Vivo a vida para viajar

fev 10

Vivo a vida para viajar

Eu adoro viajar. Acho que é a coisa que mais gosto de fazer na vida. Todos os dias, quando acordo para trabalhar, penso: “foca na próxima viagem, Talita, seja ela qual for”. Aliás, preparem-se: esse é só um dos vários posts que vou fazer sobre viagens, dado que isso é parte integrante da minha vida.

Desde que tinha 7 anos de idade e meus pais levaram eu e minha irmã para a Disney, aprendi o valor que uma viagem tem. A escola também me incentivou muito. Os destinos tem sido vários, desde então, dentro e fora do Brasil (aliás, já viram a beleza que é nosso país?): Rio de Janeiro, Minas Gerais, Fortaleza, Natal, Estados Unidos, Canadá, França, Santa Catarina, México, Itália, Espanha, Alemanha, Áustria, Buenos Aires, Bariloche, Recife, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo… Não canso nunca!

Disney

A tradicional foto em frente ao Castelo da Cinderela: Where dreams come true. Dezembro/2009

O que eu mais gosto quando viajo, é viver a cultura do local. Parece clichê, e talvez até seja mesmo, mas para mim é transformador. Eu gosto de visitar o circuito turístico, é óbvio. Quem não quer aquela foto na Torre Eiffel, em frente ao Castelo da Cinderela, ou na Times Square? Eu também quero! Além de lembranças mágicas, rende um monte de likes no Instagram e Facebook e sejamos realistas: quem não curte quem curte?

Mas, sem querer, eu descobri que eu adoro explorar o circuito não-turístico. Se tenho amigos que vivem nas cidades, então, melhor ainda! Fui perdendo o medo aos poucos e aumentando a ousadia a cada viagem. Sabe aqueles restaurantes deliciosos e que nunca têm espera? Ou aquela praça onde se falam a língua local e não o turistiquês? Aquela foto no jardim secreto ou, então, aquela ponte de cena de novela? Pois são exatamente nesses lugares que eu sempre descubro a magia de arriscar e explorar o lugar incomum.

Bariloche

Eu, apavorada, tentando esquiar em Bariloche, na Argentina. Julho/2009

Eu gosto também de experimentar as comidas locais. Adoro sentir os gostos, mesmo que sejam ruins. E daí? Adoro lembrar dos cheiros desses lugares também.

Outra coisa que vale mencionar é que viajar nos faz ultrapassar limites que às vezes nem sabíamos que éramos capazes. Por exemplo, eu nunca imaginei esquiar. Não faço exatamente o estilo atleta e realmente fui uma negação: voltei cheia de roxos e caía o tempo todo. Mas foram tantas risadas, que valeu todo o investimento (observe minha cara de pânico na foto!).

Eu viajo de qualquer jeito: sozinha, em turma, em dupla, em família. Aliás, viajar sozinha vale um post à parte, porque me enriquece tanto, que ia acabar misturando os assuntos.

O mais engraçado é que, ao contrário do que muitos pensam, eu levo uma vida normal. Tenho um emprego fixo, bato ponto, justifico atrasos e ausências. Emprego esse, aliás, que eu adoro, mas me consome demais. Vou para aula duas vezes por semana, tenho uma rotina quase chata. Sou solteira e não tenho filhos, mas vivo com minha família e tenho amizades bastante sólidas. Eu amo meu país e ainda mais minha cidade.

Paris

Curtindo um crepe de Nutela, sentada às margens do Sena, aproveitando o inverno em Paris. Março/2012

Quem me segue nas redes sociais, talvez até ache minha grama mais verde. Minhas amigas sempre brincam comigo, falando que sou muito phyna e não paro por aqui. Não paro mesmo! Mas a verdade é que sou uma menina como outra qualquer. Mas meu espírito é livre. Sou daqui, mas sou um pouco do mundo todo.

Acho importante ressaltar que faço vários sacríficios para manter esse ritmo: planejo quase todas as viagens com bastante antecedência para conseguir pagar tudo e comprar dinheiro o suficiente para não precisar me enrolar em dívidas de cartão de crédito.

Nashville

Deitada no mapa do estado do Tennessee, nos EUA, num parque em Nashville. Um dos meus lugares preferidos.

Eu literalmente paro de pagar uma viagem e começo e pagar a próxima. É um compromisso comigo mesma que cumpro sem reclamar, mesmo que eu precise abandonar algumas baladas e happy hours por aqui (alguns, não todos) e deixar de comprar algumas coisas que, ao viajar, entendi que não são tão valiosas assim. Afinal, para que eu quero um carro de R$ 100 mil? Nada contra quem curte essas coisas. Mesmo. É só que, quanto mais viajo, mais sinto que essas coisas não têm valor para mim. São apenas coisas e nada mais.

Cada vez que eu viajo (e depois que me recupero da depressão pós-viagem, é claro), percebo o quanto estou renovada. Não só por estar um tempo fora da rotina, o que é ótimo, mas porque me sinto enriquecida, especialmente pelas pessoas que cruzam os nossos caminhos: a troca de experiência humana é transformadora.

Aos poucos, vou dividindo essas histórias por aqui. Por ora, vou sentar e planejar uma nova viagem, um novo destino – mesmo que repetido. Afinal, tem um monte de lugares que quero voltar e uma infinidade deles que gostaria de conhecer. Cada viagem é única e vale para sempre!

 mapa

Talita Camargo, 28 anos, é jornalista e está sempre conectada. Apaixonada por livros e cinema, vive para viajar o mundo e adora carboidratos. Libriana, sofre com o conflito da dúvida e busca o equilíbrio. Acredita no amor sincero e, para ela, pensamentos positivos atraem coisas positivas. Sempre!
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4 comments

  1. Bianca /

    Amei!!!
    Peru é a próxima ! 😉

    • Talita Camargo /

      Boa, Bibi!!!! Tô animada! hahaha! 🙂

  2. Anne /

    Me identifiquei MASTER com esse post….
    #soudessas
    <3

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