A vida é boa

set 08

A vida é boa

Resolvi passar o fim de semana com meus pais e minha irmã no sítio da minha família, que carinhosamente chamamos de Cafundó (o nome oficial dado pelo meu avó paterno é Sítio Santo Antônio do Cafundó). Esse nosso pequeno refúgio fica em Santa Isabel, cidade bem próxima de São Paulo. Porta a porta, a viagem não dura uma hora. Mas toda vez que vou para lá, tenho a sensação de que me teletransportei para outra dimensão.

sitio04Para começar, os sinais de celulares são nulos lá. Recentemente, nos rendemos à internet via satélite porque essa era uma maneira de podermos ir mesmo com compromissos de trabalho ou de estudos. De uma maneira geral, usamos só para isso e para compartilhar por redes sociais nosso pequeno paraíso.

Mas mais do que isso, o Cafundó traz uma paz silenciosa que só o contato com a natureza pode proporcionar. E me desculpem os frequentadores de parques das grandes cidades, mas estar no interior, mesmo que próximo à capital, é totalmente diferente de estar enfurnado num pedaço de verde com mais 57% da população que, assim como você, teve a genial ideia de caminhar no parque X ou Y.

sitio03Nada contra. Mesmo. Eu mesma vou de vez em quando. Afinal, é o que temos e devemos mesmo aproveitar. Mas sair dessa realidade, mesmo que só por um ou dois dias, nos lembra que são aquelas pequenas coisas da vida que a deixam boa de verdade.

Foi um fim de semana de sol e calor de inverno. Céu azul, sem nenhuma nuvem no caminho, mas não arrisquei entrar na piscina porque a água não engana a estação do ano. Ainda assim, sentei descalça na grama e pratiquei um pouco de exercícios respiratórios para sentir o ar puro entrar e, desculpem a redundância, me purificar. A leve brisa batia em meu rosto e me lembrava de que, naquele momento, a vida não tinha peso algum.

sitio01Logo após o almoço, sentei na varanda, com roupas leves e meu livro e embarquei na delícia do som dos passarinhos, na companhia de Brutus, nosso Golden que se deitou ao meu lado. Recebi uma boa dose de vitamina D natural nas pernas e braços para tirar aquela casca de quem trabalhou tanto este ano que não teve nem a oportunidade de ver o mar. Adormeci sem culpa e sem pressa. Acordei com o vento levemente frio que anunciava que o sol estava se pondo e dando lugar à bela lua cheia, que preenchia o céu ainda laranja.

Nesse momento, me peguei sorrindo. O Cafundó existe na vida da minha família há anos. É local de férias, de amigos, de família. Grandes celebrações foram realizadas neste espaço. Lembranças, momentos, sentimentos. Tudo o que é feito aqui, é baseado na pureza do amor sincero entre entes queridos. Mas há tempos que eu não me sentia tão abençoada por estar no sítio, recebendo toda energia positiva que a natureza, espontaneamente, estava me enviando.

E então, percebi que nós precisamos estar abertos às coisas boas para realmente as percebermos e, principalmente, para as recebermos. E foi assim que eu entendi um desses pequenos sinais de que a vida, é sim, boa.

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Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!

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2 comments

  1. Adriana /

    Entendo essa sensação Tali…é rara…e muito boa. Prepare-se para tantos outros momentos de plenitude que você viverá em breve ….LOV U

    • Talita Camargo /

      É uma sensação LEVE! E deliciosa, Dri! Obrigada pelas boas energias de sempre! <3

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