familiar. Eu estava me sentindo em casa. Sem nunca ter estado ali antes, sabia onde ir, como ir, o que fazer…

Mesmo com o italiano de principiante e a confusão mental com o espanhol (acreditem, não é fácil!), conseguia escolher meus pratos, fazer meus pedidos, pedir informações, ler explicações…

Fiz o circuito turístico obrigatório: Coliseo, Vaticano, Igrejas, Piazzas… Mas, ao passar uma das noites de Ano Novo mais divertidas da história, regada a muito vinho e espumante nacional e delicioso, comecei minha manhã de 1 de janeiro de 2009 na Fontana Di Trevi, onde elegi ser  meu lugar favorito no mundo. A energia daquelas águas, as boas coisas que sinto ao olhar para aquele monumento… É o meu lugar no mundo, já está decidido.

SONY DSCO transporte público é fácil e o custo de vida é baixo: come-se muito bem gastando pouco, afinal, qualquer panini de ‘prosciuto con formaggio’ e uma taça de vinho (sim, porque lá o vinho é servido como em máquinas de refrigerante) é uma refeição dos deuses, que custa menos de R$ 10,00 já fazendo a conversão. Refeição que alimenta e satisfaz qualquer um. Isso que nem entrei nas pizzas e massas, especialidades que transformam o momento da refeição em uma grande orgia de prazeres inexplicáveis.

Roma07Italiano é um povo que sabe viver. Digo isso porque, no dia a dia, é possível sentir a expressão e a intensidade com que fazem os gestos mais simples: gritam, gesticulam, riem alto, saboreiam e, principalmente, não têm pressa.

Além disso, tem também a aula de história viva que é caminhar pelas ruas de Roma, onde tropeçamos em monumentos, igrejas, obras de arte etc., e que fazem parte do que todos nós somos hoje.

Caminhar pelas belas ruas de Roma não é se sentir no meio de uma cidade caótica, embora o trânsito assuste um pouco, mas sim entender que a vida está acontecendo aqui, agora e é preciso viver como se não houvesse outra oportunidade.

Mas para mim, sempre haverá oportunidades de voltar à Itália e, especialmente, para Roma. Fiz isso em 2012 e pretendo fazer sempre que puder, embora haja uma infinidade de outros lugares que desejo conhecer.

Meu sonho é, um dia, ter coragem de viver um tempo por lá. Aprender italiano, captar melhor essa cultura envolvente deles e simplesmente viver um dia de cada vez, todos os dias.

Quem sabe… Até lá, guardo em meu coração, todo… R-O-M-A.

 

 

Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!
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